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Enfermeiro da Unicamp é preso suspeito de estupro de 2 crianças em Paulínia

Um enfermeiro de 52 anos foi preso por suspeita de estupro de vulnerável na manhã desta segunda-feira (7) em Campinas. Ele estava no estacionamento do Hospital de Clínicas da Unicamp quando foi detido, às 8h.

Segundo o delegado Rodrigo Luis Galazzo, responsável pelo caso, as vítimas são dois meninos, irmãos de 6 e 9 anos de idade, que são vizinhos do suspeito. O mais novo escreveu uma carta pedindo que o delegado o prendesse.

O homem foi indiciado nesta manhã na Delegacia de Paulínia, onde mora, com pedido de prisão temporária de 30 dias, por se tratar de crime hediondo. Galazzo disse que o enfermeiro é funcionário do setor de nefrologia da Unicamp.

"A natureza desses crimes não tem faixa etária, classe social. [...] Essa prisão foi decretada há cerca de um mês, mas ele estava de férias, tirou licença. Hoje os policiais fizeram campana e ele foi preso no estacionamento da Unicamp. [...] Estava voltando para renovar a licença", afirma Galazzo.

De acordo com o Hospital de Clínicas, ele trabalhava atualmente na Unidade de Internação Adulto do HC, responsável por encaminhar pacientes para enfermarias especializadas, entre elas a de nefrologia.

Por nota, o HC informou que o profissional "está lotado no Departamento de Enfermagem do HC da Unicamp". A administração da Universidade esclareceu que ele estava afastado até a última sexta-feira (4). "A Unicamp irá se manifestar sobre o caso, assim que for comunicada da decisão e está à disposição das autoridades responsáveis", diz a nota.

Carta e desenho

Segundo o delegado, a investigação começou em janeiro deste ano, quando a mãe dos meninos denunciou os abusos. Eles passaram por atendimento com uma psicóloga em abril. Foi quando o menino mais novo fez um desenho do carro da polícia e escreveu uma mensagem ao delegado.

"Eu quero que o [...] seja preso para sempre. Para o delegado. Assinado, [...]", diz o texto.

A psicóloga enviou a carta junto com um parecer técnico para a Polícia Civil. O suspeito é solteiro e não tem filhos. Ele e as vítimas são moradores do bairro de classe média de Paulínia, Jardim Europa.

Mãe suspeitou do abuso

Galazzo contou que a mãe suspeitou do abuso no final do ano passado, ao notar uma mudança no comportamento de um dos filhos com um primo.

"Ela o questionou e ele contou que o vizinho chamou ele pra ir na casa dele e acabou beijando ele na boca", diz o delegado.

Galazzo disse também que o suspeito submeteu a criança a sexo oral, segundo a mãe. Quando ela questionou o filho mais velho, descobriu que o homem ameaçava as crianças.

"[Ela disse que] o menino ficou nervoso. Disse: 'eu tenho medo de falar isso com você porque ele pode fazer mal pra você e pro papai'", conta Galazzo.

A mãe disse ao delegado que o menino disse que o vizinho o levou para um galinheiro nos fundos da casa dele e cometeu o ato sexual.

Segundo a polícia, um primo das crianças, atualmente maior de idade, contou que há 16 anos o mesmo vizinho também abusou dele.

Celular apreendido

O enfermeiro não reagiu à prisão, segundo o delegado da Polícia Civil. Com ele foi apreendido um telefone celular modelo antigo, sem acesso a redes sociais.

"A pessoa já tinha informações sobre o inquérito contra ele, o advogado já veio, ele já suspeitava", diz Galazzo.

 

O suspeito foi ouvido no fim da manhã desta segunda e será encaminhado para a cadeia anexa ao 2º Distrito Policial de Campinas. O delegado adiantou que vai avaliar se pedirá a renovação da prisão temporária.

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