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Bulldog francesa Filomena é resgatada após 59 dias

Uma veterinária de 28 anos e a mãe dela, uma dona de casa de 53 anos, foram chamadas por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas, na tarde de quarta, para reconhecer os criminosos que há 59 dias fizeram elas e mais duas pessoas reféns durante assalto. No entanto, o que elas não esperavam é que atrás de um vidro de reconhecimento estava Filomena, ou carinhosamente Filó, uma bulldog francesa de oito meses que foi levada por um dos ladrões.

A alegria das vítimas ao reencontrar o animal de estimação emocionou toda a equipe de investigação. “Não tínhamos avisado a família sobre o encontro da cadela. Foi muita emoção na delegacia”, disse o delegado titular da DIG, José Carlos Fernandes. “Ainda não acredito, mas graças a Deus e ao pessoal da DIG conseguimos achar minha filha. Ela é muito especial para minha família”, disse a veterinária Carolina Vieira Nogueira.

A família mora em um sítio em Cosmópolis e foi rendida por três bandidos, sendo um deles encapuzado, na manhã do dia 13 de junho. Na época, estavam no imóvel a veterinária, o marido, a mãe dela e o caseiro. Os criminosos ficaram cerca de 40 minutos na casa e pegaram diversos objetos de valor, além do carro de Carolina.

Na fuga, um dos bandidos que estava sem capuz decidiu pegar a cachorrinha que estava dentro da casa com o irmãozinho Joaquim e a mãe Amora – esta de dois anos. “Ele disse que a filha dele queria uma cachorra igual a Filó e que a levaria”, contou a veterinária.

Além dos três bulldogs franceses, cujo filhotes são avaliados em cerca de R$ 5 mil, Carolina ainda tem 17 cachorros que vivem no quintal. O amor pela família de bulldogs se deve ao fato que são criados dentro de casa e Filó e Joaquim nasceram com a ajuda da veterinária.

A dupla tinha mais cinco irmãos que foram vendidos. “São como filhos. Eles são muito especiais e dormem no quarto de minha mãe. A Filó era meu bem mais precioso levado pelos bandidos”, contou a jovem. Após o roubo da cadela, Carolina chegou a pedir oração na igreja e ficou dias sem dormir, pensando no animal.

“O delegado me ligou avisando que tinham detido um homem e uma mocinha e que era para reconhecermos. Mas eu disse para ele que não tinha mocinha, mas que de qualquer forma iria na delegacia. Quando a moça trouxe a Filó, quase desmaiei. Só não infartei porque sou jovem e não tenho problemas cardíacos”, disse Carolina.

Celular rastreado

 

A DIG de Campinas tomou conhecimento do crime e passou a investigar o caso. Com base em algumas informações, segundo Fernandes, foi rastreado um dos celulares roubados até chegar ao local onde estavam os objetos e o carro da veterinária, na última sexta-feira. Após isso, os policiais descobriram que a cachorrinha estava em uma casa no Parque Oziel. Fernandes conseguiu mandados de busca e apreensão e na quarta pela manhã os policiais foram ao imóvel. O homem foi reconhecido pelas vítimas. Ele era foragido por um crime cometido em São João da Boa Vista. Segundo Fernandes, outros dois homens já foram identificados pela polícia.

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