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Corregedoria apura morte no Oziel

A corregedoria da Polícia Militar e a Polícia Civil apuram a possível participação de integrantes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) na morte de Roney Silva Mota, de 24 anos. Ele foi executado em um baile funk na região do Parque Oziel, no bairro Jardim do Lago II, por volta das 2h30 de ontem.

Segundo duas testemunhas que registraram ocorrência, a viatura entrou na Rua Geraldo Justino Lima e PMs efetuaram os disparos que culminaram na morte. Logo após o ocorrido, cerca de 20 PMs tiveram que comparecer ao 47º Batalhão da Polícia Militar em Campinas, onde permaneceram por várias horas para prestar esclarecimento.

A assessoria da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP), contudo, não confirmou o número de policiais ouvidos. O vice-presidente da Comissão de Direito Militar da OAB, Ronny Soares Carnauskas, esteve presente no local para verificar se os direitos dos policiais presentes estavam sendo respeitados. Na madrugada de sexta-feira para sábado, a polícia teria sido chamada por conta da realização do baile funk, que estaria incomodando pessoas da região.

Há relatos de que, ao chegar no local, os policiais precisaram utilizar balas de borracha e bombas de efeito moral, para dispersar frequentadores. Em depoimento, as testemunhas afirmaram que Roney desceu do carro, um Astra, para ir atrás de um primo que ainda estava no baile, e levá-lo embora. Na sequência, uma viatura do Baep entrou na rua e realizou os disparos, que teriam acertado no pescoço do rapaz. Ele ainda foi socorrido com vida e levado ao Pronto Socorro do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, mas não resistiu aos ferimentos.

 

Procurada, a SSP não havia se pronunciado até o fechamento desta edição. Este é o segundo caso de morte na região do Parque Oziel em duas semanas. No último dia 21 de julho, o adolescente Reinaldo Júnior da Silva, de 17 anos, foi morto durante uma ação policial também no Jardim do Lago II, em caso que ficou marcado pelo depoimento da mãe, Claudete da Silva, de 49 anos, que classificou a ação da PM como uma execução a sangue frio, e também pelo protesto realizado por moradores do Oziel. Na ocasião, um grupo de 50 moradores ocupou por cerca de duas horas a Rodovia Santos Dumont, e incendiou um ônibus.

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