Empresa de fachada de Paulínia é investigada em operação da PF

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Na cidade, foram apreendidos documentos para buscar identificar o envolvimento de cada investigado no esquema. Foram cumpridos 15 mandados em dois estados.
A Polícia Federal (PF) e Receita Federal apreenderam documentos em Paulínia (SP), nesta quinta-feira (1º), durante uma operação deflagrada para buscar desarticular um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de limpeza urbana. No total, 15 mandados de busca e apreensão foram apreendidos no estados de São Paulo e Minas Gerais. Segundo a PF, Paulínia abriga empresa de fachada utilizada no esquema.

As ações ocorreram nas cidades de São Paulo (9), Santos/SP (1), Paulínia/SP (1), Belo Horizonte (2) e Lamin/MG (2). A Operação Descarte foi realizada após informações passadas em delação premiada pelo doleiro Alberto Youssef no âmbito da Operação Lava Jato. E, a partir disso, os auditores da Receita e delegados da PF constataram indícios de alguns crimes, como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

“Todo o patrimônio que os principais chefes da organização criminosa adquiriam eles colocavam em nome de terceiros. A operação foi para tentar buscar documentos para comprovar essa situação”, revelou o analista fiscal Flavio Correa Prado

“Em Paulínia foi pra obter documentos adicionais, inclusive, para identificar qual a participação de pessoas que estão nessas empresas de coletas de lixo, o quanto cada pessoa sabia em relação a esse esquema”, acrescentou.

Como funcionava o esquema

De acordo com a PF, algumas empresas se uniram para comprar com notas falsas produtos de limpeza que seriam fornecidos ou que deveriam se fornecidos pelo consórcio contratado pela Prefeitura de São Paulo para fazer o serviço de limpeza da cidade. Mas, na verdade, esses produtos eram fictícios, não eram adquiridos, mas isso fazia com que as despesas da empresa aumentassem e, então, ele conseguiam abater isso do Imposto de Renda.

Ou seja, com esse dinheiro que era sonegado era possível que essas pessoas que usavam essas empresas de fachada e “laranjas”, pessoas que de fato não eram donas dessas empresas, adquirissem bens de luxo, ainda segundo a polícia.
Servidores públicos

Com o material retido, a PF quer identificar se servidores públicos também estariam envolvidos neste esquema. Não há confirmação, mas essa possibilidade não é descartada.