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Dinheiro / Economia

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Começa pagamento do PIS 2017-2018 para nascidos em agosto

Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2016.

Começa a ser depositado nesta quinta-feira (17) o abono salarial PIS 2017-2018 para os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em agosto. No caso do Pasep, que é pago para servidores públicos, o pagamento começa para quem tem final da inscrição 1.

De acordo com o calendário, quem nasceu nos meses de julho a dezembro receberá o PIS ainda no ano de 2017. Já os nascidos entre janeiro e junho receberão no primeiro trimestre de 2018. Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 29 de junho de 2018, prazo final para o recebimento.

Para o exercício 2017/2018 serão destinados R$ 16,9 bilhões para pagamento do abono salarial a 24 milhões de trabalhadores.

O valor do abono varia de R$ 78 a R$ 937, dependendo do tempo em que a pessoa trabalhou formalmente em 2016. Trabalhadores da iniciativa privada retiram o dinheiro na Caixa Econômica Federal, e os servidores públicos, no Banco do Brasil. É preciso apresentar um documento de identificação e o número do PIS/Pasep.

Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2016. É preciso ainda estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2016.

No caso do PIS, para quem é correntista da Caixa, o pagamento é feito 2 dias antes do restante dos outros trabalhadores. Veja calendário do PIS abaixo:

 

Já no caso do Pasep, o crédito em conta para correntistas do Banco do Brasil será efetuado a partir do 3º dia útil anterior ao início de cada período de pagamento, conforme cronograma abaixo:

Novas regras

Desde o ano passado, o valor do abono é associado ao número de meses trabalhados no exercício anterior. Portanto, quem trabalhou um mês no ano-base 2016 receberá 1/12 do salário mínimo. Quem trabalhou 2 meses receberá 2/12 e assim por diante. Só receberá o valor total quem trabalhou o ano-base 2016 completo.

Por exemplo, se o período trabalhado foi de 12 meses, vai receber o valor integral do benefício, que é de um salário mínimo (R$ 937). Se trabalhou por apenas um mês, vai receber o equivalente a 1/12 do salário (R$ 78), e assim sucessivamente.

Rendimentos do PIS

De acordo com a Caixa, quando o saque do PIS não é efetuado, o valor é incorporado ao saldo de quotas. Ao final do exercício financeiro (29 de junho de 2018), após a atualização do saldo, os rendimentos são disponibilizados para saque no novo calendário. Os rendimentos variam conforme o saldo existente na conta do PIS vinculada ao trabalhador.

Quem tem direito e como sacar

Para sacar o abono do PIS, o trabalhador que possuir Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Se não tiver o Cartão do Cidadão, pode receber o valor em qualquer agência da Caixa, mediante apresentação de documento de identificação. Informações sobre o PIS também podem ser obtidas pelo telefone 0800-726 02 07 da Caixa. O trabalhador pode fazer uma consulta ainda no site www.caixa.gov.br/PIS, em Consultar Pagamento. Para isso, é preciso ter o número do NIS (PIS/Pasep) em mãos.

Os servidores públicos que têm direito ao Pasep precisam verificar se houve depósito em conta. Caso isso não tenha ocorrido, precisam procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações sobre o Pasep podem ser obtidas pelo telefone 0800-729 00 01, do Banco do Brasil.

Reabertura do calendário 2016/2017

Os trabalhadores que não sacaram até o dia 30 de junho o abono salarial referente ao calendário 2016/2017, ano-base 2015, também terão nova oportunidade para sacar o benefício. O valor estará disponível para saque até 28 de dezembro.

O Ministério do Trabalho disponibiliza uma ferramenta de consulta, para o trabalhador saber se tem direito ao abono salarial ano base 2015, pelo link http://verificasd.mtb.gov.br/abono/. Informações também podem ser obtidas pelo telefone 158 da Central de Atendimento Alô Trabalho do ministério.

Bancos não oferecem consignado com garantia do FGTS; linha foi liberada em abril

Anunciado em abril pelo governo como nova opção de crédito e uma alternativa para o trabalhador trocar uma dívida cara por outra mais barata, o crédito consignado com o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia ainda é promessa e não está sendo oferecido pelos bancos.

O crédito consignado pode ser contratado por servidores públicos, privados e aposentados. Trata-se de umas linhas de crédito com menor risco para os bancos, já que a parcela do empréstimo é descontada na folha de pagamento ou da aposentadoria.

A proposta da nova linha com garantia do FGTS prevê reduzir ainda mais o risco para os bancos - e consequentemente as taxas de juros cobradas dos clientes. Se o trabalhador não pagar, o banco pode reter parte do seu FGTS para quitar o saldo devedor.

Em caso de inadimplência, o banco pode ficar com até 10% do saldo do trabalhador. E, se ele for demitido, o banco tem acesso a 100% da sua multa rescisória, que equivale a 40% do saldo do seu Fundo.

Baixa adesão

O G1 confirmou que Caixa Econômica, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Citibank ainda não lançaram linhas de crédito nessa modalidade. O único entre os grandes bancos que oferece a linha é o Santander, mas apenas em um projeto-piloto com uma única empresa.

 

As instituições financeiras ainda não estão totalmente confortáveis em relação à atratividade e garantias da nova modalidade, apurou a reportagem.

Procurados pelo G1, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Citibank informaram que ainda avaliam como operar a nova modalidade para poder começar a oferecer esta linha de crédito para os funcionários de empresas que já têm convênios com os bancos.

A Caixa afirmou que "está desenvolvendo as adequações internas necessárias, a fim de proporcionar o início das contratações". O Banco do Brasil disse que "continua avaliando a medida".

O Itaú Unibanco afirmou que "está desenvolvendo o produto para disponibilizar a modalidade aos seus clientes”. O Bradesco informou que "está avaliando as condições para oferta da linha". O Citibank também disse estar avaliando, destacando que "não há data definida ou as condições em que será ofertado".

Projeto-piloto

O Santander foi o único que já lançou um programa piloto de crédito consignado garantido pelo FGTS. Por enquanto, a linha só está disponível para os funcionários de uma empresa, a Ser Educacional, dona de universidades privadas.

Segundo o Santander, o volume total de contratações de crédito consignado cresceu 30% entre os funcionários da Ser Educacional após o lançamento do projeto piloto.

"Estamos em conversas para ampliar isso para outras empresas. Já estamos em fase avançada com algumas. Mas precisamos primeiro testar os fluxos operacionais", disse o superintendente de crédito à Pessoa física do Santander, Eduardo Jurcevic.

Veja perguntas e respostas sobre o FGTS como garantia do consignado

Entraves para tirar linha do papel

O crédito consignado para trabalhadores do setor privado é considerado mais complexo do que o feito para o funcionalismo e aposentados. A dificuldade de análise de risco é maior e também o seu custo operacional.

Dos R$ 300 bilhões de empréstimos consignados concedidos até junho, apenas 6% foram para trabalhadores do setor privado, segundo dados do Banco Central.

"Uma coisa é o funcionário público que tem estabilidade. Outra coisa é a rotatividade no setor privado, em que dependendo do ramo de atividade um funcionário fica em média só 1 ano e meio na empresa e não tem mais vínculo", disse um executivo de banco que falou ao G1 na condição de anonimato.

Embora não falem publicamente sobre os obstáculos e resistências em relação à nova modalidade com FGTS como garantia, os bancos aguardam um reforço nas garantias. Eles também esperam um melhor aperfeiçoamento no sistema de gestão dos dados do fundo de garantia, que assegure o bloqueio e transferência da garantia em caso de inadimplência e demissão.

"Por mais que a gente queira fazer, existe uma fragilidade operacional da Caixa. Para deslanchar, os bancos precisam ter a segurança que o saldo [garantia] será bloqueado em caso de inadimplência ou desligamento", afirmou o executivo.

Crédito bancário em queda

Para o diretor-executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, a atividade econômica ainda fraca, o alto desemprego e o crédito em queda no país também ajudam a explicar a demora para o consignado com o FGTS entrar de fato na prateleira dos bancos.

"Os bancos estão muito restritivos e seletivos no crédito, e de certa forma com um pé atrás", afirma Oliveira. "Num momento em que a atividade está em processo recessivo ou baixo crescimento e o cenário é de incerteza, isso significa que a pessoa pode perder o emprego e não pagar o empréstimo", completa.

Segundo o Banco Central, o volume total do crédito bancário registrou queda de 0,9% no primeiro semestre. Já taxa de inadimplência das pessoas físicas, nas operações com recursos livres (exclui crédito imobiliário, rural e do BNDES), ficou em 5,8%.

Vantagens do consignado

Em junho, a taxa média cobrada dos trabalhadores do setor privado no crédito consignado ficou em 41,8% ao ano. Para servidores e beneficiários do INSS, os juros médios no consignado em junho ficaram em 25,8% e 27,8% ao ano, respectivamente.

A expectativa do governo é que com a garantia do saldo do FGTS, os juros médios do consignado possam cair e que os prazos de pagamento possam ser alongados.

Apesar dos juros menores do que outras modalidades de crédito (veja tabela abaixo), consultores financeiros e economistas alertam que é preciso avaliar com cuidado. O trabalhador precisa avaliar se vale a pena sacrificar a sua principal reserva em caso de desemprego para cobrir uma dívida.

 

"Para quem está no cheque especial ou no cartão de crédito rotativo, pode ser uma opção interessante. Mas, primeiro, a linha precisa estar à disposição", resume Oliveira.

Receita abre consulta ao 3º lote de restituição

A Receita Federal abre nesta terça-feira (8) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física 2017. Serão contemplados mais de 2,012 milhões de contribuintes, totalizando cerca de R$ 2,8 bilhões em restituição. O lote multiexercício do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física inclui restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2016.

O crédito bancário para os contribuintes será feito no dia 15 de agosto. Nesse lote, R$ 210,5 milhões serão destinados a contribuintes com preferência para receber a restituição: 45.576 idosos e 6.555 pessoas com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet ou ligar para o Receitafone 146. Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento.

Declaração retificadora

Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora. A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones, o que facilita a consulta às declarações do contribuinte e à situação cadastral no CPF – Cadastro de Pessoa Física.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se a pessoa não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer um requerimento pela internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contactar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento no telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

 

Os montantes de restituição para cada exercício são corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic.

Malabarista de Leme, SP, realiza sonho e compra jipe com dinheiro do semáforo

Ter a rua como palco não é confortável. Há a chuva, o risco de acidentes e os olhares de desconfiança, mas existem na região artistas que se especializaram em atuar nesse ambiente e que realizam sonhos com o dinheiro do semáforo.

O malabarista Marco Cassiano, de Lem, conquistou seu Toyota Bandeirante após cinco anos de economia.

Formado em administração, com cursos de informática e logistica, ele trabalhou por 15 anos em escritórios e há sete deixou de lado o terno e a gravata por coletes coloridos, claves e um novo "nome", TicoTuca.

"Comecei a conhecer, fazia trabalho no farol nos fins de semana e aos poucos comecei a substituir o trabalho no escritório pelo do semáforo", disse o malabarista de 39 anos.

Ele também faz eventos e ministra cursos, mas garante que a maior parte do sustento vem da rua. "Evento tem dia que não tem e, no caso das oficinas, há prefeituras que demoram mais de um ano para pagar".

Um jipe chamado Suzy

Com o tempo, Cassiano começou a juntar o dinheiro dos malabares para concretizar um desejo antigo e, em 2015, ganhou uma "companheira".

"Sempre tive o sonho de comprar um jipe, mas pensava 'um dia'. Se eu tivesse comprado quando estava no escritório, talvez não desse tempo de curtir o carro", afirmou o malabarista, que apelidou o veículo de Suzy.

Apesar do carro, ele diz que a maior conquista enquanto artista é o reconhecimento. "Às vezes, uma criança que sorri no farol, uma vez ganhei um coelhinho da Páscoa depois da Páscoa", exemplificou, contando que agora pretende rodar o Brasil com seus malabares e seu jipe.

Miojo

Sinal vermelho, hora de correr para a calçada, passar o chapéu ou pegar algum equipamento caído no asfalto. O desafio é calcular o tempo da apresentação de acordo com os segundos do semáforo.

Nas vias de São Carlos, transita entre os carros, ônibus e motocicletas um homem de bigode e chapéu-coco. Conhecido pelo público como “Miojo”, Weslei Souza dá vida ao palhaço Tagarela e vive do que ganha como malabarista.

“Gosto quando as crianças vêm na janela dar 'bom dia', 'boa tarde', aparecem para falar que gostaram do número”, contou.

Mas também há situações ruins. “Pessoas que não gostam do trabalho, principalmente as de classe média alta, e acham que isso não é cultura, não é ser artista. Já teve gente que saiu do carro para arrumar briga”, disse.

Segundo ele, a melhor época para os artistas de rua é dezembro porque no fim do ano as pessoas estão mais abertas, recebem o 13° salário e o comércio funciona até mais tarde na cidade, e sempre é tempo de aprender. “A gente costuma falar que a rua é o palco experimental, para testar coisas novas, aprimorar”.

Kadu

 

“Nas primeiras vezes eu ficava meio nervoso, derrubava claves no chão, mas depois acostumei”, contou Carlos Eduardo Fernandes, de 38 anos, conhecido como Kadu, sobre os primeiros contatos com a rua.

Mágico, DJ, professor de dança e artista de circo em Araras (SP), ele trabalha com eventos, mas uma vez por semana vai para as ruas para complementar a renda.

Ele contou que a experiência nos semáforos começou em 2011 e hoje viaja para realizar apresentações nos faróis de outros municípios, como Rio Claro, Leme e Piracicaba. Nesses seis anos, muita coisa já passou por seu chapéu.

“Já aconteceu de, por engano, a pessoa colocar pen drive, aliança e voltar para buscar”, disse o artista.

Dificuldades

Entre as dificuldades listadas pelo malabarista estão o preconceito e a falta de receptividade.

“Como já sou artista e faço eventos na cidade os outros olhavam com o olhar de ‘nossa, esse moço já foi mágico e está fazendo farol’”, contou. “Também já passaram em cima das minhas coisas várias vezes, no chapéu, bolinhas”, completou.

 

Para ele, a situação mais difícil que enfrentou como artista de rua foi um desentendimento. “A última vez que fui ao semáforo, tive problema com um morador de rua, ele veio arrumar briga”.

FGTS a partir de hoje só pode ser sacado por doentes ou presos

Para o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) retido em contas inativas a partir desta terça-feira, os beneficiados terão de comprovar, nas agências da Caixa Econômica Federal (Caixa), doença impeditiva à locomoção ou reclusão em regime fechado. O prazo para todos os trabalhadores terminou nesta segunda-feira (31).

Na última quarta-feira (26), o presidente da República, Michel Temer, assinou decreto prorrogando o prazo para saque até 31 de julho de 2018 somente para a parcela da população que comprovar impedimento no período original.

Nesta segunda, a Caixa informou que a nova oportunidade será apenas para trabalhadores doentes ou reclusos. Os primeiros precisarão apresentar atestado médico, e os reclusos, certidão em nome do titular da conta obtida junto às varas de Execução Penal ou Criminal, juízo responsável pelo decreto de prisão ou autoridade da unidade prisional. A apresentação deve ser exclusivamente nas agências do banco.

 

A Caixa criou uma página especial e um serviço telefônico para tratar das contas inativas. O banco orienta os trabalhadores a acessar o endereço ou ligar para 0800-726-2017, para que possam saber o valor, a data e o local mais convenientes para os saques.

Índice que corrige o aluguel tem deflação de 0,72% em julho

Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, teve deflação de 0,72% em julho após encerrar junho com variação negativa de 0,67%. O índice foi divulgado nesta sexta-feira (28) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É a quarta deflação seguida, segundo a entidade.

O índice passou a registrar deflação desde abril deste ano, quando atingiu a menor taxa mensal desde 1989, início da série histórica (-1,1%).

Em julho de 2016, a variação foi de 0,18%. A variação acumulada em 2017, até julho, é de -2,65%. Em 12 meses, o IGP-M registrou taxa de -1,66%.

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Atacado e varejo

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede os preços no atacado e que responde a 60% no cálculo do IGP-M, passou de -1,22% em junho para -1,16 em julho.

Outro subíndice que também desacelerou foi o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), relativo aos preços no varejo, que responde a 30%, saiu de -0,08% em junho para 0,04% em julho.

 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que também é usado para calcular o IGP-M, mas com peso menor do que os outros subíndices, passou de 1,36% para 0,22%.

Juiz do DF manda suspender decreto que aumentou tributos sobre combustíveis

O juiz substituto Renato Borelli, da 20ª Vara Federal de Brasília, determinou nesta terça-feira (25) a suspensão imediata do decreto publicado na semana passada pelo governo e que elevou a alíquota de PIS/Cofins que incide sobre a gasolina, o diesel e o etanol.

Procurada, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que a notificação sobre a decisão precisa ser presencial, ou seja, por meio de um oficial de justiça. Segundo o órgão, isso pode demorar alguns dias, mas a União pode se dar como intimada antes e entrar com um recurso.

Informou ainda que recorrerá da decisão, o que deve acontecer ainda nesta terça. No recurso, o governo deve argumentar que a lei permite que o presidente altere por decreto o imposto, dentro de uma margem legal, para cima ou para baixo.

A decisão liminar (provisória) vale para todo o país e atendeu a pedido feito em uma ação popular, movida pelo advogado Carlos Alexandre Klomfahs.

Apesar de determinar a suspensão imediata do decreto, tecnicamente a decisão só vale quando o governo for notificado. A decisão também determina o retorno dos preços dos combustíveis.

O aumento começou a valer na sexta (21). Segundo o governo, a tributação sobre a gasolina subiu R$ 0,41 por litro e mais que dobrou: passou a custar aos motoristas R$ 0,89 para cada litro de gasolina, se levada em consideração também a incidência da Cide, que é de R$ 0,10 por litro.

A tributação sobre o diesel subiu em R$ 0,21 e ficou em R$ 0,46 por litro do combustível. Já a tributação sobre o etanol subiu R$ 0,20 por litro.

Borelli aponta que a decisão do governo de elevar a tributação sobre os combustíveis via decreto é inconstitucional. De acordo com o juiz federal, "o instrumento legislativo adequado à criação e à majoração do tributo é, sem exceção, a Lei, não se prestando a tais objetivos outras espécies legislativas."

Ele aponta que a medida do governo prejudica o consumidor e não respeitou o princípio segundo o qual nenhum tributo será cobrado antes de noventa dias da publicação da lei que o instituiu ou aumentou.

"Não pode o Governo Federal, portanto, sob a justificativa da arrecadação, violar a Constituição Federal, isto é, violar os princípios constitucionais, que são os instrumentos dos Direitos Humanos", afirma Borelli na decisão.

Contas públicas no vermelho

Com o aumento da tributação sobre os combustíveis, o governo espera uma receita adicional de R$ 10,4 bilhões no restante de 2017. O objetivo da medida foi elevar a arrecadação federal, que neste ano tem ficado abaixo da esperada.

Por conta da baixa arrecadação, o governo enfrenta dificuldades para cumprir a meta fiscal deste ano, que é de déficit (despesas maiores que receitas) de R$ 139 bilhões.

Junto com o aumento na tributação dos combustíveis, o governo anunciou o bloqueio de R$ 5,9 bilhões do orçamento de 2017.

 

De acordo com a Receita Federal, no primeiro semestre a arrecadação cresceu 0,77%. O resultado positivo, porém, se deu pelo aumento das receitas do governo com royalties pagos por empresas que exploram petróleo no país - a receita com impostos e contribuições caiu 0,20% no período.

Saques de contas inativas entra na última semana

O prazo para a retirada dos valores das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) termina na próxima segunda-feira (31). Até agora, já foram pagos mais de R$ 42,8 bilhões, para 25,3 milhões de trabalhadores.

Segundo a Caixa Econômica Federal o montante pago até o dia 19 de julho equivale a 98,33% do total inicialmente disponível para saque (R$ 43,6 bilhões). O número de trabalhadores que sacaram os recursos das contas do FGTS representa 83,73% das 30,2 milhões de pessoas inicialmente beneficiadas pela medida.

Agora, o saque está liberado para todos os trabalhadores que têm direito ao benefício, não importa a data de nascimento. Pode fazer o saque quem teve contrato de trabalho encerrado sem justa causa até 31 de dezembro de 2015.

 

Os trabalhadores podem consultar o saldo a receber na página da Caixa. Outra opção é o Serviço de Atendimento ao Cliente pelo 0800 726 2017.

Temer sanciona projeto que libera R$ 102 milhões para emissão de passaportes

O presidente Michel Temer sancionou hoje (19) projeto que libera recursos para emissão de passaportes. A autorização de crédito extra de R$ 102 milhões para o Ministério da Justiça foi aprovada semana passada pelo Congresso Nacional.

Segundo a Casa Civil da Presidência da República, a sanção será publicada amanhã (20) no Diário Oficial da União. Depois da publicação, a verba será liberada assim que Ministério do Planejamento abrir o empenho de recursos e autorizar o repasse ao Ministério da Justiça, que o destinará à Polícia Federal (PF).

Paralisação

De acordo com a Polícia Federal, são realizados 11 mil atendimentos por dia útil para a requisição do documento em todo o país. Como a paralisação já dura três semanas, a demanda não atendida pode superar 150 mil pedidos.

Com orçamento insuficiente para as atividades de controle migratório e emissão de documentos de viagem, a Polícia Federal suspendeu a emissão de novos passaportes na noite do último dia 27. Segundo a PF, o setor atingiu o limite de gastos previstos na Lei Orçamentária da União.

Fabricantes de tornozeleiras eletrônicas celebram crescimento

A tornozeleira eletrônica está em falta em vários estados do Brasil. Os fabricantes dizem que isso é problema de atraso nos contratos com os estados, porque a produção de tornozeleiras não pára de crescer, apesar da crise.

A máquina que faz 26 mil soldas por segundo é a atração da fábrica - investimento alto feito no meio de uma recessão. Foi uma boa estratégia. De  2015 pra cá, a empresa de tecnologia da informação e segurança triplicou o número de contratos e continua crescendo na esteira das notícias de corrupção e lavagem de dinheiro.

 

A crise política afetou a economia, mas fez dobrar de tamanho um mercado bem específico no Brasil: o das tornozeleiras eletrônicas. Uma das maiores empresas do setor tem sede em São Paulo com fábrica em Campinas, no interior do estado. De lá podem sair até mil tornozeleiras por dia. Veja no vídeo acima como funciona a produção.

O início do processo é  com a montagem das placas - que é a grosso modo,  um módulo GPS que funciona como o de carro e um modem de celular pra transmissão de dados com dois cartões de operadoras diferentes para evitar de ficar sem sinal. A alternância de operadoras é importante pra um dispositivo  com  "usuários ilustres" em vários estados do país.

Quem usa

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobras, foi um dos primeiros presos da Lava-jato a ganhar o benefício de ficar em casa, mas só com tornozeleira. O ex-ministro José Dirceu só sai de Vinhedo, interior de São Paulo, onde mora, com autorização da justiça.

Para o doleiro Alberto Youssef, a Justiça determinou que ele deveria ficar em casa à noite - sempre monitorado. Andréa Neves, irmã de Aécio, também saiu da cadeia usando tornozeleira.

E é tanto pedido que pegou alguns estados de surpresa. Na Bahia, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, condenado a prisão domiciliar, está sem. O ex-assessor do presidente Temer, Rodrigo Rocha Loures segue com uma emprestada de Goiás porque em Brasília está em falta. São de 20 a 30 monitorados só da operação Lava-jato.

E não são só políticos. A Ana Carolina Jatobá, condenada pelo assassinato da enteada Isabela Nardoni, ganhou o benefício de cumprir a prisão em regime semiaberto e de ir para casa nas saídas temporárias - mas tudo isso monitorada com tornozeleira.

Monitoramento e expectativa de crescimento

Um alerta dispara na sala de monitoramento por três razões: o problema com a tornozeleira, pode ser falta de bateria. - ou a indicação de que ela foi rompida, deslocamento fora da área de inclusão ou fora de horários permitidos. Esse monitoramento pode ser feito pelos estados ou pela própria empresa. Uma sala monitora vinte e quatro horas por dia em tempo real, oito mil pessoas no Brasil - sendo 7 mil no estado de São Paulo.

O dispositivo avisa quando o preso que sai da área onde deveria ficar, ou quando o sinal está mais fraco. Qualquer problema, a central liga para o monitorado.

 

As tornozeleiras não são algemas. Não impedem a fuga, só garantem que as autoridades serão avisadas. Para o mercado de tornozeleiras, os negócios seguem muito bem. Só esse ano, há licitações abertas para a inclusão de 40 mil monitorados. Nos próximos 3 anos, a expectativa é de 120 mil encomendas.

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