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Vereador é condenado após espancar a ex, arrastá-la pela escada e fazê-la comer terra em SP

O vereador Guilherme Prócida (PSDB), de Mongaguá, no litoral de São Paulo, foi condenado esta semana a três meses e 18 dias de detenção por agredir a ex-mulher. A vítima, uma professora de Educação Física, de 33 anos, foi alvo de socos na cabeça, teve o cabelo puxado e foi arrastada pela escada de casa.

As agressões que motivaram a mulher a denunciar Guilherme à polícia ocorreram às vésperas do Natal de 2011, segundo a advogada Cristina Yoshiko Saito. Na ocasião, ela discutiu e acabou ferida pelo ex-marido após descobrir uma suposta traição no relacionamento que mantinham há cerca de 3 anos.

"A briga ocorreu dentro da casa deles. Após relatar o que sabia ao Guilherme, ele deu diversos socos na cara dela, a puxou pelos cabelos e a arrastou pelas escadas. Ela disse que contaria a todos sobre a vida promíscua que ele mantinha, inclusive frequentando casas de swing (troca de casais)", disse a advogada.

Segundo Cristina, na mesma ocasião, ele a fez engolir a raiz de uma planta. "Ele disse que ela tinha que comer terra para parar de falar as coisas. Depois disso, a ex-mulher saiu da cidade ameaçada e escorraçada. Ela decidiu por registrar o caso na polícia e continuar com a ação em seguida", explicou.

Durante o processo, a advogada afirma, também, que a educadora física chegou a ser ameaçada. "Ela recebeu e-mails com avisos. Em um deles, estava escrito: 'Cuidado, você pode amanhecer boiando em um rio'. Tudo isso está nos autos, que foram julgados após quase cinco anos", afirmou a defensora.

A ex-mulher decidiu se separar do vereador após o ocorrido e se mudou para o interior do estado. "Ela achou pequena a pena, por isso avaliamos se vamos recorrer. Agora, vamos verificar se entramos com uma ação de danos morais para indenização", disse. A sentença foi estabelecida na segunda-feira (13).

 

Atualmente divorciado, Guilherme Prócida é filho do prefeito da cidade, Artur Parada Prócida (PSDB). O advogado de defesa, Eugênio Malavasi, afirma que o cliente é inocente e está ciente da sentença. "Vamos entrar com recurso da apelação, pois não houve agressão ou ameaça, além do que, tudo já está prescrito", disse.

Durante reconstituição, homem que matou designer grávida dá versão diferente sobre crime

O homem que confessou ter matado em abril a designer Denise Stella, que estava grávida, participou nesta segunda-feira (14) da reconstituição do crime. Durante o trabalho realizado pela Polícia Civil e Ministério Público (MP), o acusado deu uma versão diferente da fornecida no primeiro interrogatório policial. Segundo o homem, a morte aconteceu de forma acidental.

A reconstituição, segundo a polícia, foi solicitada pela Promotoria justamente para tirar dúvidas sobre as divergências apresentadas pelo suspeito nos interrogatórios. Entre as diferenças, ele afirma que, antes de jogar o corpo em um canavial na região, tentou "ajudar" Denise, mas desistiu quando percebeu que ela já estava morta.

O Ministério Público denunciou o assassino confesso pelos crimes de homicídio qualificado, aborto e ocultação de cadáver. Segundo a Promotoria, a investigação apontou para crime premeditado. A acusação incluiu cinco "qualificadoras" do assassinato, entre elas tortura e feminicídio (matar por razões ligadas ao fato de a vítima ser mulher).

A designer era moradora de Saltinho (SP) e foi morta na noite de 24 de abril. O corpo dela foi encontrado dois dias depois em um canavial entre Piracicaba e Tietê. Denise mantinha um relacionamento secreto com o acusado, que era casado e gerente da fábrica de roupas onde ela trabalhava. A vítima tinha 31 anos e estava grávida de dois meses. A criança seria filha do suspeito, conforme as investigações.

O promotor Fábio Aparecido Gasque, que ofereceu a denúncia na Justiça, ao detalhar as acusações, afirmou que o crime foi mais grave do que se pensava inicialmente. Gasque classificou o assassinato de "bárbaro", "cruel" e de uma "gravidade exacerbada". O homem permanece preso preventivamente desde o final de maio, quando venceu a prisão temporária dele.

Motivação e tortura

Segundo o promotor, o homem matou a amante porque ela estava grávida e ele não concordava com a gestação. O gerente não chegou a pedir que a vítima praticasse o aborto, mas agiu de forma dissimulada para fazê-la acreditar que iria assumir o relacionamento com ela e, ainda conforme Gaspe, para atraí-la para um encontro amoroso no local do crime, onde a agrediu de diversas formas e a asfixiou até a morte com o cinto de segurança do carro.

Aborto

Embora não tenha pedido para que a designer fizesse o aborto, o acusado praticou esse crime ao matar a amante que ele sabia estar grávida, conforme a Promotoria. "Ele não negou em momento algum que o filho fosse dele e, pelo contrário, segundo as investigações, falava para a vítima que iria assumir (o relacionamento com) ela e a criança", disse o promotor. O filho do casal seria uma menina.

Pela atual legislação brasileira, a realização do aborto é um crime contra a vida humana, e por isso é passível de prisão da gestante que o provocar ou que consentir que outro o provoque. O aborto não é crime em apenas três ocasiões: quando há risco de morte para a mulher causado pela gravidez, quando a gravidez é resultante de um estupro ou se o feto for anencefálico.

Também foi apontado pela investigação e pela perícia, que o suspeito agrediu Denise de forma inesperada. "Passou a torturar a vítima, agredindo-a na região do couro cabeludo da cabeça, olhos, tórax, abdômen e principalmente na região pélvica (altura do útero)", afirma o texto da denúncia.

Ocultação de cadáver

O documento da Promotoria enviado à Justiça detalha ainda: "Após consumar os crimes de homicídio e aborto, Cristiano assumiu a direção do veículo e seguiu pela estrada de terra, jogando o corpo da vítima em uma ribanceira de difícil acesso, visando ocultar o cadáver. Posteriormente, ele abandonou o automóvel em uma área rural que liga os municípios de Rio das Pedras e Saltinho, a uma distância de aproximadamente 3,5 quilômetros de sua casa, e então retornou para sua residência".

Defesa

 

Na época do crime, o homem confessou ter matado Denise, mas afirmou que teria se negado a romper com a esposa para ficar com a designer. Segundo a versão dele, a vítima não teria aceitado o fim do relacionamento, houve uma discussão e durante a briga ele a matou.

Homem mata a ex-mulher na frente do filho

Campinas registrou na tarde de sábado mais um caso de feminicídio. A fiscal de caixa GCSJ, de 27 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-marido na frente do filho do casal, de apenas cinco anos. O crime aconteceu na Rua Brígida Chinaglia Costa, no Parque Valença I, por volta das 17h.

Segundo o Boletim de Ocorrência, o atual companheiro da vítima informou que, uma hora antes do crime, o ex-marido, identificado apenas como Joacir, ameaçou a jovem pelo WhatsApp com o recado “Me espere para ver o que acontece”. Segundo o depoimento de vizinhos, Joacir foi até a casa da ex por volta das 16h e não a encontrou. Ele voltou uma hora depois, chamou o filho e disse que iria levar a criança. A vítima se recusou a deixar o menino sair com o pai e os dois passaram a discutir. Foi então que Joacir sacou um revólver e disparou várias vezes contra a vítima. Tudo isso aconteceu na frente de vizinhos.

O atual marido de G. informou que as discussões eram contantes entre a vítima e o ex. As brigas aconteciam porque Joacir apareceu muitas vezes embriagado para buscar o filho nos finais de semana.

O crime está sendo investigado pela Polícia Civil.

Mudança na lei

 

A lei que caracteriza o feminicídio foi sancionada em 2015 e classifica o crime como hediondo. O feminicídio é um crime caracterizado como homicídio praticado contra a mulher por razões relacionadas à sua condição de sexo feminino, decorrente de conflito de gênero. Os crimes geralmente são praticados por homens, principalmente parceiros ou ex-parceiros. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) traz o dado de que 40% de todos os homicídios de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo. Em contraste, essa proporção é próxima a 6% entre os homens assas sinados. Ou seja, a proporção de mulheres assassinadas por parceiro é 6,6 vezes maior do que a proporção de homens assassinados por parceira.

Bebê de 4 meses morre no 1º dia de aula em creche particular de Campinas

Um bebê de 4 meses morreu no primeiro dia de aula em uma creche particular de Campinas  nesta terça-feira (8). A menina passava pelo período de adaptação, que duraria duas horas. A família registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil nesta quarta-feira (9).

A polícia solicitou um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) para verificar a causa da morte de Emanuelle Calheiros Maciel. O boletim foi registrado como "morte suspeita" e o caso será encaminhado para o 1º Distrito Policial de Campinas. De acordo com a Prefeitura, a escola não possui alvará de funcionamento.

"Não tinham carro, não tinham nada. A impressão que eu tenho é que quem estava ali não tinha a menor noção do que estava fazendo. Em menos de uma hora deixaram a criança morrer", conta Devair Marques Maciel, tio da criança.

A direção da Escola Casinha do Saber disse ao G1 que nunca ocorreu um caso como este na creche e que a unidade estava fechada nesta quarta. Somente poucos alunos foram recebidos porque os pais não tinham com quem deixar os filhos, informou a direção.

A advogada da escola, Juliana Beatriz de Souza Pereira, disse ao G1 que vai aguardar o laudo do IML para se posicionar a respeito do que aconteceu. Ela informou que não fez contato com a família da menina, mas disse que a escola está à disposição dos familiares e da polícia para esclarecimentos. Juliana confirmou que as funcionárias fizeram procedimentos para tentar reanimar Emanuelle.

'Sono profundo'

Segundo o tio da menina, a mãe deixou Emanuelle às 13h na creche para seu primeiro dia no local. A escola fica no Centro da cidade. Foi combinado que a mãe voltaria às 15h para buscá-la. Às 14h, a escola enviou uma mensagem para a mãe informando que a criança passava bem.

"Tia está fazendo ela dormir. Está bem, mamãe", diz a mensagem enviada para o telefone celular da mãe, acompanhada de uma foto. Na imagem, uma das funcionárias segura a criança no espaço onde ficam os berços da creche.

Quando a mãe, que trabalha próximo à escola, retornou para buscar a filha às 15h, a criança já estava roxa, segundo Devair.

"Disseram pra ela: 'Mãe, ela está dormindo num sono muito profundo. É assim mesmo?' A mãe correu pra ver e a criança estava roxa. O corpo estava quente ainda. Ficaram mais ou menos 10 minutos depois disso e não conseguiram fazer nada. Ficaram perdidos balançando a criança", conta o tio.

A pé para o hospital

Segundo ele, a escola não conseguiu chamar uma ambulância e a mãe e a bebê, acompanhadas de uma funcionária da escola, foram a pé para o hospital mais próximo, a Casa de Saúde, que fica a duas quadras da creche.

"Chegou no hospital, os médicos tentaram de tudo, mas já estava em óbito. [...] A escola não fez nada, não ajudou em nada, não se colocou à disposição pra nada. Só pediram pra gente: 'me preocupo em sujar o nome da escola'" conta Devair.

Devair disse ainda que a escola só informou à mãe que a menina não tinha tomado mamadeira. A bebê deveria usar, segundo o tio, um travesseiro antirrefluxo, que não estava no berço quando a mãe chegou.

"A menina não tinha problemas de saúde. Eu sou da [área de] saúde e comprei pra ela o travesseiro antirrefluxo. A mãe levou e entregou na mão deles e não colocaram. O dono da escola não soube dizer por quê", diz Devair.

O corpo de Emanuelle passou por autópsia na manhã desta quarta no IML de Campinas. Segundo a família, o corpo deverá ser liberado à tarde e o sepultamento será nesta quinta-feira (10) no Cemitério Municipal João Rodrigues, em Paulínia.

Sem alvará

A Prefeitura de Campinas, por meio da Secretaria de Urbanismo, informou em nota que a Escola Casinha do Saber não possui alvará para funcionar.

"A Pasta vai encaminhar um fiscal ainda hoje (quarta-feira, 9 de agosto) para averiguar a situação e tomar as medidas necessárias", diz a nota.

A advogada da Escola Cantinho do Saber ainda não se posicionou sobre a falta de alvará na instituição.

A administração municipal ressalta que toda escola infantil particular precisa ter: Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiro (AVCB), Alvará de Uso expedido pela Secretaria de Urbanismo e Firma Aberta.

 

"A partir disso, o responsável pela unidade entra com o pedido de autorização e credenciamento junto a Secretaria de Educação. São solicitados o projeto pedagógico da escola, regimento interno e ainda há uma vistoria de engenheiros, da própria Educação, para vistoriar as instalações da unidade escolar. Após este trâmite, o estabelecimento recebe autorização de credenciamento e funcionamento", informa a Prefeitura.

Polícia investiga morte de jovem baleado em frente a bar em Campinas

Um jovem de 19 anos foi morto a tiros na noite de terça-feira (8) em frente a um bar no bairro Jardim do Lago, em Campinas (SP). Segundo a Polícia Militar, ele se envolveu em uma briga no local e foi atingido por sete disparos.

Ele chegou ao local de carro junto com um casal. Já no bar, discutiu com dois homens. A briga se estendeu para a calçada onde um dos suspeitos sacou a arma e efetuou os disparos. Os dois fugiram após o crime.

 

O casal que acompanhava a vítima também fugiu do local sem prestar socorro, o que intrigou os policiais. Ainda de acordo com a PM, nada foi roubado. O corpo só foi identificado horas depois, quando um parente da vítima passou pelo local.

Corregedoria apura morte no Oziel

A corregedoria da Polícia Militar e a Polícia Civil apuram a possível participação de integrantes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) na morte de Roney Silva Mota, de 24 anos. Ele foi executado em um baile funk na região do Parque Oziel, no bairro Jardim do Lago II, por volta das 2h30 de ontem.

Segundo duas testemunhas que registraram ocorrência, a viatura entrou na Rua Geraldo Justino Lima e PMs efetuaram os disparos que culminaram na morte. Logo após o ocorrido, cerca de 20 PMs tiveram que comparecer ao 47º Batalhão da Polícia Militar em Campinas, onde permaneceram por várias horas para prestar esclarecimento.

A assessoria da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP), contudo, não confirmou o número de policiais ouvidos. O vice-presidente da Comissão de Direito Militar da OAB, Ronny Soares Carnauskas, esteve presente no local para verificar se os direitos dos policiais presentes estavam sendo respeitados. Na madrugada de sexta-feira para sábado, a polícia teria sido chamada por conta da realização do baile funk, que estaria incomodando pessoas da região.

Há relatos de que, ao chegar no local, os policiais precisaram utilizar balas de borracha e bombas de efeito moral, para dispersar frequentadores. Em depoimento, as testemunhas afirmaram que Roney desceu do carro, um Astra, para ir atrás de um primo que ainda estava no baile, e levá-lo embora. Na sequência, uma viatura do Baep entrou na rua e realizou os disparos, que teriam acertado no pescoço do rapaz. Ele ainda foi socorrido com vida e levado ao Pronto Socorro do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, mas não resistiu aos ferimentos.

 

Procurada, a SSP não havia se pronunciado até o fechamento desta edição. Este é o segundo caso de morte na região do Parque Oziel em duas semanas. No último dia 21 de julho, o adolescente Reinaldo Júnior da Silva, de 17 anos, foi morto durante uma ação policial também no Jardim do Lago II, em caso que ficou marcado pelo depoimento da mãe, Claudete da Silva, de 49 anos, que classificou a ação da PM como uma execução a sangue frio, e também pelo protesto realizado por moradores do Oziel. Na ocasião, um grupo de 50 moradores ocupou por cerca de duas horas a Rodovia Santos Dumont, e incendiou um ônibus.

Polícia encontra 127 kg de drogas em lava-rápido e prende dono em Campinas

Policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) de Campinas (SP) encontraram 127 quilos de maconha enterrados nos fundos de um lava-rápido no bairro São Bernardo, nesta terça-feira (1). O dono do estabelecimento foi preso em flagrante.

 

De acordo com o delegado resposável pelo caso, Maurício Geremonte, o local era alvo de investigações desde o início do mês de julho. O suspeito, um homem de 35 anos, já tem passagem pela polícia por porte ilegal de arma e agora irá responder por tráfico.

Briga entre vizinhos mata um em Artur Nogueira

Um homem de 45 anos morreu e outros dois ficaram feridos após serem atingidos por golpes de facão no final da tarde de domingo, em Artur Nogueira. A tragédia ocorreu por causa de uma briga de vizinhos durante um churrasco, no bairro São João dos Pinheiros. A discussão teria começado porque o autor das facadas, de 41 anos, foi acusado de ter abusado de uma criança de 4 anos. Ele fugiu. Uma das vítimas segue internada no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em estado estável e a outra já recebeu alta.

Segundo a Secretaria de Segurança do município, após um desentendimento entre um casal, a criança afirmou que o autor das facadas, Sebastião Vital, de 41 anos, teria tocado em suas partes íntimas. O homem teria negado. Na confusão, ele foi até sua casa e voltou armado com o facão, quando desferiu os golpes contra o pai da criança, de 30 anos, nos braços e nas costas. Um amigo da vítima, Adelson Alves de Souza, interveio e foi atingido na cabeça. Ele chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu. Outro homem, de 38 anos, também ficou ferido. Uma pessoa chegou a filmar momentos da briga e a hora que o homem sai com o facão de sua casa em direção às vítimas.

 

A Polícia Militar e a Guarda Municipal de Artur Nogueira não localizaram o autor. Ontem pela manhã, os guardas voltaram à casa dele e a polícia também fez diligênciaa na casa dos pais do acusado, em Indaiatuba, mas não o localizaram. “Nossa viatura chegou poucos minutos depois de ser acionada, percorreu toda a extensão do bairro e dos bairros próximos, mas não localizou. Acreditamos que alguém deu abrigo”, disse Júlio César de Barros, secretário de Segurança de Artur Nogueira. “É uma ocorrência que choca a cidade. Um domingo que era para ser de festa em família, de alegria, e que por uma discussão acabou ocasionando a morte de uma pessoa”. A arma usada no crime foi apreendida e o caso foi registrado no plantão policial.

Corpo é encontrado pendurado em passarela da Av. Lix da Cunha em Campinas

 

A Polícia Civil de Campinas está investigando um corpo encontrado pendurado em uma passarela na manhã desta quinta-feira (27). Boatos nas redes sociais cogitam a hipótese de a vítima ter sinais de violência.

O corpo foi encontrado por volta das 06 horas no sentido centro da Avenida Avenida Lix da Cunha com um saco na cabeça e uma corda no pescoço o segurando.

A polícia foi acionada por populares e o Corpo de Bombeiros fez a remoção do cadáver. A perícia esteve no local e não encontrou sinais de violência na vítima identificada como um homem de 45 anos.

O corpo foi removido ao IML local e o caso está sendo investigado pelo 03° Distrito Policial. A hipótese de suicídio é a mais provável, mas para esclarecer todas as dúvidas, o boletim de ocorrência foi lavrado como morte suspeita.

 

Crise econômica ameaça fechar unidades policiais

A crise que afeta a Polícia Civil do estado de São Paulo há pelo menos cinco anos, com a falta de contratação de novos policiais, agora atinge a prestação de serviços essenciais e pode culminar no fechamento temporário de algumas unidades. O alerta consta em um comunicado interno da instituição, assinado pelo delegado-geral de polícia adjunto, Waldir Antônio Covino Júnior, e transmitido na tarde da última segunda-feira, via e-mail, aos delegados de todo o estado, mas que vazou na terça-feira à tarde para a imprensa.

No documento, Covino pede a formulação de um plano de contingenciamento que minimize o impacto da “absoluta indisponibilidade financeira”. “Ante a situação alarmante, solicito seja efetivada, sob coordenação dessa diretoria, verificação nas contas das unidades de despesa e, considerando os recursos assumidos, seja elaborado plano de contingência, apresentando quais atendimento serão suspensos e os períodos respectivos”, cita o delegado-geral, frisando que esse plano deverá ser enviado até amanhã.

A diretoria trabalha até com a hipótese da frota de viaturas nas ruas diminuir por não haver dinheiro nem para o combustível. “Exemplificando: sem possibilidade de novas aquisições de materiais de consumo, quais unidades deverão ser temporariamente suspensas e a partir de qual data; sem recebimento de recursos suplementares para despesas com combustíveis, a partir de quando não será possível abastecer viaturas e aeronaves” , diz o texto.

O delegado-geral adjunto justifica o pedido logo no começo do e-mail dizendo que “é do conhecimento de todos a caótica situação orçamentária enfrentada pela Polícia Civil no corrente exercício financeiro”.

De acordo com Covino, outros procedimentos foram realizados anteriormente para amenizar a crise, mas não tiveram sucesso. “O que faz com que se avizinhe quadro de absoluta indisponibilidade financeira, até mesmo para amparar despesas essenciais à manutenção das unidades existentes”, escreveu.

“Se levarmos adiante esse plano de cortes, a Polícia Civil vai ter que parar. Não temos como cortar mais nada. Os policiais já trabalhavam com o mínimo e agora vão ter que cortar mais? Entendemos que o país vive uma crise, mas não é admissível o corte total de serviço essencial para a população. Não tem como aceitar isso”, Reagiu o presidente do Sindicato dos Policiais Civis da região de Campinas, Aparecido Lima de Carvalho.

Secretário nega

Em entrevista coletiva na capital paulista, o secretário de Segurança Pública, Mágino Alves, garantiu que “não há falta de recursos para a Polícia Civil” e que a mensagem do delegado-geral adjunto foi precipitada, uma vez que já havia um pedido de suplementação orçamentária para liberação na Secretaria da Fazenda, com aval da Secretaria de Planejamento e Gestão, no valor de R$ 4,134 milhões. “Não há essa crise que ele (Covino) dimensiona na mensagem. Posso assegurar para a população que não vai fechar distrito, que não vai faltar combustível para viatura, que não vai faltar material para que a polícia trabalhe”, disse o secretário, que justifica a falha de Covino ao fato de ele assumir há pouco tempo o cargo, uma vez que o titular está fora.

O pedido de Covino aconteceu no mesmo dia em que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) entregou 72 novas viaturas para a Polícia Militar da capital e anunciou a autorização para a abertura de dois concursos públicos que vão reforçar os quadros da corporação com mais de 2,4 mil agentes.

A Polícia Civil paulista sofre com a falta de funcionários e, segundo levantamento dos sindicatos dos delegados dos policiais civis, a instituição sofre com um deficit de quase 10 mil profissionais, sendo que cerca de 600 são de delegados. “Quatro milhões não dá para suprir os gastos que temos com limpeza e manutenção das delegacias. Precisamos de R$ 34 milhões para suprir as necessidades da Polícia Civil. Não tem lógica o governo estadual dizer que não tem dinheiro, pois no início do ano ele anunciou um superavit de R$ 1,5 milhão. Para onde foi ou vai esse dinheiro? Estamos há cinco anos sem reajuste salarial porque ele alega falta de dinheiro e agora temos que trabalhar com o mínimo do mínimo. Isso é uma vergonha e consequência de uma péssima gestão”, criticou a presidente do Sindicato dos Delegados, Raquel Kobaschi Gallanati.

Apesar de o pedido de Covino ter revoltado, policiais civis de Campinas garantem que o delegado fez bem em ter enviado o comunicado, uma vez que ele reflete e traz a público a realidade das unidades. De acordo com os policiais, por falta de investimento que reflete na falta de material humano e de apoio, as investigações quase que não existem. Os processos acumulam nas delegacias e muitas das vezes crimes que deveriam ser apurados pela polícia judiciária, estão sendo feitos pelo Ministério Público ou Polícia Militar. “Hoje, eu me envergonho de ser policial civil. Estamos com as mãos atadas. Não temos viaturas descaracterizadas suficientes para fazer trabalho de ‘campana’. Não temos investigadores e escrivães, não temos equipamentos, enfim não temos nem papel higiênico. A impressão é que o governo quer acabar com a Polícia Civil aos poucos”, desabafou um policial, que pediu para não ser identificado.

 

Segundo policiais civis, na terça-feira, a Unidade Gestorade Campinas informou que não tinha mais verba para comprar papel sulfite para impressão de boletins de ocorrência. A orientação era economizar.

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