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Prefeitura de Campinas lacra escola onde bebê morreu no 1º dia de aula

Prefeitura de Campinas lacrou, nesta quinta-feira (17), a escola infantil Casinha do Saber, onde uma bebê de 4 meses morreu em seu primeiro dia de aula, no dia 8 de agosto. De acordo com a secretaria de Urbanismo, a unidade está proibida de desenvolver qualquer atividade econômica ou comercial até regularizar sua situação junto à Administração.

A escola havia sido ordenada a fechar na terça (15), e tinha um dia útil para cumprir a determinação. No momento da fiscalização, não havia alunos na Casinha do Saber.

"No local não foi identificada atividade escolar, mas havia atividade administrativa. Prestadores de serviço estavam na unidade para vistoriar as adequações que precisam ser feitas e por isso a equipe de fiscalização não colocou o lacre físico, mas os responsáveis estão cientes de que no local não podem ser desenvolvidas atividades", destaca a nota da pasta.

Caso os responsáveis descumpram a determinação da prefeitura, a escola será multada em 5 mil UFICS (cerca de R$ 16 mil); reincidindo, o valor dobra e passa para 10 mil UFICS (R$ 32 mil).

Representante da escola, o advogado Ferdinando Galliano Neto destacou que a escola está providenciando a documentação para liberar o funcionamento.

Investigação

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar a morte de Emanuelle Calheiro Maciel na última sexta-feira (14). O delegado Hamilton Caviolla Filho, titular do 1º Distrito Policial já colheu os depoimentos dos pais de Emanuelle e, a partir da próxima semana, vai convocar funcionários e proprietários da unidade de ensino.

Ele afirmou que a investigação vai apurar eventual crime e dolo - quando há intenção - na morte da criança. De acordo com ele, a creche só será responsabilizada criminalmente se ficar comprovado a culpa de algum funcionário no óbito da criança. Pelo menos cinco pessoas vão ser convocadas para depor.

"Temos que ver as circunstâncias que levaram a asfixia dessa criança para a gente chegar a um ponto de encontro. Temos que ver se houve o dolo ou se houve um acidente. Nossa função é apurar se houve crime, se alguém matou essa criança. É essa a participação da Polícia Civil", afirmou o delegado.

 

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) para o atestado de óbito da menina apontou que Emanuelle morreu sufocada por "broncoaspiração maciça por alimento na creche". Com as mesmas informações, o IML emitiu, na quarta, o laudo solicitado pela Polícia Civil para a abertura do inquérito.

Estudantes da Etecap protestam por merenda

Estudantes da Escola Técnica Conselheiro Antônio Prado (Etecap), em Campinas, protestaram na manhã desta quarta-feira (16) contra a má qualidade da merenda. A escola funciona em período integral e, ao longo do dia, os jovens recebem apenas a chamada merenda seca, como bolacha, pão, fruta, suco ou iogurte. Não bastasse, na metade do primeiro semestre, como relatam, passaram literalmente a engolir a merenda a seco porque o suco parou de ser servido. Por volta das 8h15, os estudantes saíram em passeata, cobrando melhorias na alimentação escolar. O ato foi encerrado por volta das 11h20 na Avenida Orosimbo Maia. Em alguns pontos, o trânsito foi desviado.

A Etecap oferece os ensinos Médio, Técnico e Médio integrado ao Técnico. Apenas no ano passado a escola passou a oferecer merenda. Isso depois de uma série de manifestações realizadas no Estado por estudantes de diversas escolas estaduais que também cobravam melhorias na merenda.

Na ocasião, os jovens chegaram a ocupar a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e o Centro Paula Souza, em São Paulo, para cobrar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a fraude na merenda escolar de São Paulo. As irregularidades nos contratos para fornecimento de merenda para escolas da rede pública de ensino do eram investigadas pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil na Operação Alba Branca.

Na época, o Centro Paula Souza prometeu iniciar a construção de uma cozinha na Etecap para que os estudantes passassem a receber almoço. Também houve a promessa de providenciar marmita. Mas, segundo os estudantes, de lá para cá a situação piorou. “Desde meados do semestre passado deixamos de receber suco junto da merenda seca. Agora, com frequência, temos de lanche apenas pacotinhos de bolacha de água e sal e banana”, diz um representante da chapa estudantil AtivaMente. Outra reclamação é que a escola só possui um microondas e o equipamento foi comprado com o dinheiro do grêmio estudantil.

Passeata

A passeata foi acompanhada por agentes de trânsito da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Houve lentidão no fluxo e os agentes chegaram a fazer um bloqueio temporário no sentido bairro da Avenida Brasil, para que os veículos desviassem da passeata. A Polícia Militar também acompanhou o ato.

O Centro Paula Souza informou que está previsto o início de uma reforma nas instalações da Etecap, já nas próximas semanas, para que alimentos sejam preparados na própria unidade e servidos aos alunos, inclusive almoço aos que estudam em período integral.

 

Informou também que a merenda na Etecap é providenciada pela Prefeitura, por meio de convênio com o Estado, que financia a alimentação escolar e que, atualmente, os alunos da Etecap recebem, além de bolacha, pão com requeijão ou patê, fruta e iogurte.

O Centro Paula Souza também informou que representantes da instituição devem se reunir com a Prefeitura de Campinas para avaliar medidas emergenciais que permitam atender melhor os alunos até a conclusão da reforma prevista.

 

Os alunos informaram que se o Centro Paula Souza não providenciar a merenda — “já que eles nos prometem a construção da cozinha há muito tempo” —, pretendem fazer outras manifestações.

Filas, superlotação, falta de funcionários e improviso: veja detalhes da crise em hospital público de Campinas

Superlotação, filas, déficit de funcionários, além de equipamentos improvisados para conseguir garantir o atendimento de pacientes internados em estado grave, fazem parte do dia a dia do Hospital Municipal Doutor Mário Gatti e de outras unidades médicas de Campinas. De acordo com o governo municipal e especialistas, a recessão e a migração de parte da população para a rede pública contribuíram para aumentar o colapso na saúde do município.

O Hospital Mário Gatti é um dos principais hospitais públicos do município. Considerado de média e alta complexidade, a instituição atende, em média, 1 mil consultas de pronto-socorro por dia e faz 600 cirurgias mensais. Entre pacientes e profissionais, a unidade recebe 120 mil pessoas por mês, sendo que 1,1 mil ficam internadas.

 

No entanto, a unidade tem filas que chegam a quatro horas no pronto-socorro. Além disso, o hospital conta com uma classificação de risco, que tem os níveis verde (pouca urgência), amarelo (urgente) e vermelho (muito urgente). O último deveria ter tempo máximo de espera de 10 minutos, mas, segundo um funcionário que não quis se identificar, isso não acontece com frequência.

“A classificação de risco no Hospital Mário Gátti foi implementada em 2012. A gente não conseguia classificar pelo menos 50% dos pacientes. Hoje, pela falta de funcionários, a gente classifica 20% ou 30%, mas tem dias que não tem como. Aí é por ordem de chegada. A gente sofre de ver o paciente no risco, mas não tem como, olhando, priorizar um ou outro”, disse.

Improviso

Na sala destinada para os casos graves, a capacidade é de quatro leitos, mas, em alguns dias, chega a ter pelo menos 15 pessoas no local. Algumas pessoas ficam a menos de 30 centímetros de distância. De acordo com outro funcionário da unidade, alguns equipamentos estão em falta e eles têm que improvisar para garantir à assistência ao pacientes. Os trabalhadores também estão sobrecarregados por conta de um déficit na enfermagem.

“A gente teve falta de cadarço para amarrar um tubo que é usado em pacientes de extrema urgência. A gente teve que fazer adaptações técnicas. Fizemos a fixação do tubo com esparadrapo, que é totalmente ilegal”, afirmou.

Em outros locais, como nas unidades básicas de saúde do DIC I e do Parque Floresta, a população também reclama de falta de remédios e médicos. “Não tem material para curativos, não tem médico, não tem nada”, relatou a dona de casa Maria Nilza da Cruz.

Números

De acordo com a Agência Nacional de Saúde (ANS), 73,3 mil pessoas migraram para o Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2015 e 2016 em Campinas. O Hospital Mário Gatti recebe R$ 200 milhões por ano para manter as portas abertas e a Prefeitura gastou, no ano passado, R$ 1,4 bilhão na saúde pública, que representa 28% do orçamento total do município.

Segundo o presidente do hospital, Marcos Pimenta, mesmo com os valores, a instituição ainda precisa de mais dinheiro. “Em se tratando de um hospital de alta e média complexidade, nunca vai ser o suficiente”, explicou. O secretário de Saúde, Cármino de Souza, afirmou que o orçamento da pasta em 2017 foi igual ao do ano passado e que também não é o suficiente.

O Ministério da Saúde informou que, em sete anos, dobrou o valor do investimento na saúde para os municípios. No entanto, o especialista em gestão de saúde pública, Edson Bueno, disse que esse dinheiro não é usado corretamente e que nem o governo federal e nem o estado estão garantindo assistência à população.

“Quando se olha o valor proporcional, a gente vê que o governo federal não repassa um valor suficiente e os governos estaduais não chegam nem chegam ao limite mínimo constitucional de 12% do orçamento próprio de gasto com saúde. O país e Campinas não estão garantindo o direito à saúde à população”, contou Bueno.

Mais explicações

O Ministério da Saúde ainda informou que estuda ajustar as formas de financiamento da tabela do SUS e que continua ampliando os investimentos na área. Já o governo estadual contrariou a informação e afirmou que a participação da União diminuiu durante os anos.

 

Sobre as denúncias no Hospital Mário Gatti, a administração da unidade explicou que atua o máximo de tempo com classificação de risco, mas admitiu que existem “problemas pontuais quando faltam funcionários”. A instituição também negou a falta de material para amarrar o tubo, como disse o trabalhador, e afirmou que trabalha para diminuir o déficit na enfermagem.

Motorista de ônibus é flagrado durante uso de celular enquanto dirige em Campinas

Um motorista de ônibus foi flagrado enquanto dirigia por ruas de Campinas  e falava ao celular, na tarde desta quarta-feira (9). O condutor trabalhava na linha 383 (Jardim Planalto/Shopping Iguatemi) quando foi filmado por um passageiro, às 12h, e atrás do banco dele havia um cartaz com mensagem da Emdec sobre riscos no trânsito. Veja vídeo.

Segundo Eliano Gonçalves da Silva, autor da denúncia, o motorista só parou de usar o aparelho ao chegar próximo à Prefeitura, na região central. Não houve incidentes.

O que será feito?

A Cooperativa de Transportes dos Trabalhadores Autônomos e Alternativos (Cotalcamp) informou , que não aprova esse tipo de conduta e vai apurar o caso.

 

Além disso, destacou que vai tomar medidas administrativas e, caso seja a primeira ocorrência do motorista, ele receberá uma advertência. Se houver reincidência, ele pode ser suspenso.

Homem morre soterrado em obra de condomínio

Um funcionário da Canova Engenharia, Sebastião Aparecido de Oliveira, de 52 anos, morreu soterrado quando parte de uma obra cedeu, caindo sobre seu corpo. O acidente aconteceu nesta terça-feira em uma construção no condomínio Vista Alegre, em Vinhedo. Colegas de trabalho acionaram o Corpo de Bombeiros. O helicóptero Águia da Polícia Militar de Campinas foi acionada e foi até o local, mas Oliveira precisou ser levado via terrestre pois começou a apresentar parada cardíaca. A vítima morreu a caminho da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A administração do Condomínio Vista Alegre lamentou a morte do operário e afirmou que vai acompanhar as investigações sobre o acidente. Já o proprietário da empresa Canova não foi encontrado para comentar a tragédia.

Reinaguração do Hopi Hari tem bom público

O Hopi Hari considerou a presença de visitantes na sua reabertura, este fim de semana, acima das expectativas, com pouco mais de 3,6 mil pessoas no sábado. Os números deste domingo não foram informados. A reabertura, porém, também registrou um princípio de incêndio, por volta das 20h30 de sábado, na vegetação próxima à atração Rio-Bravo, dentro das dependências do parque, no limite entre Vinhedo e Itupeva. Apesar do susto causado a alguns visitantes, o incidente não causou consequências maiores.

Domingo, pouco antes das 11h, horário de abertura dos portões, o presidente do empreendimento, José David Xavier, detalhou o caso do incêndio em um vídeo postado no Facebook, mostrando o local atingido. A equipe de reportagem do Correio esteve no local mas não conseguiu acesso ao parque. Segundo as explicações veiculadas, a queimada foi controlada em 12 minutos por 20 homens da brigada do parque. Quando o Corpo de Bombeiros de Vinhedo chegou não havia mais foco de incêndio. O fogo teria sido provocado por fogos de artifício utilizados no encerramento da “Hora do Horror”, última atração do parque, que fecha às 20h30. Ninguém se feriu.

A área atingida será avaliada por uma engenheira ambiental, para que receba as providências necessárias à sua recuperação.

Segundo nota oficial, os visitantes puderam desfrutar de mais de 10 horas de festa e atrações no local, que oferece 32 atrações e tem 28 em funcionamento. Há previsão do retorno de outras atrações em até 90 dias, atingindo 95% da operação. Apesar do público ter sido considerado acima da expectativa, não havia uma estimativa oficial esperada para o fim de semana.

O Hopi Hari está reabrindo com 400 funcionários, e chegou a ter mais de mil. A abertura anteontem aconteceu após manutenção anual, válida por um ano. Segundo a administração, todos os dias os brinquedos são verificados no sistema double check. É uma tentativa de reerguer o local, que passa por recuperação judicial.

Visitantes

Fechado desde maio, o anúncio da reabertura do parque provocou alvoroço entre as gerações que curtiram o Hopi Hari, que completa 18 anos em outubro. Nas mídias sociais, a reabertura teve mais de 2,5 milhões de visualizações.

 

Não faltaram fãs dispostos a desembolsar R$ 150 pelo ingresso e mais R$ 40 de estacionamento. É o caso do administrador Lucas Ribeiro, 26 anos, que veio com um grupo de São Paulo. “Até chorei com o vídeo de reabertura”, disse. “Não soube do caso de incêndio e, se soubesse, não teria feito diferença”, afirma Mariana Lourenço, que deixou a Zona Sul de São Paulo com a filha Cléo, de 10 anos, para curtir o dia no parque.

Moto pode ganhar faixa exclusiva nos semáforos em Campinas

A Câmara Municipal de Campinas está analisando um projeto de lei, apresentado pelo vereador Carmo Luiz (PSC), que prevê a construção de faixas exclusivas nos semáforos para motociclistas nas principais vias da cidade. A ideia é que, no sinal, os carros parem cerca de três metros atrás do atual espaço e, nesta área entre os veículos e a faixa de pedestre, se posicionem as motos.

O projeto surgiu após o vereador constatar o funcionamento do sistema na cidade de Indaiatuba. No Estado, a Capital também utiliza o modelo. De acordo com o vereador, a medida é necessária em função do aumento da quantidade de motociclistas e também para garantir a segurança destes e dos motoristas de carros. “Vamos pedir o apoio dos vereadores para que a gente implante essa faixa de retenção e recuo para melhorar o trânsito em geral. O grande problema é que, no semáforo, com o motociclista do lado, ele corre risco porque pode se desequilibrar. Os carros também podem ter um retrovisor quebrado", explicou o vereador.

Segundo Carmo Luiz, a lei também inibiria a ação de bandidos que aproveitam a parada no semáforo para realizar roubos. "Se existir a faixa e o motoqueiro parar do seu lado é porque tem alguma coisa errada. Então, todos ali naquele momento perceberiam algo fora do normal", disse.

Com as diretrizes já definidas, o projeto, caso aprovado, ainda precisará de estudo técnico para que sejam realizadas as adaptações nas principais vias da cidade. Contudo, a expectativa do vereador é de que a votação ocorra até o fim deste ano.

"Eu assinei o projeto junto com o nosso líder de governo, Marcos Bernardelli. Acreditamos que ele possa tramitar de maneira rápida na Câmara. Se não formos reprovados em nenhuma comissão, acredito que até o fim de 2017 seja votado e aprovado", concluiu.

Ideia foi bem recebida

 

Na Avenida Francisco Glicério a ideia foi bem recebida por motociclistas e motoristas de carro. "Eu acho bom, porque tem muito carro que não respeita os motociclistas, não quer nem saber. Então, ter uma faixa para as motos seria bom. É perigoso, para nós motociclistas, nos enfiarmos no meio dos carros. Mas, se ficar um atrás do outro, não chega em lugar nenhum. Por isso seria bom ter esse espaço, sim", analisou o motoboy Igor Eduardo.

A sua opinião foi compartilhada pelo taxista Gentil Donato. "É uma ideia muito útil. Para os carros também é perigoso, porque tem moto que passa muito rapidamente e fica o risco de acabar acertando o carro, causando algum dano. Vamos ver se assim resolve esses problemas", disse.

Especialista em trânsito, o professor da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, Creso de Franco Peixoto, acredita que o projeto não é o ideal para diminuir os riscos de acidente e garantir mais segurança aos motociclistas. "Toda vez que se cria uma segregação do espaço há de ter uma justificativa muito forte, porque de um lado ocorre o favorecimento e do outro um prejuízo. Existem divergências entre motociclistas e motoristas, e essas divergências não deveriam ser resolvidas segregando espaço, mas sim com uma campanha educacional. Entendo que essa solução que estão tentando buscar não é a ideal", explicou.

Ainda de acordo com Creso, para diminuir o risco de acidentes o certo seria haver uma maior fiscalização. "Eu costumo usar a expressão 'amizade viária'. Assim, toda vez que vejo uma segregação de espaço entendo como uma redução do respeito coletivo dessa amizade. Ao invés de se preocupar com esse espaço de segregação, deveria se fazer aquilo que poderia realmente salvar as vidas dos motociclistas, que é fiscalizar mais. O que adianta reservar um espaço quando o trânsito está parado? O que precisa é fiscalizar a vida deles em movimento", concluiu.

 

Para a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), não há ainda como se colocar em relação ao projeto porque ela não tem pleno conhecimento do mesmo. Mas, a diretoria lembra de que legislar sobre o trânsito e transporte compete, privativamente, à União. Já no âmbito municipal, os regramentos na área são estabelecidos pelo Executivo, ou seja, não cabe ao Legislativo fazer quaisquer alterações.

Primeiro Parklet de Campinas já causa polêmica

O sistema de Parklet que está sendo implantado pela Emdec no Cambuí já divide opiniões entre moradores do bairro e empresários. O local, que deveria ser um espaço público de convivência, segundo comerciantes de alguns estabelecimentos vizinhos, acabou se tornando uma espécie de “puxadinho” em frente ao Cenário Bar e Restaurante, na Rua Coronel Quirino. A extensão da calçada tem 6m de cumprimento por 2,20m de largura e vai oferecer mesas, cadeiras, guarda-sol, iluminação interna e floreiras que serão cuidados pelo estabelecimento.

O investimento para o espaço, que foi de cerca de R$ 20 mil, foi feito por empresários da região. De acordo com a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), o restaurante não está descumprindo o proposto no projeto e o local não tem nenhum vínculo com o comércio no entorno da estrutura.

Mas os proprietários de estabelecimentos do entorno questionam a decisão. “Se você vier aqui no final de semana, vai ver o restaurante servindo os clientes que estão nesse espaço que deveria ser público. O Parklet virou uma extensão do restaurante. É um absurdo. Fica claro que a iniciativa está beneficiando um público específico, usando o espaço que pertence a todos nós. Além disso, já tínhamos problemas com vagas aqui, e a situação piorou”, disse um comerciante.

Outro empresário da rua também criticou o uso. “Também quero uma extensão do meu estabelecimento para poder comercializar algum alimento. Era óbvio que isso ia acontecer. Só não vê quem não quer. Esse espaço nada mais é que um benefício para o restaurante que está ali”, reclamou. “Nossa rua é estreita, os ônibus quando passam quase batem nos carros. Temos pontos de ônibus sem nenhum sentido na rua e diminuímos as chances de os nossos clientes estacionarem perto dos nossos estabelecimentos. Agora mesmo, enquanto conversamos, perdi dois clientes por falta de vagas na rua. Está ficando cada vez mais complicado”, disse.

Secretário

O secretário de Transportes de Campinas, Carlos José Barreiro, nega que o Parklet esteja beneficiando os empresários, que ajudaram na escolha do lugar, já que financiaram o projeto, e rejeita ainda a possibilidade de que o dono do estabelecimento, onde está exatamente instalada a estrutura, esteja tendo qualquer tipo de privilégio. “Foi uma escolha conjunta e poderia ter sido qualquer esquina daquela região. Nosso critério foi devolver à população os espaços públicos e oferecer para ruas verticalizadas uma opção para diminuir o isolamento das pessoas. Não houve um critério específico para sua exata localização”.

Segundo o secretário, a obra, que deveria estar na esquina da Rua Coronel Quirino, poderia estar em qualquer esquina da mesma rua. Mas o Parklet, que não chega até o final da quadra, está ocupando exatamente a frente do Cenário Bar e Restaurante. “Reafirmamos que os estabelecimentos ao redor não possuem nenhuma relação com o espaço”, disse.

Mesmo assim, Barreiro afirmou que vai enviar uma equipe de vistoria até o local, para averiguar a localização exata da obra. “Se estiver inadequada, vamos interromper e fazer as correções necessárias”, prometeu.

“"Esse é um projeto-piloto. Ainda vamos avaliar seu sucesso, vamos ouvir o público da região e então decidir se mais espaços como esse serão implantados”, falou.

Sobre a escolha do material utilizado, que não segue o padrão das calçadas da rua, o secretário afirma que a ideia é tornar o local mais atrativo, por isso o uso da estrutura diferenciada.

Cenário

O proprietário do Cenário Bar e Restaurante, que não se identificou, negou qualquer possibilidade de estar fazendo extensão do seu estabelecimento. “Em São Paulo, a iniciativa é comum e pelas ruas da Itália você vê muitos Parklets. Nosso restaurante não tem nenhum envolvimento nesse projeto e nem sequer estamos colocando recursos nele. Estamos no mercado há muitos anos e não precisamos usar um espaço público para melhorar o nosso atendimento”, disse.

“Não pretendemos nos beneficiar dessa iniciativa. É impressionante como é pequeno o pensamento do campineiro”, completou.

Mas ele confirmou que, se algum cliente que estiver usando o espaço público e solicitar atendimento do bar, ele não deixará de atender.

 

Um morador do Cambuí que passava pelo Parklet durante a reportagem, comentou que as reclamações fazem parte de uma adaptação do bairro à nova estrutura. “Eu sou a favor. Sempre utilizei esses espaços em São Paulo. Até que o campineiro se acostume, acontecerão conflitos, faz parte. Eu acho o espaço superpositivo, mas de fato o espaço não pode beneficiar ninguém nem nenhum estabelecimento”, disse.

Sem leitos, pacientes são internados no corredor do Hospital Mário Gatti, em Campinas

A falta de leitos faz com que pacientes que buscam atendimento no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas, permaneçam internados no corredor do Pronto-Socorro. Há casos de pessoas que esperam por dias, em cadeiras e sem estrutura adequada, por um quarto. Há relatos ainda de falta de alimentos para alguns doentes. A Prefeitura alega aumento na demanda e nega falta de materais.

Uma funcionária contou que os problemas ocorrem há dois meses, desde um remanejamento feito pela prefeitura e a coordenação do hospital.

"Fecharam dois leitos da cirurgia, quatro leitos de um andar e cortaram as horas extras. Hospital não vive sem horas extras. Ou tem de contratar mais", defende.

Nesta segunda-feira (31), um homem contou que espera, há dois dias no corredor, uma vaga no centro cirúrgico para retirada da pedra na visícula. Ele conta, no entanto, que já foi avisado que voltará para a cadeira após o procedimento.

"Falaram que eu tô internado, mas tô internado aqui (corredor). E daqui eu vou direto pra sala de cirurgia, fazer a cirurgia, e eles vão me mandar para cá de novo, porque não tem vaga nos quartos."

Acompanhante de uma senhora de 75 anos, que deu entrada no hospital na noite do último domingo (30) e aguardava um quarto nesta segunda, reclamou da falta de estrutura. "Horrível, né. Só que eu não posso brigar com os médicos nem com a enfermeira, porque eles não têm culpa."

Internada desde sábado (29) com dores na cabeça, uma jovem trouxe o travesseiro de casa e precisou sair do hospital em busca de comida.

"Nem medicação me deram hoje, ninguém perguntou se eu tô com dor. Não me deram almoço, eu que fui lá fora comprar. Eu pedi pra moça. A moça disse que ia trazer e não trouxe minha marmita", lamentou.

"Fecharam a UPA Centro, outra UPA em um bairro. Todo esse pessoal que ficava nessa rede, vem para cá. É o único hospital porta aberta. A gente não pode recusar, deixar de atender. Por isso colocamos todo mundo pra dentro. Às vezes espera dois, tres, até sete dias no corredor. A situação está se agravando cada vez mais", comentou uma funcionária.

Em nota, a Prefeitura informou que "o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti trabalha em regime porta aberta. Por isso, recebe e atende todos os pacientes que procuram o serviço. A unidade hospitalar trabalha com classificação de risco, sempre priorizando os casos de urgência. Os Prontos-Socorros adulto e infantil realizam cerca de mil consultas por dia."

Maior demanda

A administração defende que hospital é referência na região de Campinas e, desde o ano passado, registrou aumento de 30% na demanda em razão de pessoas que deixaram de ter planos de saúde. "Em Campinas, 60 mil pessoas deixaram de ter convênios; na Região Metropolitana de Campinas foram 130 mil", destaca a nota.

A Prefeitura de Campinas explicou que para atender a demanda, a gestão do hospital criou uma série de medidas. "Entre elas, o bloqueio de áreas da unidade com casos de menor complexidade e o remanejamento de pessoas para áreas essenciais. Esse movimento é acompanhado diariamente pelos gestores, que determinam as prioridades de cada momento".

Sobre o número de funcionários, informou que a unidade conta com 1.550 servidores. "Desde 2013, a Prefeitura de Campinas vem recompondo as equipes de saúde. Foram contratados mais de 2,5 mil pessoas para a área. No mesmo período, foram realizados 11 concursos e processos seletivos para a contratação de médicos."

 

A nota destaca ainda que não procede a denúncia de falta de água nos bebedouros e nem de falta de materiais.

Viracopos abre 'quartos' para curta estadia em terminal

O Aeroporto Internacional de Viracopos e o SiestaBox inauguram nesta quarta-feira, 25, um sistema de cabines que funciona 24 horas por dia para o repouso de passageiros em trânsito na área de embarque doméstico do Terminal de Passageiros (T1). Com temperatura controlada, silêncio e total acesso à WEB, o SiestaBox foi criado para ser usado de forma totalmente autônoma e independente pelo usuário.

O cliente também poderá acessar o banheiro com a possibilidade de tomar banho enquanto aguarda o próximo voo. São 7 cabines com uma beliche cada e dois quartos individuais, além de uma cabine com acessibilidade.

Com dimensão média de 5m² cada uma, os preços variam a partir de R$ 59,90 a primeira hora, a hora adicional R$ 15,00 e ganham descontos progressivos de acordo com o tempo de estadia adquirido pelo usuário.

O usuário pode reservar a cabine pelo site da empresa ou pela tela de compra no local. Basta escolher o tempo de permanência desejado. O pagamento é feito com cartão de crédito. Após a aprovação do pagamento, uma senha individual de quatro dígitos é enviada para o celular ou e-mail da pessoa para que a cabine seja liberada.

De acordo com a empresa SiestaBox, o cliente poderá usar o tempo entre os voos para descansar ou trabalhar com conforto, segurança e privacidade. As cabines são isoladas contra ruídos, possuem WiFi, TV a cabo de 32 polegas, controle de temperatura e tomada universal.

Serviço:

Onde: Aeroporto Internacional de Viracopos

Local: Campinas - São Paulo

Quando: Julho/2017

Contato: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Horário de funcionamento das cabines: 24h por dia

 

Site: www.siestabox.com.br

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