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Hopi Hari anuncia reabertura e vendas de ingressos

Sem funcionar desde maio devido à crise financeira, o Hopi Hari anunciou o retorno de suas atividades. Em nota oficial divulgada nas redes sociais do parque, localizado no limite entre Vinhedo e Itupeva, o presidente José David Xavier afirma que o atrativo iniciaria as vendas nesta terça-feira em seu site. A data do funcionamento, contudo, não foi informada.

Mesmo com o retorno divulgado, ainda não era possível comprar ingressos para o parque de diversões. No site, o Hopi Hari ainda exibe a mensagem de que “fará uma breve pausa” e que “segue vivo”. Entre as novidades prometidas para a reabertura está o passaporte da alegria, bilhete com valor de R$ 150,00 e que permite ao usuário utilizar todos os brinquedos quantas vezes quiser no mesmo dia. O preço gerou descontentamento por ser superior ao antigo, de R$ 99,00.

“Fico feliz com a reabertura do parque, mas esse valor do passaporte fica caro, porque muitas atrações estão fechadas. Além do valor, ainda tem estacionamento, alimentação. No meu caso ficaria R$ 450,00 porque sou eu, minha esposa e minha filha”, conta Ricardo Ferreira, morador de Jundiaí e frequentador do parque. “Não tenho receio de ir, porque os brinquedos que gosto sempre se mostraram seguros. Mas acredito que quem não é acostumado, vendo o valor também, acaba ficando com um pé atrás”, completou.

Para reabrir as portas, o parque temático contou com empresas e gestores dispostos a investir, além de “vaquinhas” organizadas por grupos de fãs. Em maio, a dívida acumulada girava em torno de R$ 700 milhões e os mais de 300 funcionários sofriam com atrasos salariais. O Hopi Hari não respondeu as tentativas de contato feitas pelo Correio através do e-mail, único canal disponível para os questionamentos da imprensa, até o fechamento desta reportagem.

Histórico

Projetado e construído pela International Theme Park Services Inc, empresa sediada nos Estados Unidos, o parque se chamaria Playcenter Great Adventure. Ainda em construção, entretanto, o projeto foi vendido. Foi quando a empresa GP Investimentos assumiu as obras e realizou diversas mudanças no projeto, com um gasto total de cerca de 200 milhões de dólares.

Por conta do grande gasto, os empreendedores não puderam realizar mais investimentos nem se desfazer do negócio, com previsão de lucro em 18 meses. A solução encontrada pelos antigos donos foi de transferir os negócios para a consultoria Íntegra, formada por ex-gestores da GP. A nova empresa fez um acordo com a Warner Bros por parte do parque temático.

Em junho de 2009, o grupo GP Investimentos vendeu o parque por um valor simbólico ao grupo HH II, PT S/A, empresa formada por sócios da Íntegra Assessoria, devido a dívidas pendentes. Em dezembro de 2016, o acionista controlador da companhia, Luciano Correa, vendeu 75% das ações representativas do capital social da HH Participações a José Luiz Abdalla, empresário do setor imobiliário.

Em 2012, uma falha no brinquedo La Tour Eiffel provocou a morte de Gabriella Nichimura, de 14 anos. O assento onde ela estava era desativado e estava sem travas.

O parque sofreu, em 2016, um pedido de falência feito pelo empresário Cesar Federmann, um dos credores e dono do terreno onde fica o empreendimento. Em agosto do mesmo ano, os funcionários do atrativo paralisaram os serviços por 24 horas, por atraso de salários e benefícios. O local ficou fechado por dois meses.

 

No mês de março deste ano, o parque passou a funcionar sem seguro para acidentes. Recentemente, depois de realizar uma auditoria interna, José David Xavier assumiu a presidência a convite do proprietário José Luiz Abdalla.

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