Log in
A+ A A-

Redação

EUA proíbem viagens à Coreia do Norte a partir de 1º de setembro e dizem que americanos devem deixar o país

Uma restrição de viagens de portadores de passaporte norte-americano para a Coreia do Norte entrará em vigor em 1º de setembro e norte-americanos no país devem sair antes desta data, informou nesta quarta-feira (2) o Departamento de Estado norte-americano.

 

Jornalistas e trabalhadores humanitários podem solicitar exceções à restrição, informou o departamento em nota pública.

O governo dos EUA informou no mês passado que iria proibir norte-americanos de viajarem à Coreia do Norte por conta do risco de “detenção de longo prazo” no país.

A restrição acontece em um momento de tensões elevadas entre os EUA e Coreia do Norte, que tem trabalhado para desenvolver um míssil capaz de levar uma ogiva nuclear capaz de atingir os EUA. A Coreia do Norte irá se tornar o único país para o qual norte-americanos são impedidos de viajar.

A decisão de proibir viagens à Coreia do Norte foi tomada após o caso do estudante norte-americano Otto Warmbier. Ele foi sentenciado no ano passado a 15 anos de trabalho forçado na Coreia do Norte, voltou aos EUA em coma em 13 de junho após ser libertado por razões humanitárias, e morreu em 18 de junho. As circunstâncias em torno da morte ainda não são claras, incluindo o motivo de Warmbier ter entrado em coma.

 

A Coreia do Norte informou através de sua mídia estatal que a morte de Warmbier foi “um mistério” e rejeitou acusações de que ele teria morrido como resultado de tortura e agressões na prisão.

  • Published in Mundo

As pessoas estão comemorando até agora a eliminação de Leonardo do 'MasterChef Brasil'

Perto da reta final, o MasterChef Brasil teve no episódio desta terça-feira (1) apresentou dois desafios com níveis de dificuldade inéditos para os 5 participantes que disputavam o programa.

Na primeira prova, os cozinheiros amadores tiveram que preparar o "prato perfeito" com cortes de carnes escolhidos por Leonardo, vencedor da etapa anterior.

O desafio apresentava ainda algumas condições: eles tinham duas horas de tempo limite e quem terminasse primeiro ganhava o direito de ser avaliado pelos três jurados.

A prova terminava para quem fosse aprovado por Paola Jacquin e Fogaça, colocando os demais automaticamente na fase eliminatória.

O único que se saiu bem foi Victor, que preparou um dumpling de stinco de cordeiro e abóbora acompanhado de molho asiático.

A prova de eliminação não foi menos trabalhosa.

Os competidores tiveram que enfrentar três etapas com diferentes níveis de dificuldade, incluindo tempo e ingredientes limitados. Em comum, apenas um inusitado componente inusitado: rã.

Michelle foi quem se salvou primeiro, seguida por Valter. Isso fez com que Deborah e Leonardo se enfrentasse no confronto final. Eles tiveram apenas 15 minutos para preparar carne de rã com apenas 3 ingredientes.

Leonardo preparou rã e molho gordurosos e foi eliminado do programa. Érick Jacquin, que discordou da opinião dos outros chefs, chegou a convidar participante para trabalhar com ele.

A saída de Leonardo, que ganhou a antipatia do público logo no início do programa, foi comemorada nas redes – assim como a eliminação de Mirian na semana passada.

Em conversa com Ana Paula Padrão logo após a eliminação, Leonardo agradeceu a oportunidade de participar do MasterChef Brasil e compartilhou seu desejo daqui paara a frente.

 "Eu larguei praticamente tudo - formação, emprego, minha casa, minha família, meu cachorro - para estar aqui. Saio [do programa] feliz. Vou estudar mais e mais. Tenho vontade de abrir um restaurante três estrelas. Preciso aprender muito ainda. Eu sempre enxerguei o MasterChef como uma janela. As pessoas que entendem de gastronomia viram o meu trabalho e vão me acompanhar."

A apresentadora abordou a capacidade de autocontrole do participante, que respondeu:

 

 "Às vezes, [o meu autocontrole] soa como prepotência, como arrogância, mas nada mais é que o tempo de estudo e de segurança no que faço."

Satanistas criam curso infantil para contrapor ensino cristão em escolas dos EUA

Representantes de Deus e do Diabo na Terra estão disputando a atenção de alunos de escolas públicas nos Estados Unidos.

Desde 2001, a Suprema Corte americana permite que grupos religiosos ofereçam cursos extracurriculares a alunos da rede pública. Graças à regra, igrejas católicas e evangélicas espalharam os chamados "Clubes de Boas Notícias" por colégios de todo o país, com a missão de "evangelizar meninos e meninas com o Evangelho do Senhor, para estabelecê-los como discípulos da Palavra de Deus".

Com a imagem de um lápis escolar de três pontas, simulando um tridente, membros do Templo Satanista dos EUA decidiram aproveitar a legislação para "oferecer uma alternativa a crianças e pais" e questionar a legitimidade dos cursos cristãos na rede de ensino infantil.

"Se cursos religiosos são permitidos nas escolas, nós queremos espalhar nossos clubes por toda a nação para garantir que múltiplos pontos de vista estejam representados", disse à BBC Brasil Chalice Blythe, diretora nacional do programa "Satã Depois da Escola" (After School Satan Program, no original), do Templo Satânico dos EUA.

A estratégia inclui um convite em vídeo, com áudio invertido e imagens de crianças intercaladas com aranhas, bodes com longos chifres e outros símbolos satânicos, em que o grupo convoca estudantes para "aprenderem e se divertirem" com o satanismo.

Um livro de colorir chamado O grande livro de atividades das crianças satanistas, vendido por 10 dólares (aproximadamente R$ 33), estimula os pequenos a brincarem de "ligar os pontos para formarem um pentagrama invertido", símbolo clássico associado ao reino de Satanás.

Em coro com diversos grupos religiosos, a conservadora TFP (Tradição, Família e Propriedade) americana reagiu, classificando o projeto como "sacrilégio" e convocando fiéis a protestarem "pelo retorno da moral cristã".

"Precisamos frear a popularidade do satanismo", destacou a entidade, endossando uma onda de abaixo-assinados criados por igrejas para proibir cursos satânicos para crianças.

Ativismo x Religião

Com um discurso fortemente político, o Templo Satânico foi criado em 2014 como um novo ramo do Satanismo americano tradicional. O templo tem forte atuação em redes sociais, onde reúne mais de 100 mil seguidores - especialmente jovens. Em menos de três anos, o templo inaugurou "capítulos" (ou escritórios) em 13 Estados americanos.

Mais do que devotos do Diabo, entretanto, o projeto satanista vem ganhando popularidade entre ateus e ativistas políticos nos Estados Unidos e outros países.

"Precisamos de uma filial do templo no Brasil", escreveu um morador do Rio de Janeiro na página do grupo satanista no Facebook.

"O novo prefeito da minha cidade é um bispo evangélico e está começando a mostrar serviço em nome de Deus. Nas câmaras legislativas existem cultos para Jesus. Em nossa Constituição está escrito que somos um país secular, mas mesmo em nossa Suprema Corte temos um crucifixo na parede. Se até a nossa Justiça não respeita a Constituição, quem respeitará?", questionou o brasileiro, em meio a outros comentários críticos relacionando política e religião.

Fundador do Templo Satânico e ex-aluno de neurociência da Universidade de Harvard, o americano Lucien Greaves tem como bandeiras a defesa do conhecimento científico, das liberdades individuais e direitos humanos, da legalização do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo e, acima de tudo, da separação entre religião e Estado.

O posicionamento gera ceticismo - estes satanistas seriam mesmo religiosos ou são um grupo político que se aproveita das leis ligada a religiões?

"O Templo Satânico é uma religião igual a qualquer outra, na medida em que nós (membros) temos um senso de identidade, comunidade, estrutura narrativa, cultura e valores compartilhados", responde a satanista Blythe, em entrevista à BBC Brasil.

"Não ter crenças ou fundamentos supersticiosos não nos torna menos sinceros em nossas ações e convicções do que aqueles que mantêm a crença em uma divindade", completa.

Mas, se o foco é científico e distante de misticismos, por que a opção pela imagem do diabo?

"Satanás é um símbolo do eterno rebelde em oposição à autoridade arbitrária", responde. "Nosso é o Satanás é o herege que questiona as leis sagradas e rejeita todas as imposições tirânicas".

'Disfarce'

Para o advogado constitucionalista John Eidsmoe, "a principal questão constitucional ligada a proposta de curso infantil satanista é entender se o Satanismo é uma religião".

"Não consigo prever como uma corte decidirá em relação a isso", afirmou Eidsmoe ao jornal religioso The Christian Post.

Além dos cursos infantis, a estratégia do templo Satânico inclui a instalação de monumentos dedicados a Satanás ao lado de estátuas cristãs em locais públicos e intervenções em procissões religiosas.

Para a maioria dos grupos cristãos tradicionais, estes satanistas seriam "ativistas políticos travestidos de religiosos".

"Este grupo não é legítimo. A única razão para ele existir é se opor aos Clubes de Boas Notícias, onde ensinam a moral, o desenvolvimento do caráter, patriotismo e respeito, de um ponto de vista cristão", afirmou, em nota, Mat Staver, fundador do grupo evangélico Liberty Counsel.

"O chamado grupo satanista não tem nada de bom para oferecer aos alunos. As escolas não precisam tolerar grupos que perturbem o ambiente e visam (prejudicar) outros clubes legítimos. Nenhum pai em sã consciência permitiria que seus filhos participem desse grupo", completou.

Para o pastor presbiteriano Jerry Newcobe, "um dos grandes problemas com a América contemporânea é o multiculturalismo, que abrange todos e todos sem discernimento".

"O cursos satanistas para crianças desrespeitam a lei porque querem proteger as crianças de qualquer forma de cristianismo", diz.

Programa

A proposta "Satã Depois da Escola" prevê encontros mensais de uma hora em salas alugadas por escolas públicas, nos mesmos moldes dos clubes cristãos. As reuniões incluem "uma refeição saudável, aulas de literatura, atividades de aprendizado criativo, ciências e artes".

"Todas as crianças são bem-vindas, independente de seu histórico religioso", ressaltam os satanistas na carta de apresentação do projeto a escolas.

À BBC Brasil, a porta-voz do Templo Satânico afirma que os cursos infantis não se propõem à devoção do Diabo, mas "a um currículo que enfatiza uma visão de mundo científica, racionalista e não supersticiosa", como alternativa aos dogmas do ensino cristão.

 

Questionada se preferiria que as aulas cristãs fossem canceladas, em vez de ter seus cursos satânicos em atividade nas escolas do país, Blythe mostra preferência pela primeira opção.

"Se o medo de os satanistas chegarem às escolas públicas for suficiente para justificar que todos os clubes religiosos sejam proibidos, veremos isso como um resultado positivo", diz a representante do grupo.

À reportagem, ela diz afirma que "os Clubes de Boas Notícias não deveriam ser permitidos em escolas públicas porque são uma ferramenta usada por fanáticos evangélicos para fazer proselitismo e doutrinar crianças jovens em sua visão extremista de mundo".

A porta-voz do Templo Satânico diz que o grupo está "trabalhando na criação de um programa de voluntariado para os cursos infantis para o ano letivo 2017-2018, que permitirá que os voluntários estabeleçam os clubes em suas escolas".

 

Questionado, o grupo não confirmou se obteve permissão oficial de alguma escola para a criação dos grupos no próximo ano letivo, que começa em setembro.

Moto pode ganhar faixa exclusiva nos semáforos em Campinas

A Câmara Municipal de Campinas está analisando um projeto de lei, apresentado pelo vereador Carmo Luiz (PSC), que prevê a construção de faixas exclusivas nos semáforos para motociclistas nas principais vias da cidade. A ideia é que, no sinal, os carros parem cerca de três metros atrás do atual espaço e, nesta área entre os veículos e a faixa de pedestre, se posicionem as motos.

O projeto surgiu após o vereador constatar o funcionamento do sistema na cidade de Indaiatuba. No Estado, a Capital também utiliza o modelo. De acordo com o vereador, a medida é necessária em função do aumento da quantidade de motociclistas e também para garantir a segurança destes e dos motoristas de carros. “Vamos pedir o apoio dos vereadores para que a gente implante essa faixa de retenção e recuo para melhorar o trânsito em geral. O grande problema é que, no semáforo, com o motociclista do lado, ele corre risco porque pode se desequilibrar. Os carros também podem ter um retrovisor quebrado", explicou o vereador.

Segundo Carmo Luiz, a lei também inibiria a ação de bandidos que aproveitam a parada no semáforo para realizar roubos. "Se existir a faixa e o motoqueiro parar do seu lado é porque tem alguma coisa errada. Então, todos ali naquele momento perceberiam algo fora do normal", disse.

Com as diretrizes já definidas, o projeto, caso aprovado, ainda precisará de estudo técnico para que sejam realizadas as adaptações nas principais vias da cidade. Contudo, a expectativa do vereador é de que a votação ocorra até o fim deste ano.

"Eu assinei o projeto junto com o nosso líder de governo, Marcos Bernardelli. Acreditamos que ele possa tramitar de maneira rápida na Câmara. Se não formos reprovados em nenhuma comissão, acredito que até o fim de 2017 seja votado e aprovado", concluiu.

Ideia foi bem recebida

 

Na Avenida Francisco Glicério a ideia foi bem recebida por motociclistas e motoristas de carro. "Eu acho bom, porque tem muito carro que não respeita os motociclistas, não quer nem saber. Então, ter uma faixa para as motos seria bom. É perigoso, para nós motociclistas, nos enfiarmos no meio dos carros. Mas, se ficar um atrás do outro, não chega em lugar nenhum. Por isso seria bom ter esse espaço, sim", analisou o motoboy Igor Eduardo.

A sua opinião foi compartilhada pelo taxista Gentil Donato. "É uma ideia muito útil. Para os carros também é perigoso, porque tem moto que passa muito rapidamente e fica o risco de acabar acertando o carro, causando algum dano. Vamos ver se assim resolve esses problemas", disse.

Especialista em trânsito, o professor da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, Creso de Franco Peixoto, acredita que o projeto não é o ideal para diminuir os riscos de acidente e garantir mais segurança aos motociclistas. "Toda vez que se cria uma segregação do espaço há de ter uma justificativa muito forte, porque de um lado ocorre o favorecimento e do outro um prejuízo. Existem divergências entre motociclistas e motoristas, e essas divergências não deveriam ser resolvidas segregando espaço, mas sim com uma campanha educacional. Entendo que essa solução que estão tentando buscar não é a ideal", explicou.

Ainda de acordo com Creso, para diminuir o risco de acidentes o certo seria haver uma maior fiscalização. "Eu costumo usar a expressão 'amizade viária'. Assim, toda vez que vejo uma segregação de espaço entendo como uma redução do respeito coletivo dessa amizade. Ao invés de se preocupar com esse espaço de segregação, deveria se fazer aquilo que poderia realmente salvar as vidas dos motociclistas, que é fiscalizar mais. O que adianta reservar um espaço quando o trânsito está parado? O que precisa é fiscalizar a vida deles em movimento", concluiu.

 

Para a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), não há ainda como se colocar em relação ao projeto porque ela não tem pleno conhecimento do mesmo. Mas, a diretoria lembra de que legislar sobre o trânsito e transporte compete, privativamente, à União. Já no âmbito municipal, os regramentos na área são estabelecidos pelo Executivo, ou seja, não cabe ao Legislativo fazer quaisquer alterações.

  • Published in Região
Subscribe to this RSS feed
Sportbook sites http://gbetting.co.uk/sport with register bonuses.