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Homem ataca companheira com golpes de faca por vítima usar short curto

Um homem foi preso em Paulo Afonso, no norte da Bahia, por atacar a companheira com golpes de faca. A ocorrência foi registrada na terça-feira (17), mas a Polícia Civil informou sobre o caso nesta quarta-feira (18). À polícia, José Cleilson confessou o ataque e disse que agrediu a mulher porque ela estava na porta de casa usando um short curto. Ele já tinha sido preso em maio deste ano por manter a companheira e os filhos em cárcere privado, na casa onde moram. A polícia não detalhou desde quando José Cleiton estava solto.

De acordo com Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), na agressão da terça-feira, a mulher de José Cleiton, identificada como Maria Lúcia, ao tentar defender o rosto dos golpes, perdeu quatro dedos da mãe esquerda, parte do couro cabeludo e as foram costas lesionadas. Conforme a polícia, ela está internada no Hospital Nair Alves de Souza (HNAS), também em Paulo Afonso. Não há detalhes do estado de saúde dela.

A polícia informou ainda que José Cleilson continua preso em Paulo Afonso e que a delegada responsável pelo caso pretende pedir a prisão preventiva dele.

Outro caso

Uma mulher também foi esfaqueada pelo companheiro na tarde desta quarta-feira (18), só que na cidade de Cruz das Almas, no Recôncavo da Bahia. De acordo com a Polícia Militar do município, o crime ocorreu na casa onde a vítima morava com ele, no bairro Itapicuru.

Conforme a PM, após esfaquear a mulher, o homem fugiu a pé por um matagal que fica nas proximidades do imóvel. O suspeito é procurado pela polícia da cidade.

A vítima, segundo a PM, foi socorrida por populares para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município e, em seguida, transferida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSJ), cidade vizinha. Não há detalhes sobre o estado de saúde dela. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Bandidos sequestram médico para socorrer traficante baleado

Um grupo de bandidos armados sequestrou um médico na madrugada deste domingo dentro da UPA do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. O profissional foi obrigado a entrar numa ambulância, que foi roubada pelos criminosos, para acompanhar a transferência de um traficante baleado para outra unidade de saúde. A polícia suspeita que o bandido tenha sido levado para um hospital clandestino do tráfico. O episódio está sendo investigado pela 21ª DP (Bonsucesso).

O caso ocorreu por volta de 1h deste domingo. Cerca de 50 criminosos invadiram a UPA da Maré e exigiram que os profissionais atendessem um bandido que tinha sido baleado em um dos braços. O tiro atingiu uma artéria e seu estado de saúde era extremamente grave. Como o ferido precisava de uma cirurgia, os médicos informaram que seria necessário transferi-lo para outra unidade de saúde. Os traficantes, no entanto, queriam levá-lo para outro local, possivelmente um hospital clandestino, utilizando a ambulância da UPA, o que não foi aceito pelos profissionais.

Os criminosos retiraram o motorista da ambulância, um deles vestiu seu jaleco e assumiu a direção do veículo. Como o estado de saúde do paciente era extremamente grave, levaram um médico junto. O profissional foi liberado pelos bandidos por volta das 7h deste domingo, na Baixada Fluminense. Já a ambulância foi deixada na UPA da Maré por volta das 11h30.

O motorista da ambulância prestou depoimento na 21ª DP. Ele afirmou que estava de plantão na UPA do Engenho Novo quando recebeu uma ordem da adiministração para ir até a unidade da Maré, onde havia um baleado para ser transferido. Ao chegar na UPA, segundo o motorista, os criminosos tiraram dele as chaves da ambulância e seu jaleco, e entraram no veículo para transportar o criminoso baleado. Ainda de acordo com o relato, o médico foi obrigado a entrar na ambulância, que tinha GPS. O veículo será apreendido e passará por perícia. O médico ainda será ouvido.

A Polícia Civil suspeita que o baleado seja Thiago da Silva Folly, o TH, um dos chefes do tráfico no Complexo da Maré. A polícia acredita ainda que o traficante tenha sido ferido numa troca de tiros com policiais militares do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) na Avenida Brasil, altura de Bonsucesso, também na Zona Norte do Rio.

Os agentes faziam uma blitz na pista sentido Centro quando criminosos armados que estavam em um Renault Logan preto desobedeceram a ordem de parada e atiraram contra os policiais. Houve confronto e um PM foi atingido na barriga. Ele foi socorrido e levado para o Hospital Geral de Bonsucesso. O militar foi operado e não corre risco de morte. Durante o cerco aos criminosos, uma equipe do 22º BPM (Maré) apreendeu um fuzil calibre 762 que foi abandonado na saída 9B da Linha Amarela. A arma apreendida pela polícia tem a inscrição “Tropa do TH”.

Em nota, a secretaria estadual de Saúde informou que “os profissionais que passaram por esse momento traumático” receberão todo o apoio necessário.

Presidente da Federação Nacional dos Médicos, Jorge Darze, afirma que o Estado é omisso e que os profissionais de saúde trabalham em risco permanente:

- Acho importante denunciar essas condições de trabalho que afetam diretamente o trabalho da equipe de saúde, principalmente o que envolveu esse médico que dificilmente irá superar esse trauma tão cedo. O Estado é omisso e não garante o que é direito constitucional, a segurança e a saúde. Ficamos em situação de trabalhar no " fio da navalha" em que as nossas vidas ficam em permanente risco de morte. O Estado tem que garantir as condições seguras não só para esses casos , assim como.para o atendimento dos presos custodiados.

Pai é preso por estuprar e engravidar a própria filha na Paraná

A Polícia Civil de Apucarana, no norte do Paraná, prendeu nesta segunda-feira (9), em Califórnia, também no norte do estado, um homem de 38 anos suspeito de estuprar e engravidar uma filha. Ele também é suspeito de abusar sexualmente de outros dois filhos e uma adolescente, segundo a polícia.

O delegado-chefe da 17ª Subdvisão Policial (SDP) de Apucarana, José Aparecido Jacovós, explica que havia um mandado de prisão expedido contra o homem, que foi cumprido nesta segunda-feira.

Segundo ele, o suspeito tinha sido preso há seis meses por estupro de vulnerável, mas estava em liberdade após negar o crime.

A primeira denúncia, sobre a suspeita do estupro da filha, ocorreu em 2013. "Agora chegou o exame de DNA e foi comprovado o abuso, por isso houve a prisão", diz o delegado.

Jacovós conta que a menina tinha 13 anos quando engravidou. "Hoje, a criança está com três anos", afirma. Os abusos contra a filha, conforme o delegado, ocorreram dos 11 aos 13 anos.

Em depoimento, a jovem também contou à polícia que, na época, o pai também abusava de outra filha de 11 anos, de um filho de 12 anos e uma amiga da filha de 13 anos. O delegado afirma que outros três inquéritos foram instaurados para investigar os casos.

De acordo com Jacovós, a filha também relatou que era amarrava com cordas pelo pai. "Ela disse que ele a amarrava na cama, pendurava e também mordia. Além disso, a filha contou que o pai dava maconha para os filhos", diz.

Ainda segundo o delegado, o inquérito sobre a filha que engravidou está praticamente concluído e o homem responderá por estupro de vulnerável. Já os outros três inquéritos, conforme ele, estão sendo apurados pela Delegacia da Mulher de Apucarana.

Operação da Polícia Federal prende Carlos Arthur Nuzman por suspeita de fraude na escolha da Rio 2016

Os agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal prenderam Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, e Leonardo Gryner, ex-diretor de operações do comitê Rio 2016 e braço-direito de Nuzman, na manhã desta quinta-feira (5), na Zona Sul do Rio.

Nuzman é suspeito de intermediar a compra de votos de integrantes do Comitê Olímpíco Internacional (COI) para a eleição do Rio como sede da Olimpíada de 2016. Ele foi preso em casa, no Leblon, por volta das 6h. Nuzman é presidente do COB há 22 anos. O pedido de prisão foi decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.

O pedido de prisão foi decretado porque houve uma tentativa de ocultação de bens no último mês, após a polícia ter cumprido um mandado de busca na casa de Nuzman no mês passado. A ação é um desdobramento da "Unfair Play", uma menção a jogo sujo e que é mais uma etapa da Lava Jato no Rio. Os presos serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O esquema de corrupção, segundo os investigadores, tem a participação do ex-governador Sérgio Cabral. O dinheiro teria vindo do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, conhecido como Rei Arthur, que também teve mandado de prisão decretado, mas está foragido da justiça.

Gryner foi preso em casa, em um apartamento de luxo em Laranjeiras, na Zona Sul. Ex-diretor do COB, ele também foi diretor de Comunicação e Marketing da candidatura do Rio à sede olímpica, e teve encontros com o filho do presidente da Federação Internacional de Atletismo, suspeito de ter recebido propina para votar no Rio de Janeiro como sede dos jogos.

Segundo os investigadores, as provas colhidas na primeira etapa da “Unfair Play” mostram evidências de que Nuzman e Gryner foram os agentes responsáveis por fazer a ligação entre o esquema de propinas de Cabral e membros africanos do COI, por meio de Arthur Soares.

Em março, o jornal francês “Le Monde” havia denunciado que, três dias antes da escolha da cidade, houve pagamento de propina a dirigentes do Comitê Olímpico Internacional.

A investigação francesa conseguiu reunir elementos que apontam que a empresa Matlock foi utilizada para pagamento de US$ 2 milhões a Papa Diack, filho de um dirigente africano que detinha poder de voto para a escolha da cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Segundos os investigadores, a Matlock também foi usada para pagamento de propina a Sérgio Cabral. De acordo com depoimento do doleiro e delator Renato Chebar, documentos encaminhados por meio de cooperação internacional com Antígua e Barbuda não deixam dúvidas de quem era o real proprietário da empresa que tinha sede registrada nas Ilhas Virgens Britânicas: Arthur César de Menezes Soares Filhos.

No mês passado, o Ministério Público Federal (MPF) pediu o bloqueio de até R$ 1 bilhão do patrimônio de Carlos Arthur Nuzman, do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, o "Rei Arthur", e de Eliane Pereira Cavalcante, ex-sócia do empresário. O objetivo, segundo procuradores, era reparar os danos causados pelo trio devido às proporções mundiais da acusação.

Organização criminosa internacional

De acordo com o Ministério Público, as fronteiras internacionais não limitaram a atuação da organização criminosa do ex-governador Sérgio Cabral. Para os procuradores, “trata-se de um esquema altamente sofisticado, que agia internacionalmente com desenvoltura e uma engenhosa e complexa relação corrupta”. Prova disso é que, para alcançar o atual estágio da investigação, o MPF teve que realizar pedidos de cooperação jurídica internacional com nada menos que quatro países diferentes: Antígua e Barbuda, França, Estados Unidos e Reino Unido.

Durante as investigações, o Ministério Público Francês colheu substancioso material para demonstrar que houve compra de votos para escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Um dos votos foi comprado de Lamine Diack, então presidente da Federação Internacional de Atletismo e então membro do Comitê Olímpico Internacional, por meio de seu filho, Papa Massata Diack.

 

Polícia de SP descobre túnel que levaria ladrões a cofre do Banco do Brasil

Segundo os investigadores o objetivo era retirar R$ 1 bilhão no Complexo Verbo Divino do BB e o plano estava prestes a se concretizar

A Polícia Civil de São Paulo prendeu na noite desta segunda-feira, 2, 16 homens ligados à escavação de um túnel de aproximadamente 500 metros que levaria a um cofre do Banco do Brasil na zona sul da capital. Segundo os investigadores o objetivo era retirar R$ 1 bilhão no Complexo Verbo Divino do BB e o plano estava prestes a se concretizar, pois o bando estava "na casca" do cofre antes da ação policial.

As investigações foram desenvolvidas pelos integrantes da 5ª Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil. Em nota, a polícia disse que as atividades da quadrilha já estavam sendo monitoradas por ações de inteligência e diligências em campo. "Dessa maneira a equipe pode radiografar todo o esquema empregado pela quadrilha. O bando agia em duas frentes. Montou uma indústria para pré-fabricar a estrutura do túnel para depois transportar até uma casa nas proximidades do complexo", informou.

A casa de onde partia o túnel era localizada na Rua Antônio Buso na Chácara Santo Antônio, nas proximidades do complexo financeiro. Já as prisões ocorreram na Rua Masao Watanabe, no Jardim Santa Cruz, zona norte. "Os investigadores encontraram no local uma estrutura completa de maquinários que permitia o corte de metais para confecção de escoras, trilhos e carrinhos utilizados na retirada dos numerários. A estrutura era pré-fabricada no galpão e depois transportada", disse o órgão. 

Segundo a polícia, o ataque final ao cofre ocorreria na noite desta segunda, quando o piso do cofre seria perfurado. Os presos responderão por tentativa de furto qualificado e associação criminosa. Entre os detidos 12 apresentavam passagens por roubo, furto, tráfico de drogas, estelionato e porte de arma. Os policiais apreenderam seis automóveis.

"O investimento da quadrilha foi na faixa de R$ 4 milhões, segundo eles informaram, cada um dos participantes calçou R$ 200 mil e a estimativa deles era levar R$ 1 bilhão", disse à TV Globo o delegado Fábio Pinheiro Lopes.

O túnel encontrado na zona sul é quase oito vezes maior ao usado por uma quadrilha para roubar R$ 164 milhões do Banco Central em Fortaleza, em agosto de 2005. A estrutura usada na época tinha 75,4 metros de comprimento. O Deic fará uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, 3, para falar sobre a ocorrência.

 

Policial reage e mata bandido em tentativa de assalto na Zona Leste de São Paulo

Dupla em moto abordou policial que seguia para o trabalho na região de Aricanduva, na madrugada desta segunda-feira (25).

ma tentativa de assalto deixou um criminoso morto na madrugada desta segunda-feira (25), no Jardim Aricanduva, na Zona Leste, segundo o Bom Dia São Paulo.

Por volta das 4 horas da manhã, um policial seguia para o trabalho de moto, quando foi abordado por dois assaltantes em outra moto na Avenida Rio das Pedras.

De acordo com o Bom Dia São Paulo, o policial reagiu, baleou e matou o homem que estava na garupa. O condutor da moto conseguiu fugir.

A Avenida Rio das Pedras, paralela à Avenida Aricanduva, seguia parcialmente interditada às 7h30 desta segunda.

 

Penitenciária feminina de São Paulo registra suicídios em série

Quatro detentas da Penitenciária Feminina de Sant'Anna, no bairro do Carandiru, zona oeste da capital paulista, cometeram suicídio no período de um mês e uma semana, entre o início de julho até a primeira semana do mês de agosto, denuncia a Pastoral Carcerária da Conferencia Nacional Dos Bispos do Brasil (CNBB).

Os quatro suicídios foram confirmados pela Secretaria de Administração Penitenciária do governo do estado de São Paulo, no entanto, a pasta não informou o período de tempo em que aconteceram. Segundo a secretaria, o último caso foi registrado no último dia 6, quando uma detenta foi encontrada morta com um lençol enrolado no pescoço. Segundo a secretaria, ela não apresentava histórico de tratamento psicológico ou psiquiátrico. Nos casos registrados as presas estavam sozinhas nas suas celas. O presídio de Sant'Anna comporta 2.696 detentas e hoje tem 2.230 presidiárias.

Em meados de agosto, a Pastoral Carcerária enviou ofício ao Ministério Público estadual, à Defensoria Pública do Estado de São Paulo e ao Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, alertando para “o registro de suicídios em série na penitenciária”.

“Ainda que as circunstâncias de cada um desses trágicos acontecimentos não tenham estado claras, o número alarmante de mortes em pouco mais de um mês pode indicar não apenas possível caso de omissão estatal, no que tange o cuidado com a saúde física e psíquica das presas, mas uma tendência epidêmica”, diz a Pastoral no documento. “Cumpre ressaltar que violações sistemáticas de diretos, cumulada com violências e ameaças cotidianas por parte de agentes do Estado e/ou grupos rivais de presos, pode potencializar sobremaneira os efeitos intrinsecamente deletérios do encarceramento e levar pessoas privadas de liberdade ao limite extremo do suicídio”.

A entidade ainda diz, no documento, que problemas estruturais relacionados à penitenciária já foram documentados pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura que, em outubro de 2015, registrou denúncias de possíveis práticas de tortura envolvendo o Grupo de Intervenção Rápida (GIR), castigos arbitrários, além de precariedades no atendimento de saúde, no fornecimento de alimentação e bebida potável.

Outro lado

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária informou que a unidade penal possui suporte médico e psicológico completo, para atendimento diário às presas, com três médicos clínicos gerais, três ginecologistas, um psiquiatra, três dentistas, três enfermeiras, dez auxiliares de enfermagem, quatro assistentes sociais e seis psicólogos. “Esclarecemos também que a unidade tomou medidas para aumentar os atendimentos psicológicos, com trabalhos em grupos com as presas em tratamento psicotrópicos para prevenção e identificação de possíveis suicidas, além de cartazes e folders distribuídos pela unidade oferecendo atendimento”.

A pasta disse ainda que em todos os casos de mortes dentro do presídio é feita a comunicação do fato à autoridade policial, bem como o acionamento do Instituto de Criminalística para realização de perícia do local e dos corpos; instauração de procedimento para verificar se não houve indução, instigação ou auxílio de terceiro; e comunicação aos familiares por intermédio do serviço de assistência social da prisão.

Menina recém-nascida é achada dentro de sacola em rua no RS

Uma menina recém-nascida foi encontrada dentro de uma sacola em uma rua de Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul. Um morador da região contou ter chamado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a Guarda Municipal e o Conselho Tutelar após encontrar a criança ao lado de uma lixeira.

A menina pesava cerca de 3kg, e teve o cordão umbilical cortado provavelmente em casa. Ela foi levada ao Hospital de Pronto Socorro de Pelotas. Segundo a conselheira tutelar, quando tiver alta, ela será levada para um abrigo.

 

PMs vão a júri popular por chacina em Osasco e penas podem chegar a 300 anos

Começa nesta segunda-feira (18) em São Paulo o júri popular de dois policiais militares (PMs) e um guarda civil envolvidos no caso que ficou conhecido como Chacina de Osasco. O fato ocorreu no dia 13 de agosto de 2015, na região metropolitana da capital. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), 17 pessoas foram mortas e sete baleadas em um intervalo de aproximadamente duas horas. O reconhecimento de um dos atiradores por um sobrevivente, as contradições em depoimentos dos acusados e os antecedentes homicidas dos denunciados são os principais elementos a serem levados a júri pela promotoria do caso.

De acordo com a denúncia, os assassinatos ocorreram para vingar as mortes do policial militar Admilson Pereira de Oliveira, que foi baleado ao reagir a um assalto a um posto de gasolina, onde fazia “bico” como segurança, e do guarda civil de Barueri Jeferson Luiz Rodrigues da Silva, que foi morto enquanto atuava como segurança em uma adega. Eles vão responder por organização criminosa e homicídio qualificado. Somadas, as penas podem chegar a 300 anos de prisão, disse o promotor do caso Marcelo Oliveira.

Vão participar do júri 43 testemunhas, sendo 20 de acusação. Entre elas, está o sobrevivente da chacina, que identificou o policial Fabrício Emmanuel Eleutério, além de familiares das vítimas e delegados que atuaram no caso. O plenário do Fórum Criminal de Osasco está reservado para 12 dias de julgamento. Por uma questão de segurança, a rua em frente ao tribunal estará interditada a pedido da juíza Élia Kinosita Bulman, que presidirá a sessão. As atividades vão começar às 13h com, previsão de término para as 20h. A partir de amanhã (19), a sessão começa às 10h.

Acusações

Os dois policiais militares acusados são Fabrício Emmanuel Eleutério e Thiago Barbosa Henklain. Segundo o MP, eles teriam efetivamente feito os disparos. Os PMs vão responder pelas 17 mortes e pelas sete tentativas de homicídio. Eles estão presos desde o início das investigações, assim como o guarda civil.

Eleutério foi o PM reconhecido por um sobrevivente da chacina. O promotor Marcelo Oliveira informou que o policial se recusou a fazer um exame biodinâmico que pudesse confrontar imagens das movimentações do corpo dele com filmagens de câmeras de segurança.

Em entrevista anterior concedida à Agência Brasil, a advogada do policial, Flavia Artilheiro, disse que dados do celular de Eleutério mostram que, no momento dos crimes, ele estava a 7 quilômetros do local da chacina e que o rastreador do carro indica que, entre as 19h30 e as 22h40, ficou estacionado no endereço da namorada dele, o que foi confirmado pela jovem e pela mãe dela. Para Oliveira, como se trata de um crime intencional, os assassinos, que inclusive conhecem os métodos de investigação da polícia, já poderiam prever o rastreamento desses aparelhos.

Além do reconhecimento por uma vítima, o promotor destaca as contradições no depoimento de Eleutério. “Se uma pessoa reproduz o mesmo fato e conta várias histórias diferentes, há fragilidade no álibi”, afirmou. Segundo o promotor, o PM se contradisse ao contar que tinha pedido uma pizza por telefone e, quando questionado sobre o nome do estabelecimento, disse ter comido algo congelado.

Em relação a Heinklain, há relato de testemunha de que o policial discutiu com a esposa, que o teria reconhecido em imagens de câmeras de segurança divulgadas por emissoras de televisão sobre o caso. A discussão foi ouvida por uma pessoa, que relatou o ocorrido para outra pessoa próxima, que, por sua vez, testemunhou à Polícia Civil. No entanto, a testemunha teve medo de reafirmar o depoimento perante a juíza. O promotor disse, em entrevista, que deve apresentar esses fatos aos integrantes do júri popular.

Em nota, o advogado Fernando Capano afirmou que isso não é suficiente para demonstrar a participação do seu cliente nos fatos. “Creio que o ônus da prova é do Ministério Público, no sentido de provar que o Tiago estava nas cenas dos crimes. Nesse sentido, com todo o respeito ao trabalho do doutor Marcelo, o conjunto probatório é extremamente frágil e deficiente para dar lastro à eventual condenação do Thiago”. Ele destacou que espera que “os jurados possam entender e decidir que crimes odiosos como a Chacina de Osasco não podem ter como resposta a condenação de um inocente”.

O guarda civil Sérgio Manhanhã, por sua vez, teria atuado para desviar viaturas dos locais onde os crimes ocorreriam. O promotor disse que ele trocou mensagens simbólicas com o policial Victor Cristilder Silva dos Santos, que estava em um dos carros da chacina, segundo a denúncia. As mensagens foram trocadas antes do início dos fatos, com uma mão fazendo sinal de positivo, e, ao final, com o mesmo símbolo e com outro representando um braço forte. Em depoimento, o PM alega que o conteúdo se referia ao empréstimo de um livro. As mensagens foram apagadas e recuperadas após perícia.

Cristilder foi o único a recorrer da sentença que determinou o julgamento, portanto não vai a júri nesta segunda-feira. No entanto, segundo Oliveira, a determinação de levá-lo a júri já foi confirmada pela juíza.

Marcelo Oliveira lembra que este não será um julgamento fácil, sobretudo pela concepção recorrente na sociedade de que “bandido bom é bandido morto”. “Mesmo que fosse bandido, a Justiça está aí para isso”, defendeu. Ele lembrou ainda que uma das pessoas mortas foi uma adolescente de 16 anos. “Ninguém está livre de ter um filho viciado em drogas, de ter filho que frequenta o 'Bar do Juvenal' e ter que enterrar o filho, porque ele frequenta o bar do suposto homicida do guarda civil que morreu no dia anterior”, disse, em referência ao local das mortes.

PF investiga organização criminosa que teria movimentado mais de R$ 200 milhões

A Operação Conexão Venezuela foi deflagrada na manhã de hoje (11) em cidades do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Ela tem o objetivo de apurar a prática dos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. “Conforme as investigações, empresas sediadas na Venezuela (dentre elas, uma estatal) remeteram vultosos valores ao Brasil, a pretexto de aquisição desses equipamentos”.

No período de 2010 a 2014, o dinheiro movimentado pela organização teria ultrapassado R$ 200 milhões, diz a Polícia Federal (PF). De acordo com a investigação, parte considerável desses recursos não foi destinada aos fabricantes e fornecedores, tendo circulado em contas bancárias diversas e enviada para fora do país.

Segundo a PF, as investigações tiveram início com base em procedimento fiscal da Receita Federal, que identificou pessoas jurídicas fazendo operações financeiras atípicas, supostamente no exercício de atividade de intermediação de exportação de máquinas e implementos agrícolas do Brasil para a Venezuela.

Policiais federais estão cumprindo mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas, Passo Fundo e Erechim. No estado de São Paulo, as ações ocorrem em Americana e na capital paulista. Seis pessoas são alvos de condução coercitiva.

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