Log in
Esportes

Esportes (686)

Churrasqueira e isopor: torcida da Ponte acampa por um lugar na final

A venda de ingressos para a primeira partida da final do Paulistão entre Ponte Preta e Corinthians começa apenas na quarta-feira, mas um grupo de torcedores da Macaca já marcou presença na fila desde a tarde desta segunda em frente ao Majestoso. Tudo para garantir um lugar na partida marcada para domingo, a partir das 16h, em Campinas.

Com barracas, churrasqueira e isopor, eles se organizaram para passar o tempo. Haja churrasco, resenha e aquela cerveja gelada nos dois dias de espera. O revezamento também é uma saída para evitar que alguém se complique no trabalho, por exemplo. A tendência é que, até quarta-feira, a fila aumente cada vez mais. Por isso, quem já chegou terá uma posição privilegiada quando as bilheterias abrirem. A espera de hoje é o bilhete na mão de amanhã.

- Cada cadeira dessas aqui equivale a umas cinco pessoas que não podem estar aqui. E os parceiros guardam lugar. Se tiver que sair para trabalhar, não tem problema - disse Ariovaldo de Oliveira Júnior, sem ligar para o esforço que terá de fazer para acompanhar a Macaca em mais uma decisão, em busca do inédito título de expressão.

A expectativa é de lotação máxima para domingo - aproximadamente 18,5 mil torcedores. Os ingressos na arquibancada geral serão comercializados a R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). Nas cabeceiras e no setor destinado aos torcedores corintianos, o valor será de R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia). 

Depois de domingo, Ponte e Corinthians voltam a se enfrentar em 7 de maio. O confronto decisivo acontecerá em Itaquera - também em um domingo às 16h. Fazer a segunda partida em casa é a única vantagem do Timão por ter feito melhor campanha na somatória das fases anteriores. Se houver igualdade no saldo de gols, a definição vai para os pênaltis.

 

Ponte e Corinthians decidem um título estadual pela terceira vez. O encontro mais marcante foi em 1977, quando o Timão levou a melhor, com muita polêmica da arbitragem, e acabou com um jejum de 23 anos sem ser campeão. Os times também fizeram a final de 1979, outra vez com o Corinthians superando a Macaca.

Ponte revive histórica e polêmica final de 1977

Quarenta anos depois da histórica e polêmica final de 1977, a Ponte Preta terá a chance de dar o troco ao Corinthians na decisão do Campeonato Paulista de 2017. A Macaca chegou à final depois de eliminar o Palmeiras com uma vitória por 3 a 0 no jogo da idade e derrota por 1 a 0 na volta. Já o Timão passou pelo São Paulo vencendo o jogo da ida por 2 a 0 e empatando a volta por 1 a 1, neste domingo (23).

De folga domingo e nesta segunda (24), o técnico Gilson Kleina disse que o fator campo será fundamental para fazer a diferença. "Nossa equipe encorpou no momento certo e precisa manter os pés no chão, mas vai respirar decisão. Chegou a hora da Ponte. Temos que manter competência", disse.

O Conselho Técnico que vai decidir os locais, dias e horários dos jogos finais acontece hoje na sede da Federação Paulista. A Macaca já disse que não abre mão de jogar em Campinas. "A presença de nosso torcedor é importante. Vamos trabalhar para conseguir a vantagem no primeiro jogo", afirma Kleina.

Para ele, a Macaca chega madura para a decisão. "Houve uma evolução nos jogos contra Santos e Palmeiras. Entramos em campo sabendo da exigência do primeiro confronto e principalmente do lado psicológico no segundo, quando foi necessário jogar sem perder a cabeça ou cair em provocações", conta o treinador.

Para ele, a semana de treinamento será fundamental para reconstruir a equipe. "Vamos trabalhar os substitutos de quem não puder jogar. O Renato Cajá e o Nino poderão estar de volta. Temos a semana para ter uma equipe forte", conta.

Na opinião de Kleina, não há segredo para a final. "Desde que cheguei, sempre foi uma decisão. Se perdêssemos para o São Bento podíamos ter ficado fora da segunda fase. Ganhamos e passamos a respirar esse clima de decisão. Fomos competentes no mata-mata", diz Kleina.

Esta final reedita a histórica decisão de 1977, quando a Macaca acabou perdendo em jogos recheados de confusão. Em 1979, os times também fizeram a final paulista, novamente vencida pelo clube do Parque São Jorge, porém em jogos menos conturbados.

 

A Ponte ainda esteve nas finais de 1981, quando foi derrotada pelo São Paulo e, em 2008, quando perdeu para o Palmeiras.

Ex-goleiro da Chapecoense ganha prótese em Campinas

Esbanjando descontração e alegria, Jackson Follmann testou pela primeira vez ontem a prótese definitiva da perna direita em uma clínica de Campinas. Há dois meses, Follmann fazia o processo de adaptação do novo equipamento. O ex-goleiro da Chapecoense e embaixador do clube é um dos seis sobreviventes da tragédia aérea, que deixou 71 mortos em novembro de 2016, na Colômbia.

Mesmo com uma parte da perna amputada, perda do movimento do tornozelo esquerdo e algumas fraturas, o jovem de 24 anos segue com a esperança de se recuperar e vencer as dificuldades. A nova tecnologia permite mais mobilidade no equilíbrio e na caminhada de Follmann. Durante os testes no Instituto de Prótese e Órtese, ele até matou a saudade do futebol e arriscou alguns chutes em uma bola, além de uma leve corrida.

Follmann comentou que pretende a voltar a praticar esportes. "Pretendo voltar, mas ainda tem um tempo para a recuperação total do meu tornozelo esquerdo e a prótese tem ajudando muito no processo. Assim que tiver essa melhora, vou poder praticar várias modalidades sem dor" , ressaltou.

Uma das grandes motivações para superar a tragédia e seguir na recuperação foi a comoção das pessoas. "Agradeço muito pela segunda chance que Deus nos deu. Ver todos orando, rezando e torcendo pela nossa melhora no momento que saí do hospital foi fundamental", enfatizou Follmann.

Ele contou que está surgindo novas oportunidades na carreira e descarta, no momento, disputar uma Paralimpíada. "Ainda tem muitas coisas para fazer antes de pensar em uma disputa. A novidade é que assinei um contrato com o canal Fox Sports para ser comentarista de futebol.”

O fisioterapeuta José André Carvalho explicou que o novo pé de Follmann apresenta uma lâmina dupla e uma forma de 'C' que permite mais absorção, amortecimento e mais devolução de energia para o paciente conseguir caminhar lentamente e até correr. Para finalizar 100% a prótese, a parte do encaixe da perna será trocada por uma peça de fibra de carbono. "Ele vai evoluir rapidamente", disse.

O embaixador da Chapecoense aprovou o novo equipamento. "É uma excelente prótese. Não que antes com o outro pé não iria conseguir fazer os movimentos, mas essa tem um amortecimento muito confortável e me ajudará muito no decorrer da minha vida."

 

Jackson Follmann é um dos três atletas que sobreviveram à queda do avião que levava a delegação da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana. Alan Ruschel e Neto, os outros dois sobreviventes, fazem tratamento para retornar aos gramados.

Palmeiras vende 26 mil ingressos para jogo da volta

A torcida do Palmeiras está otimista na reviravolta da semifinal do Campeonato Paulista. Prova disso é que nesta segunda-feira, cinco dias antes de confronto com a Ponte Preta, no Allianz Parque, 26 mil ingressos foram vendidos para a partida de sábado quando o time alviverde precisa ganhar por três gols de diferença para levar a decisão da vaga na final para os pênaltis.

O confronto ficou desfavorável para o clube depois da derrota por 3 a 0 para a Ponte Preta em Campinas, no último domingo, com todos os gols sofridos ainda no primeiro tempo. O Palmeiras teve uma atuação ruim e vai aproveitar a semana sem compromissos por nenhum outro campeonato para poder se preparar. O elenco está de folga nesta segunda e na terça-feira. O retorno aos treinos é na quarta pela manhã.

Neste Estadual, o Palmeiras conseguiu apenas uma vez ganhar por quatro gols de diferença, vantagem que lhe garante a ida à decisão sem precisar da disputa de pênaltis. A vitória por 4 a 0 foi sobre o Linense, ainda na fase de grupos, em Araraquara. Já no Allianz Parque, o time em duas ocasiões conseguiu aplicar três gols de diferença sobre o adversário: 4 a 1 na Ferroviária e 3 a 0 no São Paulo.

 

Os preços para o jogo de sábado variam de R$ 100 até R$ 250. A equipe está invicta neste ano como mandante. A última derrota em seu estádio foi em julho do ano passado, quando perdeu por 1 a 0 para o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro.

Ponte faz 3 a 0 no Palmeiras e abre vantagem na semi

Um primeiro tempo irretocável e surpreendente deu à Ponte Preta uma vitória arrasadora em cima do Palmeiras. Os 3 a 0 no estádio Moisés Lucarelli, neste domingo, colocam o time de Campinas (SP) em situação favorável no jogo que decidirá a vaga na final do Campeonato Paulista. Dono da melhor campanha na primeira fase, o clube alviverde precisa ganhar por 4 a 0 no estádio Allianz Parque, em São Paulo, no sábado, para se classificar à decisão.

O resultado mantém um longo tabu a favor da Ponte Preta, que agora soma seis jogos sem perder para o Palmeiras - são quatro vitórias e dois empates. A última vez que o time alviverde superou o campineiro foi em julho de 2015. Neste domingo, a equipe do técnico Eduardo Baptista sequer chegou perto de quebrar esse jejum.

O gol logo aos 38 segundos não foi obra do acaso ou sorte. A Ponte Preta jogou o primeiro tempo inteiro da mesma maneira. Aliou a forte (e às vezes desleal) marcação com a velocidade de seus jogadores de ataque. O trio formado por Lucca, William Pottker e Clayson desmontou o sistema defensivo do Palmeiras, em especial o lado esquerdo.

Felipe Melo e Tchê Tchê não deram a sustentação necessária aos laterais Zé Roberto e Jean. O resultado disso é que o goleiro Fernando Prass foi bombardeado do início ao fim da primeira etapa: ele fez duas defesas antes de sofrer o primeiro gol marcado por William Pottker e não teve nenhuma chance diante de Lucca e Jeferson, os autores dos outros dois gols da Ponte Preta.

Se a Ponte Preta fez três gols em 45 minutos (e poderia ter feito mais), o Palmeiras mal chegou à área do goleiro Aranha. De concreto, houve apenas uma chance clara, em uma cabeçada do colombiano Borja. É muito pouco para o time considerado favorito ao título. "Não temos o que falar, a Ponte comeu a gente", disse um sensato Felipe Melo no intervalo. Ele estava certo, porém Eduardo Baptista deveria ter ao menos tentado consertar a sua equipe na etapa inicial.

As mudanças vieram apenas no segundo tempo. Primeiro com Michel Bastos no lugar de um apático Guerra. Depois com Alecsandro na vaga de Borja. O estrago já estava feito. O Palmeiras não conseguia pressionar o rival a ponto de diminuir o placar. E para piorar corria sério risco de sofrer o quarto gol, o que praticamente enterraria as chances de chegar à final.

O panorama do jogo mudou na última meia hora porque a Ponte Preta diminuiu o ritmo, já satisfeita com o resultado obtido no primeiro tempo. Cansado, o Palmeiras estava entregue. A vitória dura diante do Peñarol no meio de semana teve reflexos em Campinas.

 

FICHA TÉCNICA

PONTE PRETA 3 x 0 PALMEIRAS

PONTE PRETA - Aranha; Jeferson, Marllon, Yago e Reynaldo (Arthur); Fernando Bob, Elton e Jadson (Wendel); Lucca, William Pottker e Clayson (Lins). Técnico: Gilson Kleina.

PALMEIRAS - Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Mina e Zé Roberto; Felipe Melo, Tchê Tchê e Guerra (Michel Bastos); Willian (Roger Guedes), Borja (Alecsandro) e Dudu. Técnico: Eduardo Baptista.

GOLS - William Pottker, aos 38 segundos, Lucca, aos 7, e Jeferson, aos 33 minutos do primeiro tempo.

ÁRBITRO - Marcelo Aparecido Ribeiro Souza.

CARTÕES AMARELOS - Jadson, Jeferson, Fernando Bob e Reynaldo (Ponte Preta); Thiago Santos (do banco de reservas), Borja e Mina (Palmeiras).

RENDA - R$ 376.645,00.

PÚBLICO - 12.843 pagantes (13.706 no total).

 

LOCAL - Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas

Venda de ingressos para semi começa nesta quarta

O primeiro jogo da Ponte Preta pela semifinal do Campeonato Paulista, diante do Palmeiras, será realizado no horário nobre do futebol: domingo, às 16h. E os ingressos para o confronto já começam a ser vendidos na quarta-feira (12), às 11h (até às 17h), nas bilheterias do Estádio Moisés Lucarelli, por R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

Apesar da necessidade de aumentar sua arrecadação, a diretoria da Macaca optou por manter o preço popular que foi praticado nas fases anteriores com o objetivo de lotar seu estádio. "Estamos em um momento decisivo e o Majestoso pode e vai fazer a diferença", acredita o presidente Vanderlei Pereira.

A volta, conforme ficou acertado no conselho técnico realizado na manhã de terça-feira, com a presença dos quatro semifinalistas, será sábado, dia 22, às 19h, no Allianz Parque. "Jogar em nosso estádio é uma motivação a mais para abrir vantagem em relação ao Palmeiras", ressalta Vanderlei, que participou da reunião.

Além do estádio, os ingressos podem ser comprados nas lojas Baby (Centro e Campinas Shopping), o Bar dos Artistas (R. Pelicano, 539, Jd. Londres), Bar do Goiano (R. Carmen de Angelis Nicollete, 554, Dic 5), Sup. São João (R. Edgar Pereira de Souza, 9, Pq. Valença) e Malagueta (R. Antônio Maria Brandão, 417, Jd. Eulina). A torcida do Palmeiras deve se dirigir às bilheterias que ficam no fundo do estádio. Os preços para visitantes são R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia).

Time

O técnico Gilson Kleina precisa resolver alguns problemas para definir o time. O meia Renato Cajá, que ficou fora do jogo com o Santos, tem feito tratamento intenso. "Espero estar pronto para que eu possa ajudar a Ponte no jogo com o Palmeiras", disse o camisa 10.

Outro problema é Nino Paraíba, que sofreu uma contratura muscular e já foi vetado. Jeferson deve ser mantido na posição. O volante Fernando Bob, que cumpriu a suspensão automática, tem retorno garantido ao meio-campo.

"Será mais um confronto difícil, mas quando se joga um mata-mata é diferente. Temos que ter equilíbrio, colocar os pés no chão e tirar a euforia porque a equipe do Palmeiras tem um elenco muito qualificado, com padrão já bem definido. É um time agudo, com várias opções em todos os setores e que propõe o jogo a todo momento", avalia Kleina.

 

Os laterais-esquerdos João Lucas, ex-Novorizontino, e Fernandinho, que estava no Botafogo-SP, chegam nesta quarta a Campinas para realizar exames médicos. Se estiver tudo em ordem, a dupla assina contrato até maio de 2018.

Ponte Preta elimina o Santos e vai à semifinal

A vantagem construída no primeiro jogo foi determinante para a Ponte Preta garantir sua passagem para a semifinal do Campeonato Paulista. Jogando no Pacaembu, na noite desta segunda-feira, a Macaca sofreu intensa pressão do Santos, perdeu por 1 a 0 no tempo normal, mas venceu por 5 a 4, nas cobranças de pênalti e agora vai enfrentar o Palmeiras na próxima fase.

David Braz, que marcou o gol do Peixe com bola rolando, foi o único que perdeu a cobrança de tiro direto. Aranha segurou firme a batida no canto direito e quebrou a série de oito finais disputadas pelo time praiano nos últimos oito anos do Paulistão. O primeiro jogo com o Palmeiras será no final de semana, em Campinas. As datas e horários das semifinais serão anunciados nesta terça-feira pela Federação Paulista de Futebol.

O Peixe começou o jogo pressionando a Ponte Preta em seu campo de defesa. Com muita velocidade, procurou explorar as descidas pelo lado esquerdo da zaga campineira, que demorou para se organizar em campo.

Logo aos 5', Ricardo Oliveira recebeu de costas para o gol, se livrou da marcação de Yago e bateu cruzado. A bola passou raspando a trave de Aranha. Dois minutos depois, Lucas Lima pegou na intermediária, avançou e bateu forte da entrada da área, rente ao travessão.

Confira aqui os melhores lances da partida

A intensa pressão deu resultado aos 15' depois que Lucas Lima bateu falta na segunda trave. Bruno Henrique escorou já dentro da área, Veríssimo puxou para trás e David Braz, bem posicionado no meio, marcou com belo voleio: Peixe 1 a 0.

O golaço acabou com a vantagem criada pela Macaca na primeira partida e serviu para os mandantes diminuírem a intensidade da partida. Aos 40', o Santos reclamou pênalti no lance que Lucca empurrou Bruno Henrique na área. Meio perdido em campo, o árbitro nada marcou.

Procurando melhorar a condução da bola, já que Renato Cajá não jogou por causa de contusão muscular, Gilson Kleina trocou Lucca por Ravanelli no intervalo. A Macaca melhorou um pouquinho, mas o Peixe foi quem levou perigo no início da etapa final. Aos 9', Zeca pegou rebote e bateu forte. Aranha rebateu para escanteio.

A Ponte não conseguia atacar e, aos 17', quase tomou o segundo gol. Em jogada pela lateral, Zeca se livrou da marcação e finalizou rasteiro. Aranha não defendeu e a bola acertou a trave.

Aos 25', finalmente, a Macaca levou perigo ao gol de Vanderlei. Ravanelli bateu falta à meia-altura e o goleiro, que esperava o cruzamento, voltou a tempo de jogar o perigo para escanteio. Foi o único lance perigoso da Macaca durante os 90 minutos.

A decisão foi para os pênaltis. Kayke abriu a série marcando para o Santos. Ravanelli bateu bem e empatou. David Braz bateu mal e Aranha segurou firme. Yago também marcou e colocou a Ponte em vantagem. Jean Mota fez o seu e Clayson bateu com categoria para marcar. Copete bateu o canto oposto de Aranha e cumpriu sua missão. Jadson bateu forte no alto e fez o quarto da Ponte. Lucas Lima acertou o ângulo, mas não adiantou nada porque William Pottker bateu o quinto e colocou a Macaca na semifinal do Paulistão.

 

 

Depois do jogo, o time comemorou bastante no Pacaembu, palco da final da Copa Sul-Americana, em 2013. “Nosso time teve muita garra e pensamento positivo. O que diferencia um time do outro não é a camisa. É o pensamento positivo”, afirmou Pottker. “Não sei aonde podemos chegar, mas estamos vivos”, disse Aranha.

Ponte Preta tenta repetir a dose no Pacaembu

Depois de uma atuação impecável na primeira partida das quartas de final do Campeonato Paulista, semana passada, em Campinas, a Ponte Preta espera repetir a dose no jogo desta segunda-feira (10), às 20h, no Pacaembu, diante do Santos. O time campineiro joga pelo empate para avançar às semifinais. Mas, se perder por um gol de diferença, a decisão vai para os pênaltis.

O Peixe só se garante no tempo normal se ganhar por dois ou mais gols. "Temos que fazer um jogo inteligente e concentrado. Para isso, vamos levar o comportamento que tivemos no Majestoso para ter a chance de consolidar a conquista", promete o técnico Gilson Kleina.

Apesar da vantagem conseguida depois de vencer por 1 a 0, com gol de William Pottker, a Macaca reconhece que o jogo não será nada fácil. "Sabemos o nosso sentimento e o do nosso adversário que precisa reverter um revés. Por si só o Santos é uma equipe agressiva e certamente virá para cima. Mas, não podemos abdicar de jogar e ficar só na defesa. Precisamos saber usar essa vantagem na hora certa", defende.

Sem poder escalar o volante e capitão Fernando Bob, suspenso pelo terceiro cartão, o treinador deixou a dúvida se coloca um volante com característica de marcação (Wendel) ou se deixa Renato Cajá, que foi bem no empate com Gimnasia y Esgrima, no meio-campo alvinegro. "O Santos não vai fugir da sua forma de jogar e nós temos que ser uma equipe competente, forte e com mentalidade emocional equilibrada", ensina.

Escolhendo Wendel ou Renato Cajá, a Ponte deverá manter o mesmo esquema com três atacantes, dois jogando pelas laterais (Lucca e Clayson) e William Pottker enfiado entre os zagueiros. A diferença fundamental entre um e outro é quanto ao posicionamento central da equipe. Com Cajá, o time ganha mais opções de lançamentos, passes mais curtos e qualidade na bola parada. Com Wendel, prevalecerá a "ligação direta" da defesa para o ataque, mas o time se fecha melhor na defesa.

Sabendo que a zaga pode ser decisiva, Yago entende que a "melhor defesa é o ataque". Para ele, a vantagem deve ser deixada de lado quando a bola rolar. "É difícil falar que a gente vai jogar pelo empate. Temos que jogar com inteligência e usar o regulamento a favor. Também sabemos que ficar esperando o Santos em nosso campo é suicídio. Se a gente ficar só se defendendo, ele vão furar", reconhece o zagueiro. Para Yago, a Macaca rende mais quando usa o contragolpe. "Temos que aproveitar as características dos nossos atacantes que são bem rápidos", justifica.

Duelo no Pacaembu

Apesar terem uma história centenária, Ponte Preta e Santos poucas vezes se enfrentaram no tradicional Pacaembu. Tanto que o duelo desta segunda-feira será apenas o quarto entre os clubes no estádio paulistano. Pelo menos 35 mil pessoas deverão lotar as arquibancadas, sendo que 1.800 serão pontepretanos.

Nessa história ainda pequena no Paulo Machado de Carvalho, o Peixe leva vantagem sobre a Macaca. Em três jogos, o alvinegro praiano venceu dois e um terminou empatado.

Porém, a equipe de Vila Belmiro alcançou apenas uma vez o placar que precisa hoje para avançar às semifinais do Paulistão. E foi no distante ano de 1979, quando bateu a Macaca por 2 a 0, com gols do centroavante Juary e do meia Aílton Lira.

No duelo mais recente entre os dois times no local, em 2013, o Peixe também venceu, com gols de Everton Costa e Montillo. A Ponte, por sua vez, descontou com Rafael Ratão, deixando o marcador em 2 a 1. Caso esse resultado volte a acontecer na noite de hoje, a classificação para a semifinal será decidida nos pênaltis.

Por fim, Peixe e Macaca ainda ficaram no 1 a 1 em outro confronto disputado no estádio paulistano. Na ocasião, em 1986, os gols foram marcados por Antonio Carlos, para o Santos, e pelo centroavante Chicão, para a Ponte Preta.

 

A torcida da Macaca, que invadiu o Pacaembu em 2013 para a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, sairá em caravana às 16h do portão principal do Majestoso. Todos ingressos colocados à disposição dos campineiros foram vendidos.

Ponte organiza ônibus de graça e 1,8 mil ingressos para jogo com o Santos

A Ponte Preta prepara um esquema para ter o máximo de apoio possível nas quartas de final contra o Santos, na próxima segunda-feira, às 20 horas, em São Paulo. A diretoria disponibilizará um ônibus gratuito para levar o Torcedor Camisa 10+ que garantir seu ingresso. Ao todo, serão 1,8 mil bilhetes reservados para a Macaca, dos quais 1,5 mil serão vendidos no Moisés Lucarelli a partir desta quinta-feira.

A comercialização dos ingressos começa nesta quinta, às 9h, na sala do TC10+ no Majestoso, ao preço de R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). A prioridade será aos associados adimplentes. Assim que comprar a entrada, o torcedor pode pedir um voucher, que dará direito à caravana organizada pela diretoria da Ponte – cada um receberá pulseira para embarque e o número da cadeira em cada transporte. A saída dos veículos está prevista para 16h de segunda-feira e vai direto ao Pacaembu.

– Assim como fizemos ao transformar o Pacaembu em Macacaembu, em 2013, mais uma vez estamos nos empenhando ao máximo para viabilizar a presença do torcedor em peso onde a Ponte vai em momentos importantes do time. A força do torcedor é fundamental neste momento e, mesmo sendo a torcida visitante na próxima segunda, podemos fazer mais barulho e dar mais força para a Macaca confirmar a vaga nas semifinais do Paulista – afirmou o vice-presidente Giovanni Dimarzio, ao site oficial.

As vendas para os torcedores não associados acontecem a partir de sexta-feira, desde que sobrem ingressos. Existe também a possibilidade de compra direto nas bilheterias visitantes do Pacaembu. No palco do jogo, 300 bilhetes estarão à disposição da torcida da Macaca, que sonha com a classificação às semifinais do Campeonato Paulista.

 

Invicta sob o comando de Gilson Kleina (três vitórias em três jogos, contra São Bento, Palmeiras e Santos), a Ponte fez 1 a 0 na primeira partida das quartas de final e joga pelo empate no Pacaembu. Uma derrota por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis. Todos os lances do confronto terão acompanhamento do GloboEsporte.com em Tempo Real.

Em jogo duro, Ponte fica no empate com o Gimnasia

A Ponte Preta pressionou bastante e até criou boas oportunidades de gol, mas não conseguiu furar a retranca bem armada pelo Gimnasia y Esgrima, nesta quarta-feira (5), no Estádio Moisés Lucareli, pela rodada de abertura da Copa Sul-Americana. Ficou no empate sem gols e agora decidirá a vaga em La Plata, no Interior da Argentina, dia 9 de maio, às 21h45.

Para avançar, poderá empatar, desde que marque pelo menos um gol ou vencer por qualquer placar. Em caso de novo empate por 0 a 0, a decisão será nos pênaltis.

O meia-atacante Lucca, que recebeu cartão vermelho depois que havia sido substituído, é desfalque certo. O volante Wendel, que cumpriu a primeira da suspensão de dois jogos pela expulsão em partida do Sport na Sul-Americana do ano passado, segue de fora.

Como era esperado, o time argentino se fechou na defesa e, com eficiência, segurou todas as tentativas da Macaca na primeira etapa. A primeira deles foi logo aos 3' quando, numa bola lançada do campo de defesa, Pottker ganhou nas costas do zagueiro, avançou até a área e bateu cruzado. Alexis Arias segurou firme.

A partir daí, não teve mais bobeira da equipe que tem a defesa menos vazada do Campeonato Argentino com apenas 11 gols sofridos em 18 jogos. Aos 23', Renato Cajá arriscou de longe e o goleiro fez uma boa defesa.

Dois minutos depois, Lucca bateu escanteio direto para o gol, mas Alexis estava atento e defendeu. Em mais uma finalização de longe, aos 31', Alexis salvou de novo.

E teve tempo para mais uma tentativa. Aos 39', Pottker limpou a jogada e, de fora da área, mandou um chute forte. Outra vez, o argentino de 24 anos segurou com firmeza. Se a Macaca atacou bastante o time visitante se limitou a mandar chutões para frente. Em nenhum momento, Aranha chegou a ser exigido.

Com a intenção de abrir espaço na zaga rival no segundo tempo, Gilson Kleina trocou o volante Jadson pelo atacante Clayson. O jogo ficou um pouco mais aberto. A Ponte passou a buscar jogadas pelos lados e o time argentino também arriscava um pouco mais.

Aos 23', após jogada pela esquerda, a Ponte reclamou pênalti no chute de Cajá que teria acertado a mão de Ibáñez. Na verdade, a bola acertou a nuca do argentino, conforme mostrou a TV.

Aos 26', Cajá bateu falta com maestria e a bola acertou a rede, pelo lado de fora. Três minutos depois, o camisa 10 jogou na área e Alexis, que saía do gol, quase foi surpreendido.

 

Aos 32', Mazzola quase marcou um cabeceio dentro da área. Foi a primeira e única chance real dos argentinos, bem defendida por Aranha.

Subscribe to this RSS feed
Sportbook sites http://gbetting.co.uk/sport with register bonuses.