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Mubarak, ex-presidente do Egito, é libertado, diz advogado

O presidente egípcio Hosni Mubarak foi libertado nesta sexta-feira (24), afirmou o seu advogado. A justiça tinha autorizado, em 13 março, que ele fosse colocado em liberdade. Ele deixou o Hospital Militar de Maadi, onde estava detido, e seguiu para sua casa, de acordo com a agência Reuters.

A principal corte de apelações do país considerou o ditador, de 88 anos, inocente no caso do assassinato de 239 manifestantes durante a revolta em 2011, que fez parte da Primavera Árabe. As vítimas morreram em um confronto das forças de segurança semanas antes de Mubarak ser forçado a deixar o poder.

Mubarak foi preso inicialmente em abril de 2011, dois meses após deixar o governo, e desde então esteve em prisões ou em hospitais militares sob forte vigilância.

Ele havia sido condenado à prisão perpétua em 2012 por conspirar para assassinar os manifestantes, semeando o caos e criando um vácuo de segurança durante uma revolta de 18 dias iniciada em janeiro de 2011, que culminou com sua deposição.

Um tribunal de apelação ordenou a organização de um novo julgamento, mas a procuradoria apelou da decisão e ordenou mais uma revisão na maior corte de apelação do país.

No julgamento do início de março, Mubarak e seu ministro do Interior foram acusados de providenciar veículos e armas usados para atacar os ativistas e de não adotar ações para evitar mortes. Sentado em uma cadeira de rodas dentro da jaula dos réus, e sem seus óculos escuros característicos, ele respondeu: "Isso não aconteceu".

O tribunal também rejeitou as demandas dos advogados das vítimas para reabrir ações civis, não deixando nenhuma opção para apelação ou novo julgamento.

Muitos egípcios que viveram durante o governo Mubarak o veem como um período de autocracia e capitalismo de compadrio, de acordo com a Reuters.

Sua queda propiciou a primeira eleição livre do Egito, mas o presidente islâmico Mohamed Mursi foi deposto depois de um ano pelo então comandante do Exército, Abdel Fattah al-Sisi, que posteriormente venceu uma eleição presidencial em 2014.

Primavera Árabe

Em janeiro de 2011, eclodiu na Tunísia uma série de protestos contra o regime autoritário do presidente Zine El Abidine Ben Ali. A deposição de Ben Ali, depois de 23 anos no poder, abre caminho para uma série de revoltas, que ficaram conhecidas como Primavera Árabe, em outros países como Egito, Líbia e Síria.

Pode-se dizer que a luta pela democracia e os direitos humanos da região foi duramente reprimida e não se desenvolveu.

No Egito, os protestos culminaram na queda do regime de Hosni Mubarak. Na Líbia, Muammar al-Gaddafi, que estava há 40 anos no poder, também caiu após um levante em Benghazi, com a intervenção da Otan, segundo a France Presse.

Na Síria, o presidente Bashar al-Assad reprimiu duramente os protestos anti-governamentais, gerando uma revolta que se transformaria em uma guerra civil que já dura seis anos e deixou um saldo de cerca de 400 mil mortos, 4,9 milhões de refugiados, mais de 6,3 milhões de deslocados internos.

 

Este conflito interno, aproveitado pelos extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) para se infiltrarem na Síria, ilustra com crueldade as desilusões da Primavera Árabe.

Estado Islâmico reivindica autoria de ataque perto do Parlamento em Londres

O estado Islâmico reivindicou nesta quinta-feira (23) a responsabilidade pelo ataque fora do Parlamento britânico, em Londres. A agência Amaq, que é ligada aos terroristas, divulgou a informação.

Quatro pessoas, entre elas o agressor, morreram no ataque e 40 ficaram feridas depois que um carro atropelou um grupo de pedestres na calçada da Ponte Westminster, perto do Big Ben, na tarde de quarta-feira (22). O terrorista, que não teve a identidade divulgada, ainda assassinou um policial a facadas. Ele foi morto a tiros pela polícia.

"O perpetrador dos ataques ontem em frente ao Parlamento britânico em Londres é um soldado do Estado Islâmico e realizou a operação em resposta aos pedidos para se atacar cidadãos da coalizão", disse a Amaq, em um comunicado, divulgado pela Reuters.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou nesta quinta que as forças de segurança já tinham investigado o autor do ataque por conexão com atividades terroristas. O agressor, que foi morto pela polícia, é britânico e não teve a identidade divulgada.

"O que posso confirmar é que o homem é britânico e que há alguns anos ele foi investigado pelo MI5 em relação a preocupações sobre extremismo violento. Ele era uma figura secundária. Ele não fazia parte do atual cenário da inteligência", declarou May no Parlamento, que retomou as atividades nesta manhã.

Sem novas ameaças

Em um pronunciamento na frente da sede da Scotland Yard, Mark Rowley declarou que até o momento não foram detectadas evidências que apontem para "novas ameaças terroristas". No entanto, o Reino Unido siga em alerta.

O Parlamento retomou as atividades nesta quinta-feira após um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. O perímetro ao redor do imóvel permanece, no entanto, isolado e a estação de metrô de Westminster fechada ao público.

A Ponte de Westminster, onde os investigadores continuam trabalhando, também está fechada ao público, segundo a France Presse.

Vítimas

 

O policial que foi morto após ser esfaqueado foi Keith Palmer, de 48 anos. almer integrava o Serviço de Proteção Parlamentar e Diplomática da polícia de Londres, segundo a BBC. O ex-militar trabalhava havia 15 anos na corporação, era casado e tinha filhos.

Aysha Frade, de 43 anos, foi atingida pelo carro do agressor e lançada em direção a um ônibus. Ela ia se encontrar com as filhas no momento do ataque, de acordo com o jornal "Daily Mail". A terceira vítima foi um homem de meia-idade, que ainda não foi identificado. A identidade do terrorista é mantida em sigilo pela polícia.

Quarenta pessoas se machucaram no ataque - entre eles três policiais. Uma mulher, gravemente ferida, foi retirada do Rio Tâmisa. Na manhã desta quinta, 29 pessoas permaneciam hospitalizadas - sendo que sete delas estão em estado grave.

Entre os feridos estão 12 britânicos e vários estrangeiros: crianças francesas, dois romenos, quatro sul-coreanos, um alemão, um chinês e dois gregos, de acordo com a primeira-ministra.

 

A rainha Elizabeth II divulgou uma mensagem sobre o ataque. “Meus pensamentos, orações e minha compaixão mais profunda estão com todos os afetados por essa terrível onda de violência”, afirmou.

Terremoto provoca pânico entre turistas em Bali

Um terremoto sacudiu nesta quarta-feira (22) a ilha indonésia de Bali, provocando pânico entre os turistas, que abandonaram hotéis, segundo autoridades. Não há informações sobre vítimas.

O epicentro do tremor, de magnitude 5,5, foi situado cerca de 10 km a nordeste de Denpasar, capital de Bali, não muito distante dos bairros turísticos da Ilha, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Apesar de sua profundidade, 118 km sob o mar, o terremoto - ocorrido às 7h (20h em Brasília) - sacudiu Denpasar durante cinco segundos, informou a agência indonésia de catástrofes naturais.

"Dezenas de nossos hóspedes saíram correndo de seus quartos durante o tremor", disse Nyoman Pasek, funcionária de um hotel de Kuta, um dos bairros turísticos mais populares da ilha. "Tudo está sob controle e a normalidade voltou", acrescentou.

 

O terremoto também provocou um breve momento de pânico em Lombol, outra ilha turística, vizinha a Bali.

FBI admite que apura se Rússia agiu em eleição

O diretor do FBI, James Comey, confirmou pela primeira vez nesta segunda-feira uma investigação conduzida desde o ano passado sobre uma possível “coordenação” entre integrantes da campanha de Donald Trump e o governo russo antes das eleições presidenciais. Comey também refutou publicamente Trump, que acusou no Twitter o seu antecessor Barack Obama de grampear os telefones da Trump Tower durante a campanha eleitoral.

Enquanto Trump tacha os supostos laços de sua equipe com Moscou de “notícias falsas”, Comey quebrou o tradicional silêncio do FBI ao confirmar que sua agência está interessada em se aprofundar na complexa polêmica russa que circunda a presidência do magnata.

O FBI “está investigando os esforços do governo russo para interferir na eleição presidencial de 2016”, declarou Comey durante a sessão, transmitida por várias emissoras. Ele assinalou que “isso inclui investigar a natureza dos laços entre indivíduos associados à campanha de Trump e o governo russo, e se houve alguma coordenação entre a campanha e os esforços da Rússia”.

Declarou que a investigação remonta à julho de 2016, em plena campanha, quando o governo soube que hackers estavam atacando os terminais e meios de comunicação do Partido Democrata. Mas se recusou a citar nomes ou adiantar a raiz dessas relações entre algumas pessoas do entorno de Trump e do governo russo. “Investigar e ter provas são duas coisas diferentes”, comentou o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer. “Nada mudou”, acrescentou.

A declaração de Comey confirmou semanas de relatos divulgados nos meios de comunicação americanos, segundo os quais a Polícia Federal investigava a acusação de que a surpreendente vitória de Trump sobre a democrata Hillary Clinton foi ajudada pela Rússia. Em janeiro, a Inteligência americana concluiu que a Rússia tentou interferir nas eleições de novembro a favor de Trump, o que Moscou nega.

O chefe da comissão, o deputado republicano Devin Nunes, iniciou a sessão afirmando que esse painel “não viu evidências até então de que membros da campanha conspiraram com agentes russos”. Mas o democrata Adam Schiff detalhou uma lista de supostos vínculos e comunicações entre a equipe de Trump e a Rússia. “É possível que todos esses eventos e relatórios sejam completamente desconexos e (não sejam) nada além de uma completa e infeliz coincidência? Sim, é possível”, assinalou.

“Mas também é possível que não seja coincidência, que não estejam desconectados e não sejam desconexos”, acrescentou.

Diretor nega suposto grampo de telefones por Obama

Quando a audiência tratou sobre a acusação feita por Donald Trump no Twitter de que Barack Obama grampeou os telefones de sua base de operações em Nova York, o diretor do FBI, James Comey, foi categórico. O FBI “não tem informações que corroborem com esses tuítes”, disse, explicando que essa afirmação é compartilhada pelo Departamento de Justiça.

 

“Nenhum presidente poderia” ordenar esse tipo de escuta, explicou. E destacou o “rigor” do procedimento jurídico necessário para grampear os telefones dos cidadãos americanos, o que implica na assinatura de um juiz especializado. Trump publicou em 4 de março no Twitter que Obama “grampeou” seu telefone, uma acusação que concentrou o debate político em Washington. A Casa Branca sugeriu na semana passada, citando um comentarista conservador, que a agência de espionagem britânica GCHQ cooperou com Obama na suposta espionagem. O chefe da Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês), o almirante Mike Rogers, rechaçou essa acusação, assinalando que ia contra o acordo de cooperação sobre Inteligência entre os Estados Unidos e seus principais aliados. “Não vi nada por parte da NSA de que foi feita tal coisa ou que alguém tenha nos pedido”, disse Rogers durante a sessão. (AFP)

Coreia do Norte diz que lançará um ataque nuclear “caso um único tiro seja disparado” em seu território

A Coreia do Norte disse esse mês que irá retaliar com um ataque nuclear “caso um único tiro seja disparado” em confrontos com as forças americanas e sul-coreanas.

A declaração, emitida no dia 8 de março pelo ministério das relações internacionais da Coreia do Norte, culpa os Estados Unidos pelas crescentes tensões nucleares na península coreana, descrevendo as ações americanas como “indisfarçáveis movimentos em direção à guerra nuclear”.

A declaração diz: “O exército do povo coreano reduzirá as agressões e provocações a cinzas com seus invencíveis foguetes Hwasong, equipados com ogivas nucleares, defendendo de forma confiável a segurança do país e a felicidade do seu povo caso os Estados Unidos ou a Coreia do Sul disparem um único tiro no território da Coreia do Norte.

A Coreia do Norte afirma que realizou cinco testes nucleares bem sucedidos e acredita-se que eles possuem mais de 10 ogivas, segundo estimativas feitas pelo instituto de ciência e segurança internacional de Washington.

Não se sabe exatamente se o país possui algum armamento capaz de atingir os Estados Unidos.

O professor Siegfried S Hecker, da Universidade de Stanford, disse que “precisamos presumir que a Coreia do Norte esteja projetando ogivas nucleares que possam ser usadas em mísseis de curto e talvez médio alcance”.

As tensões entre a ditadura da Coreia do Sul e os Estados Unidos aumentaram essa semana após o secretário de estado Rex Tillerson dizer que 20 anos de sansões contra o país “falharam” e que uma ação militar é uma opção a ser considerada. 

Tillerson disse: “certamente não queremos que as coisas cheguem ao ponto de um conflito militar”.

 

“Se eles continuarem levando seu programa de armas até um nível que acreditamos demandar uma resposta militar, essa será uma opção a ser considerada”.

Sacolas com partes humanas são encontradas em estrada no sul do México

 

 

 

As autoridades mexicanas encontraram nesta segunda-feira seis sacolas pretas com pedaços humanos na estrada que liga a capital do país ao porto de Acapulco, informaram fontes da Promotoria do estado de Guerrero.

As bolsas foram abandonadas na Estrada do Sol, perto da saída de Chilpancingo, capital de Guerrero, sem que até o momento se conheça o número de corpos colocados nelas. Vários policiais e peritos foram ao local para investigar o caso. 

Recentemente, três homens foram assassinados em Chilpancingo: dois foram achados no bairro Panorámica com as mãos algemadas e o outro foi encontrado no bairro Los Manantiales.

De acordo com fontes oficiais, a capital de Guerrero vive uma luta entre as organizações criminosas pelo controle do território. Situado no sul do México, Guerrero é um dos estados mais pobres e violentos do país, com centenas de assassinatos desde o desaparecimento dos 43 estudantes da escola normal de Ayotzinapa, em setembro de 2014. EFE

 

 

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Proposta de Trump prevê separar mães e filhos que cruzarem fronteira

 

 

 

Uma proposta de separar as mães e os filhos que atravessarem a fronteira dos Estados Unidos ilegalmente está sendo analisada pelo Departamento de Segurança Interna do país. Se aprovada a medida, os pais ficariam presos durate o processo de deportação e as crianças seriam mantidas sob custódia do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (DHS), até que possam ser colocadas aos cuidados de parentes que vivam nos Estados Unidos ou algum tutor indicado pelo Estado.

As famílias que entram ilegalmente no país atualmente são soltas rapidamente e autorizadas a ficar no país até que o processo de contestação de deportação ou pedido de asilo seja julgados. A política foi apelidada pelo presidente norte-americano de "prende e solta".

Em defesa da proposta, o DHS enviou um comunicado à agência de notícias "Reuters' informando que a viagem é perigosa especialmente para as crianças e que muitas delas acabam sendo "exploradas, abusadas e até podem perder a vida".

Deputados republicanos alegam que as mães estão dispostas a arriscar a vida delas e dos filhos na viagem porque sabem que serão soltas rapidamente e as audiências levarão anos para serem realizadas.

 

No entanto, há muita gente que discorde da ação. O deputado democrata no Texas, Henry Cuellar, disse em nota que este é o momento em que "deixamos a segurança de fronteira e entramos na violação de direitos humanos. Separar mulheres de seus filhos é errado. Ponto final".

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Empresa contrata segurança particular para funcionários após erro no Oscar

 

 

 

Los Angeles (EUA.), 2 mar (EFE).- Os dois funcionários da PricewaterhouseCoopers (PwC) responsáveis pelo erro que aconteceu na entrega do prêmio de melhor filme na cerimônia do Oscar receberam da empresa segurança particular devido à aglomeração de pessoas desconhecidas em frente a suas casas.

"Isto não é algo com o que normalmente lidamos", indicou nesta quinta-feira um representante da empresa à revista "The Hollywood Reporter", "mas a companhia considerou necessário tomar essa medida pela quantidade de gente reunida em frente a suas casas".

O porta-voz da empresa confirmou a contratação de guarda-costas para Brian Cullinan, consultor da Pwc que entregou o envelope errado aos apresentadores do Oscar de melhor filme, e sua colega, Martha Ruiz.

Além disso, o representante assegura que a companhia recebeu centenas de e-mails anônimos com críticas e comentários agressivos sobre suas ações do domingo passado.

Nas últimas horas, veículos de imprensa especializados publicaram imagens de Cullinan tirando fotos momentos antes de cometer o erro.

O funcionário também publicou uma imagem (que depois decidiu apagar) de Emma Stone com a estatueta de melhor atriz antes do anúncio do prêmio de melhor filme.

Embora ambos sigam vinculados a Pwc, Culluinan e Martha "já não estarão na equipe que trabalha para a Academia de Hollywood", assegura a imprensa local.

A Pwc, uma das principais empresas de consultoria do mundo, tem a Academia de Hollywood como cliente há 83 anos, o que incluiu a gestão e custódia dos cartões com os nomes dos ganhadores do Oscar.

Na cerimônia realizada no último domingo, Cullinan entregou aos atores Faye Dunaway e Warren Beatty um envelope errado, o que os levou a proclamar como vencedor na categoria de melhor filme "La La Land: Cantando Estações", quando o prêmio na verdade tinha sido concedido a "Moonlight: Sob a Luz do Luar".

Após a gafe, a Pwc assumiu "total responsabilidade pela série de erros dos protocolos estabelecidos durante a noite do Oscar".

"Cullinan se equivocou e entregou o envelope com o prêmio de melhor atriz ao invés de melhor filme" aos encarregados de anunciar o último prêmio da noite, explicou a empresas.

O funcionário é desde 2014 o membro da Pwc responsável da relação da companhia com a Academia de Hollywood, incluindo a apuração dos votos, destaca a página oficial da companhia.

Martha, que está há 19 anos na Pwc, é a corresponsável do processo de apuração e ambos eram os encarregados de dar os envelopes com os nomes dos ganhadores aos apresentadores.

 

Veículos de imprensa americanos asseguram que a Pwc e a Academia de Cinema de Hollywood decidirão no próximo dia 29 de março o futuro de sua parceria. EFE

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Erro do Oscar pode colocar reputação de empresa de auditoria em risco

 

 

 

Por 82 anos, o acompanhamento do processo de votação e entrega dos resultados do Oscar tem sido confiado à PwC, empresa global e centenária, responsável pela consultoria e auditoria de balanços financeiros de grandes companhias.

No entanto, um erro na apresentação do prêmio mais esperado da cerimônia deste domingo (26), o de "melhor filme", pode colocar sua reputação global em risco, segundo análise do mercado.

De acordo com Nigel Currie, um especialista independente em Londres, com décadas de experiência na indústria, esse erro é "tão ruim quanto podemos imaginar", disse à agência AP. "Eles tinham um trabalho muito simples para fazer e acabaram transformando em uma bagunça. Eles terão de conversar muito para lidar com essa crise."

A PwC é uma das chamadas "Big Four", as quatro grandes empresas de auditoria do mundo - PwC, Deloitte, KPMG e EY. O negócio delas é justamente "emprestar" sua credibilidade às empresas, dando sua chancela aos balanços financeiros e fazendo uma análise criteriosa, por exemplo, de avaliações de preços de companhias em processos de fusão e aquisição.

No caso da cerimônia do Oscar, a PwC dá credibilidade ao processo de divulgação do resultado. A empresa é responsável por contar os votos dos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Apenas dois sócios da PwC envolvidos no projeto conhecem os vencedores de cada categoria do Oscar antes da cerimônia. É também responsabilidade deles entregar os envelopes com os nomes dos vencedores para os apresentadores do Oscar. Foi nessa etapa final que ocorreu o erro na cerimônia deste ano.

Profissionais conhecidos no mercado como "gerentes de crise" afirmam que a PwC não tem outra opção a não ser "ir de frente" e explicar exatamente o que aconteceu para conter danos maiores à sua reputação e marca e traçar um caminho para que não haja repetição [de um erro como esse].

Para Robinson-Leon, do Grupo Gordon, "isso pode acontecer uma vez e haverá perdão, mas não pode acontecer duas vezes". "Se eles voltassem a fazer isso, poderia haver um impacto sobre a marca. Mas se isso for um incidente isolado, o impacto a longo prazo na marca será mínimo", afirmou à AP.

Nesta segunda-feira, a PricewaterhouseCoopers também divulgou um pedido de desculpa e esclarecimento. A nota cita nominalmente o funcionário Brian Cullinan, tanto pela entrega errada do envelope quanto pela demora em corrigir o erro (foram mais de dois minutos entre o anúncio errado e o esclarecimento).

Ele deu ao apresentador Warren Beatty o envelope errado, de melhor atriz (Emma Stone, de "La la land"). Confuso, o apresentador e sua colega Faye Dunaway acabaram lendo o vencedor errado. Brian Cullinan postou foto de Emma Stone no Twitter minutos antes do anúncio errado.

"A PWC assume inteira responsabilidade sobre a série de erros e desvios de protocolo que aconteceram na noite do Oscar. O parceiro da PWC Brian Cullinan erroneamente entregou o envelope reserva de melhor atriz em vez do envelope de melhor filme para os apresentadores Warren Beatty e Faye Dunaway. Assim que o erro ocorreu, protocolos de correção não foram seguidos com velocidade suficiente por Cullinan e sua colega.

Pedimos profundas desculpas pela decepção sofrida pelo elenco e equipe de "La la land" e "Moonlight". Nós sinceramente pedimos desculpas a Warren Beatty, Faye Dunaway, Jimmy Kimmel, ABC e a Academia, nenhum deles é culpado pelos erros da noite. Nós gostaríamos de demonstrar nossa profunda gratidão a cada um deles pela generosidade que demonstraram durante um momento tão difícil.

Nos últimos 83 anos a Academia confiou à PWC a integridade do processo de premiação durante a cerimônia, e na noite passada nós falhamos com a Academia."

A Academia de Hollywood, responsável pelo Oscar, também divulgou na noite de segunda-feira (27) um comunicado sobre o anúncio errado de melhor filme na cerimônia de domingo (26). Leia abaixo:

"Lamentamos profundamente os erros cometidos durante a apresentação da categoria de Melhor Filme durante a cerimônia do Oscar de ontem à noite. Pedimos desculpas a todo o elenco e equipe de "La La Land" e "Moonlight", cuja experiência foi profundamente alterada por esse erro. Saudamos a tremenda graça que exibiram sob as circunstâncias. Para todos os envolvidos - incluindo os nossos apresentadores Warren Beatty e Faye Dunaway, os cineastas, e os nossos fãs assistindo no mundo inteiro - pedimos desculpas.

Nos últimos 83 anos, a Academia confiou à PwC [empresa de auditoria] o tratamento do processo crítico de tabulação, incluindo a entrega precisa dos resultados. A PwC assumiu total responsabilidade pelas violações dos protocolos estabelecidos que ocorreram durante a cerimônia. Passamos a noite passada e hoje investigamos as circunstâncias e determinaremos quais ações são apropriadas para o futuro. Estamos firmemente empenhados em defender a integridade do Oscar e da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas."

Veja o que aconteceu

"Moonlight" foi escolhido melhor filme do Oscar após confusão com os apresentadores Faye Dunaway e Warren Beatty, que anunciaram o vencedor errado. Os atores apresentavam a categoria final, neste domingo (26), e disseram que "La La Land" havia levado a estatueta, após erro da organização do evento. VEJA passo a passo o que aconteceu.

A equipe subiu ao palco para receber o prêmio. Após 2 minutos e 23 segundos, foi informada do erro e esclareceu que o vencedor era "Moonlight". Beatty e Faye estavam, na verdade, com o envelope da vencedora de Melhor Atriz (Emma Stone, de "La La Land").

Ao abrir o envelope, Beatty ficou olhando para o papel com o nome do vencedor, como se algo estivesse errado. Ele ficou 20 segundos sem saber o que fazer: a plateia pensou que era uma brincadeira. Até deu risada. O ator de 79 anos é conhecido pelo bom humor.

Então, Faye pegou o papel da mão do ator e leu: "La La Land". Foi quando a equipe do filme se abraçou e foi receber a estatueta. Os produtores (Fred Berger, Jordan Horowitz e Marc Platt) discurssaram, mas foram avisados da confusão. "Há um erro, 'Moonlight', caras, vocês ganharam melhor filme. Isso não é uma brincadeira, acho que eles leram a coisa errada", disse Horowitz.

 

"Moonlight" levou ainda a estatueta de roteiro adaptado e de ator coadjuvante, para Mahershala Ali. "La La Land: Cantando Estações" ganhou seis prêmios: atriz, diretor, música original, trilha sonora, fotografia e design de produção. Damien Chazelle se tornou o mais jovem a ganhar como diretor. Casey Affleck levou o Oscar de ator por "Manchester à Beira-mar", filme que ganhou também a estatueta de roteiro original.

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Papa pede ajuda urgente para mitigar surto de fome no Sudão do Sul

 

 

 

O Papa Francisco pediu nesta quarta-feira (22) uma ajuda humanitária urgente para os esfomeados do Sudão do Sul, dizendo que milhões de pessoas correm o risco de ser "condenadas à morte" pela fome em partes do país assolado por uma guerra.

"Agora, mais do que nunca, deveria existir um compromisso de todos de não somente falar, mas contribuir para a ajuda alimentar e permitir que ela chegue às populações sofridas", disse ele a dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça São Pedro para sua audiência semanal.

Francisco disse que milhões de pessoas, inclusive muitas crianças, estão sendo "condenadas à morte pela fome".

Desde 2013 o Sudão do Sul está mergulhado em uma guerra civil que o papa chamou de "fratricida". O presidente sul-sudanês, Salva Kiir, cujo governo declarou um surto de fome na segunda-feira, prometeu que as agências de socorro terão acesso seguro aos civis vitimados pela fome.

A Organização das Nações Unidas (ONU) diz não ter conseguido chegar a algumas das áreas mais afetadas devido à insegurança.

O Sudão do Sul vem sendo prejudicado pela mesma seca do sudeste africano que deixou a Somália à beira de um surto de fome seis anos depois de 260 mil pessoas morrerem de desnutrição.

 

Quase 1,4 milhão de crianças estão em "risco iminente" de morrer em decorrência da fome na Nigéria, Somália, no Sudão do Sul e no Iêmen, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef, na sigla em inglês) na terça-feira.

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