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Ataque armado contra cristãos deixa mortos no Egito

Um ataque armado contra dois ônibus e uma caminhonete que transportavam cristãos coptas deixou 26 mortos e 25 feridos no Cairo, no Egito, nesta sexta-feira (26), segundo a CNN e Reuters. Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

O governador da província de Minya, Essam al-Bedaiwy, afirmou que o grupo ia para um mosteiro no sul da capital egípcia. A CNN afirma que, entre as vítimas, estão homens, mulheres e crianças.

O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, convocou uma reunião de emergência com os serviços de segurança após o ataque.

A província de Minya abriga uma comunidade de tamanho considerável da minoria cristã, que representam cerca de 10 % da população de 92 milhões do Egito.

Eles foram alvo de uma série de ataques letais em meses recentes. Em 9 de abril, um Domingo de Ramos, explosões em duas igrejas cristãs coptas em Tanta e Alexandria deixaram ao menos 44 mortos e mais de 100 feridos. Os ataques foram reivindicados pelo Estado Islâmico.

 

Segundo a Reuters, 70 pessoas morreram em ataques contra comunidades coptas desde dezembro.

Morador de rua que socorreu vítimas de ataque em Manchester recebe oferta de lugar para viver

Um morador de rua de Manchester foi chamado de "herói" depois de ajudar vítimas do ataque à bomba de segunda-feira em um ginásio da cidade. Ele retirou pregos dos braços e rostos de crianças feridas antes da chegada dos paramédicos.

Chris Parker, de 33 anos, também confortou uma menina de 8 anos gravemente ferida e uma mulher de cerca de 60 anos que morreu em seus braços. Ele disse a jornalistas locais que "não parou de chorar" desde então.

Parker pedia esmola no saguão da Manchester Arena quando ocorreu a explosão - deixando 22 mortos e 64 feridos.

Depois que a notícia sobre suas ações se tornou viral, acabou recebendo uma oferta de moradia, feita por Dave Sullivan, filho de um dirigente do time de futebol West Ham, de Londres.

"Estamos falando com uma organização de caridade e eles vão facilitar isso. Só queria ajudá-lo, fazer algo por ele, já que ele está ajudando tanta gente", disse Sullivan à rádio BBC 5 Live.

Parker nega, no entanto, que suas ações tenham sido fruto de heroísmo.

"Há muitas pessoas boas em Manchester. Outro dia, uma mulher e um homem gastaram 100 libras (cerca de R$ 420) em equipamento de camping para mim. Não se trata só de receber, mas de dar algo de volta para a comunidade que está me ajudando também", disse à BBC.

"Pessoas vieram apertar minha mão e me chamar de herói, mas eu não sou herói. Estou fazendo algo que qualquer pessoa faria, especialmente quando há crianças envolvidas e as pessoas estão feridas e precisam de ajuda. Gosto de pensar que qualquer pessoa faria o mesmo."

Mãe

O paradeiro de Chris Parker surpreendeu sua mãe, Jessica, que não o via pessoalmente havia cinco anos. "Eu não sabia que ele estava sem ter onde morar", disse à BBC.

Ela viu o filho, que acreditava estar vivendo com a namorada, no noticiário, e está tentando contatá-lo.

"Só quero voltar a entrar em contato, ajudá-lo e dar apoio. Ele teve uma vida problemática, mas, no fundo, tem um coração bom e é muito corajoso."

Chris disse à BBC que "não tem sido muito esperto com sua saúde", mas não esclareceu quais são seus "problemas".

Jessica Parker, que vive em Norfolk, disse que iria a Manchester para procurar pelo filho.

"Eu estou muito preocupada com ele. Quero que ele entre em contato, mas se ele não me quiser lá, tudo bem", afirmou.

 

Além da casa que lhe foi oferecida, Parker também deve receber mais de 34 mil libras (cerca de R$ 144 mil) arrecadadas em uma campanha organizada pela internet para ajudá-lo.

Atentado terrorista deixa mortos em show de Ariana Grande em Manchester

Uma explosão matou 22 pessoas e feriu outras 59 nesta segunda-feira (22) perto da Manchester Arena, no Reino Unido, de acordo com a polícia local, que trata o caso como um "incidente terrorista". Há crianças entre os mortos, mas esse número ainda não foi divulgado.

Inicialmente, a polícia informou que a explosão havia deixado 19 mortos. Na madrugada desta terç (23), porém, o chefe de polícia de Manchester, Ian Hopkins, atualizou o número de mortos para 22.

“Posso confirmar que há crianças entre os mortos”, afirmou Hopkins.

O agente policial informou que há uma investigação em curso para identificar o responsável pelo ataque e para descobrir se o homem atuou sozinho ou como parte de uma rede terrorista.

Hopkins confirmou que o homem morreu na detonação da explosão, mas não explicou se ele está incluindo entre os 22 mortos anunciados.

O estrondo foi ouvido por volta das 22h35 (18h35, no horário de Brasília) ao final do show da cantora americana Ariana Grande, que tem um público majoritariamente formado por crianças e adolescentes. Segundo a Manchester Arena, o incidente ocorreu do lado de fora, em um espaço público.

Fontes de inteligência dos Estados Unidos disseram à rede CNN que investigadores identificaram um homem no local como um provável suicida.

Um representante da gravadora de Ariana disse à revista "Variety" que ela está "ok". Segundo relatos e vídeos publicados em redes sociais, houve correria na saída do show. Ariana disse, mais tarde, que está 'despedaçada'.

A Manchester Arena é um ginásio usado para shows e eventos esportivos com capacidade para 21 mil pessoas. A conta oficial do local afirma que o incidente ocorreu do lado de fora, numa área pública.

Não está claro o que causou o estrondo. Algumas testemunhas disseram a veículos da imprensa local que ouviram dois estouros. Os serviços de emergência estão no local. O serviço britânico de trens bloqueou as linhas que saem da estação Victoria, que fica em frente à arena.

Um usuário do Twitter postou o vídeo gravado dentro de um carro que diz ser do momento em que houve a explosão. "Se olhar para a esquerda você vê a explosão e ouve o estouro", afirmou:

A primeira-ministra britânica Theresa May disse que o governo trabalha para esclarecer o caso. "Estamos trabalhando para estabelecer todos os detalhes do que está sendo tratado pela polícia como um atroz ataque terrorista. Todos os nossos pensamentos estão com as vítimas e as famílias daqueles que foram afetados", disse May. A premiê deve presidir uma reunião de emergência na manhã desta terça-feira.

A polícia fez uma explosão controlada no jardim da Catedral, também próxima à arena. A rede BBC tinha informado que havia um objeto suspeito, mas a polícia afirmou que eram apenas roupas abandonadas.

Paramédicos ouvidos por um repórter da BBC no local disseram que as vítimas estão sendo tratadas como feridos por "estilhaços".

A polícia da cidade pediu pelo Twitter que as pessoas ficassem longe da região. Uma fã da cantora que estava dentro da arena postou um vídeo que mostra a confusão. Veja abaixo:

'Explosão'

Uma pessoa identificada como Hannah, que estava no show, disse ao jornal "The Guardian" que houve "uma explosão muito forte, ouvida de dentro da Arena de Manchester, e ela tremeu, então todos gritaram e tentaram sair". "Quando chegamos lá fora, muitos policiais vieram correndo em direção à área e a estação ferroviária Victoria foi cercada." Hannah disse que havia pessoas gritando e chorando, e dizendo que haveria uma bomba e um atirador.

Michael Worrall, repórter do canal ITV News foi ao local e disse que viu pessoas saindo da arena com a roupa suja de sangue. Testemunhas disseram a ele que ouviram duas explosões. Este repórter gravou a chegada de um carro do esquadrão antibomba ao local.

 

Catherine Macfarlane, que estava dentro da arena, disse à agência Reuters que as pessoas tentavam sair do local gritando. "Estávamos saindo e, quando estávamos bem na porta, houve uma grande explosão e todos começaram a gritar", afirmou. "Foi uma explosão enorme - você podia semtir no peito. Foi caótico".

Suzy Mitchell, de 26 anos, cujo apartamento está em frente ao local, relatou um enorme estrondo que fez tremer o bairro. Ela disse à agência PA: "Ouvi um enorme estouro da minha cama, e fui para a frente do meu apartamento. Vi todo mundo fugindo em grandes grupos. O estouro foi tão grande que ouvi do meu quarto que está na parte de trás dos blocos de apartamentos". "Agora, muitos veículos de emergência vão e vêm. Mas não consigo ver nada de substancial, exceto pessoas fugindo e muitos carros", acrescentou.

 

 

 

Coreia do Norte diz que míssil testado está pronto para produção em massa

A Coreia do Norte disse nesta segunda-feira (22) que testou com sucesso um míssil balístico intermediário que satisfez todos os requisitos técnicos e que agora pode ser produzido em massa, indicando avanços em sua ambição de ser capaz de atingir os Estados Unidos, segundo a Reuters.

Pyongyang lançou o míssil nas águas de sua costa leste no domingo (21), em seu segundo teste em uma semana, o que a Coreia do Sul disse acabar com as esperanças de seu novo governo liberal, comandado pelo presidente Moon Jae-in, de paz entre os países vizinhos.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, supervisionou o teste do míssil Pukguksong-2, que confirmou orientação confiável da ogiva nuclear em fase tardia e o funcionamento de um motor de combustível sólido, informou a agência de notícias estatal KCNA.

A agência relatou que Kim disse que o Pukguksong-2 satisfez todas as especificações técnicas necessárias e por isso deve ser produzido em massa e utilizado pela unidade de batalha do Exército Popular da Coreia.

 

No último dia 15, Pyongyang lançou o Hwasong 12, um novo míssil de médio alcance que foi avaliado como um avanço importante na corrida armamentista do regime norte-coreano.

Explosão de mina no Afeganistão mata 11 membros da mesma família

Pelo menos 11 membros de uma mesma família, quase todos mulheres e crianças, morreram nesta sexta-feira (19) após a explosão de uma mina durante a passagem do veículo no qual viajavam na província de Logar, no leste do Afeganistão, informou uma fonte oficial.

A explosão aconteceu às 10h15 local (2h45, em Brasília) em Zarghoon, quando a família se dirigia a um casamento, indicou em comunicado o governador estadual, Mohammad Halim Fidai.

O governador detalhou que entre as vítimas estão cinco mulheres e cinco crianças e acrescentou que a detonação também deixou outras três pessoas feridas.

Nenhum grupo reivindicou por enquanto a autoria da explosão.

A colocação de minas e artefatos explosivos improvisados é uma tática comum tanto entre os talibãs como do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) para frear o avanço das forças de segurança em zonas com combates ou simplesmente como forma de ataque.

No entanto, na prática, as minas causam um grande número de baixas civis.

O número de crianças mortas no conflito afegão aumentou 17% no primeiro trimestre de 2017 frente ao mesmo período do ano prévio, até chegar a 210 mortos, enquanto o de mulheres teve um aumento de 54%, segundo dados da missão da ONU no Afeganistão (Unama).

 

 

Desde o fim da missão de combate da Otan em janeiro de 2015, os talibãs foram ganhando terreno em diversas partes do país e atualmente controlam, têm influência ou disputam com o governo pelo menos 43% do território, segundo estimativas americanas.

Imprensa internacional repercute reportagem que cita gravação de Temer

A imprensa internacional repercute nesta quarta-feira (17) a reportagem do jornal "O Globo" que cita a gravação do presidente Michel Temer, na qual o presidente teria dado seu aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato.

Nos Estados Unidos, o "The New York Times" informou que o presidente brasileiro endossou propina de empresários em fita secreta, enquanto o "Washington Post" reportou que o líder brasileiro nega relato de que endossou pagamento de propina para ex-deputado.

No Canadá, o "The Globe and Mail" escreveu que a crise política brasileira se aprofunda e que o presidente Temer foi supostamentre gravado combinando propina.

O site do jornal argentino “El Clarín”, que reporta a notícia em sua manchete, informa que a gravação foi entregue pelo dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, ao Ministério Público.

O jornal lembra que “Cunha não foi qualquer personagem da história do impeachment contra [a ex-presidente] Dilma. Na realidade, foi o homem que desatou o processo e que logo conduziu com respaldo de uma grande maioria da Câmara”.

A agência econômica americana Bloomberg noticiou que um fundo ETF brasileiro comercializado em Tóquio caiu 8% logo após o aparecimento da notícia. Como forma de mostrar a repercussão no ambiente de negócios, a reportagem também cita o presidente de uma associação de bares, Claudio Lamachia, que pede "respostas imediatas" à sociedade. "Os brasileiros não podem continuar vivendo com dúvidas em relação a seus representantes", afirma.

O jornal espanhol "El Mundo" também repercute o caso, afirmando que a gravação pode ser "letal" para Temer. "O áudio, cuja existência foi revelada nesta quarta, poderia ser letal para o governo Temer, já que pela primeira vez emerge com clareza um suposto delito cometido durante o exercício de seu mandato", diz a notícia.

A britânica BBC publicou reportagem dizendo que as alegações contra Temer "geraram ondas de choque em todo o país", e que um político já entrou com um pedido de impeachment contra o presidente -- o deputado Alessandro Molon (Rede - RJ).

A Deutsche Welle, da Alemanha, noticia o caso observando que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, cancelou a sessão parlamentar após saber da notícia e que a revelação "causou comoção na opinião pública brasileira, que especulava as graves consequências para Temer e seu governo.

 

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência disse que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar".

Quase metade dos americanos querem impeachment de Trump, aponta pesquisa

Uma  pesquisa publicada nesta terça-feira (16) pela empresa Public Policy Polling aponta que 48% dos americanos querem um processo de impeachment contra o presidente dos EUA, Donald Trump.

Essa porcentagem é maior do que os 41% que se opõem a Trump passar pelo processo de impeachment, algo que só ocorreu em duas oportunidades na história do país.

O Congresso iniciou, mas nunca finalizou, o impeachment dos presidentes Andrew Johnson (1829-1837) e Bill Clinton (1993-2001), enquanto a possibilidade do julgamento político forçou a renúncia de Richard Nixon em 1974.

Só 43% dos indagados consideram que Trump finalizará seus primeiros quatro anos de mandato.

Além disso, a pesquisa, com uma margem de erro de 3,7%, situa o apoio à gestão do presidente em 40%, enquanto 54% se mostraram contra Trump, que foi incapaz de superar com clareza mais de 40% de popularidade desde que chegou ao poder em janeiro.

James Comey

A pesquisa foi realizada com 692 adultos entre 12 e 14 de maio, depois que Trump demitiu de maneira surpreendente o diretor do FBI James Comey e relacionou posteriormente sua saída à investigação que a agência lidera sobre a possível coordenação da campanha eleitoral do republicano com o Governo russo.

Esse demissão foi a pior crise em uma administração que esteve repleta de escândalos desde seu primeiro dia, e que não parece ser capaz de acabar com as dúvidas sobre a capacidade de Trump para dirigir o governo e iniciar as reformas legislativas que propôs, apesar de os republicanos controlarem o Congresso.

O processo de impeachment pode ser iniciado pela maioria simples da Câmara de Representantes, embora posteriormente o julgamento político seja realizado pelo Senado com o magistrado chefe do Supremo Tribunal presidindo as audiências.

 

O Senado é o encarregado de declarar culpado um presidente com dois terços (67) dos votos da Câmara Alta e destituí-lo do poder, algo que nunca aconteceu na história do país.

Nova teoria liga Coreia do Norte a ciberataque global com vírus WannaCry

Quem está por trás do ciberataque global? Uma nova teoria aponta para a Coreia do Norte, mas o que se sabe até agora não é nem um pouco conclusivo.

Você pode nunca ter ouvido falar do Grupo Lazarus, mas provavelmente conhece seu trabalho. O enorme vazamento de dados do estúdio Sony Pictures em 2014 e outro envolvendo um banco de Bangladesh em 2016 foram atribuídos a ele. Acredita-se que o grupo atue a partir da China, mas sob o comando de norte-coreanos.

Especialistas em segurança estão estabelecendo com cautela ligações entre o Lazarus e o recente ataque que afetou milhares de computadores em mais de 150 países, após uma descoberta feita pelo pesquisador do Google Neel Mehta.

Ele identificou semelhanças entre o código do vírus WannaCry, usado no ataque, e outros tipos de software que teriam sido criados pelo Lazarus no passado. É uma evidência pequena, mas há outras pistas que seguem na mesma direção.

Alan Woodward, especialista em segurança, destaca que os registros de horários no código original do WannaCry estão ajustados de acordo com o fuso horário chinês.

Uma vez dentro do computador da vítima, o vírus assume o controle sobre seus arquivos, bloqueando o acesso, e exige US$ 300 (R$ 937) para devolver o comando ao usuário.

Este pedido deste resgate está quase inteiramente em inglês, mas o texto parece ter sido traduzido por uma máquina. E há um pequeno trecho em chinês, aparentemente escrito por um nativo do idioma.

"Como se pode ver, é tudo bem frágil e circunstancial", diz Woodward. "No entanto, vale averiguar mais."

Código

Uma investigação já está em curso. "A descoberta de Mehta é a pista mais significativa sobre a origem do WannaCry", disse a empresa de segurança digital russa Kaspersky.

Mas a companhia diz que é preciso obter mais informações sobre as primeiras versões do vírus antes de fazer qualquer conclusão.

"É importante que outros pesquisadores no mundo analisem as semelhanças e tentem saber mais sobre como surgiu. No ataque de Bangladesh, havia poucos indícios que o ligassem ao Lazarus. Com o tempo, mais evidências apareceram e nos deram confiança para estabelecer a ligação. Novas pesquisas podem ser cruciais para ligar os pontos."

Determinar a autoria de ciberataques pode ser difícil - muitas vezes, isso depende mais de um consenso entre especialistas do que de uma confirmação de fato.

A Coreia do Norte nunca admitiu, por exemplo, seu envolvimento no vazamento da Sony. Analistas e o governo americano dizem estar seguros disso, mas não é possível descartar a hipótese de que seja um engano. Hackers podem ter usado técnicas similares às dos norte-coreanos para levar a crer que eles foram os autores.

'Não fica de pé'

No caso do WannaCry, é possível que hackers tenham simplesmente copiado o código usado em ataques anteriores pelo Lazarus. Mas a Kaspersky disse que equívocos relativos a isso são "possíveis" mas "improváveis", já que o código compartilhado foi removido de versões posteriores.

"Há muitos 'e se' aí", diz Woodward. "Não fica de pé diante da Justiça. Mas vale ir mais a fundo, tendo em mente a possibilidade de que se pode ser tendencioso agora que a Coreia do Norte foi identificada como uma possibilidade."

É a teoria mais forte sobre a origem do WannaCry até agora, mas há detalhes que depõem contra ela.

Primeiro, a China foi um dos países mais atingidos, e isso não se deu por acidente - os hackers fizeram questão de incluir uma versão do pedido de resgate escrita em chinês. A Rússia também foi bastante afetada. É improvável que a Coreia do Norte quisesse antagonizar seus aliados.

Além disso, os ciberataques norte-coranos costumam ter alvos mais precisos, normalmente com um objetivo político em mente. No caso da Sony, hackers queriam impedir o lançamento do filme A Entrevista (2014), que zombava do líder do país, Kim Jong-Un. Já o WannaCry agiu de forma indiscriminada, afetando tudo e qualquer coisa que estivesse a seu alcance.

Por fim, se o plano era simplesmente obter dinheiro, ele vem fracassando. Apenas US$ 60 mil (R$ 187 mil) foram arrecadados com resgates até o momento, segundo uma análise de contas da moeda digital bitcoin usadas pelos criminosos.

Com mais de 200 mil máquinas infectadas, é um péssimo resultado. Mas talvez o resgate seja uma distração para outro objetivo político ainda não identificado. Outra possibilidade é que o Lazarus tenha agido sozinho. Ou que o grupo sequer esteja ligado à Coreia do Norte.

 

Há, portanto, mais perguntas do que respostas neste caso. E, na guerra cibernética, é sempre muito difícil esclarecer definitivamente os fatos.

Malásia teme envenenamento de jogadores pela Coreia do Norte

O presidente da Federação da Malásia de Futebol, Tunku Ismail Sultan Ibrahim, afirmou nesta quinta-feira (11) temer que os jogadores da seleção do país sejam deliberadamente envenenados pela Coreia do Norte caso a partida das eliminatórias da Copa Asiática de 2019 seja disputada em Pyongyang.

Os países se encontram em uma polêmica diplomática após a morte, em fevereiro, no aeroporto de Kuala Lumpur, de Kim Jong-Nam, meio-irmão do líder norte-coreano Kim Jong-Un.

Tunku Ismail solicitou que o jogo seja disputado em um campo neutro.

A partida, inicialmente programada para 28 de março na capital norte-coreana, foi adiada pela Federação Asiática de Futebol para 8 de junho.

"Sinceramente, gostaria que a partida acontecesse em campo neutro pelo bem dos jogadores", escreveu Tunku Ismail na página do Facebook da entidade que preside.

"Também estou preocupado com o alojamento e a comida. De acordo com uma informação que recebi, devemos levar nossa própria comida para evitar qualquer risco de sabotagem", completou.

"Os árbitros também poderiam ser afetados pela ameaça. Em caso de decisões contra os norte-coreanos, existe o risco de pressão", escreveu.

 

Se não aceitar disputar a partida, a Malásia será considerada a perdedora do confronto pelas eliminatórias da Copa Asiática de 2019, torneio que será disputado nos Emirados Árabes Unidos.

Explosão de carro-bomba deixa 42 feridos em supermercado no sul da Tailândia

Militantes muçulmanos que lutam por um Estado independente no sul da Tailândia, país de maioria budista, são suspeitos de terem realizado um ataque com carro-bomba do lado de fora de um supermercado na cidade de Pattani, nesta terça-feira (9), que feriu 42 pessoas, disse a polícia.

Uma insurgência separatista de décadas nas províncias de maioria muçulmana de Yala, Pattani e Narathiwat deixou mais de 6.500 mortos desde 2004, de acordo com o grupo independente de monitoramento Deep South Watch.

Dois dos 42 feridos ficaram em estado grave, de acordo com as autoridades.

O primeiro carro-bomba a explodir em Pattani desde agosto destruiu a fachada do supermercado Big-C, lançando destroços por uma área ampla e provocando uma coluna de fumaça escura.

 

Insurgentes muçulmanos são suspeitos pelo ataque, disse o subchefe de polícia de Pattani, Rewat Srichantub. O autor do ataque é considerado foragido, acrescentou.

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