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Ciro Gomes ameaça Moro; "Receberia na bala a turma de Sergio Moro"

O pré-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT-CE) causou polêmica ao comentar o mandado de busca e apreensão e condução coercitiva contra o blogueiro Eduardo Guimarães.

As declarações foram endereçadas ao juiz Sergio Moro, que julga as ações da operação Lava Jato e expediu o mandado em questão. No vídeo, Ciro afirma que “receberia a turma de Moro na bala”.

O ex-ministro também não deve ser candidato em 2018.

A CNT/MDA também indagou as pessoas sobre suas intenções de voto para as eleições presidenciais de 2018. Na pesquisa espontânea, o ex-presidente Lula (PT) aparece na liderança, com 16,6% das intenções de voto.

O deputado Jair Bolsonaro (PSC) é o segundo colocado, 6,5%, seguido por Aécio Neves (2,2%), Marina Silva (1,8%), Michel Temer (1,1%), Dilma Rousseff (0,9%), Geraldo Alckmin (0,7%) e Ciro Gomes (0,4%).

Ex-ministro de Lula, Ciro Gomes (PDT-CE) torce para que o petista não concorra à Presidência. Pelo país (“seria um desserviço”) e por ele, que se vende como o nome progressista para 2018. “Não tenho a menor vontade de ser candidato se o Lula for”, disse à Folha de S. Paulo. Ele também não vê em Marina Silva (REDE – AC) uma opção viável para 2018.

 

 

 

'Espetáculo' da Carne Fraca causou prejuízos para o país, avalia Temer

O presidente Michel Temer afirmou em entrevista gravada na tarde desta quarta-feira e levada ao ar à noite no programa do jornalista Roberto D'Ávila, na GloboNews, que o "espetáculo" da Operação Carne Fraca causou prejuízos para o país.

No início desta semana, ao discursar em um evento em Brasília, o presidente considerou "insignificantes" os números revelados pelas investigações e disse que o "grande alarde" da PF causou "embaraço" econômico para o Brasil.

Deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, a operação investigou o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em um esquema de liberação de licenças para frigoríficos sem a devida fiscalização. Ao todo, 33 servidores da pasta foram suspensos e 21 frigoríficos, investigados.

Desde que a operação foi deflagrada, diversos países, como a China, Hong Kong, Japão, Suíça e México anunciaram embargo à carne brasileira, seja de maneira geral ou somente às carnes produzidas pelos frigoríficos investigados.

"Não estamos aqui dizendo que, se houver irregularidade, não tem que ser punida, ao contrário. Isso [espetáculo] que não fez bem porque gerou um problema internacional. Eu próprio fui muitas vezes para a China [...] e conseguimos introduzir a carne na China pouco a pouco, foi uma luta, não só minha, uma luta de mais [de] 20, 30 anos", afirmou o presidente.

"De repente, faz-se um espetáculo com este episódio e cria um problema internacional. Nós exportamos para a China quase US$ 2 bilhões por ano e a China suspendeu agora [a importação da carne brasileira] por uma semana apenas, e apenas relativamente aos 21 frigoríficos [alvos da operação da PF]", completou Michel Temer.

Em 2016, segundo dados do governo federal, a China importou US$ 1,75 bilhão em carne brasileira e Hong Kong, US$ 1,5 bilhão.

Ao ser questionado sobre se, em razão desse "espetáculo" da operação, cogitava trocar o atual diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, Temer disse não ver razão para isso.

Entidade defende operação

Na segunda (20), diante de críticas de representantes do governo e do setor agropecuário à Operação Carne Fraca, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) divulgou uma nota na qual afirmou que há uma "orquestração para descredenciar as investigações de uma categoria que já provou merecer a confiança da sociedade."

"A Operação Carne Fraca é de suma importância, uma vez que as empresas e servidores públicos envolvidos negligenciaram de forma grave a saúde dos consumidores", acrescentava a entidade na nota.

Um dos principais argumentos do governo desde que a operação foi deflagrada é que, dos mais de 11 mil servidores do Ministério da Agricultura, somente 33 se envolveram no esquema investigado pela PF e, das 4,8 mil plantas frigoríficas, 21.

 

Câmara aprova texto principal que permite terceirização irrestrita

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira, 22, projeto de lei de 19 anos atrás que permite terceirização irrestrita em empresas privadas e no serviço público. A proposta também amplia a permissão para contratação de trabalhadores temporários, dos atuais três meses para até nove meses - seis meses, renováveis por mais três.

O texto principal do projeto foi aprovado por 231 votos a 188. Houve ainda oito abstenções. O placar mostra que o governo terá dificuldades para aprovar as reformas trabalhista e, principalmente, a da Previdência, que será votada por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que exige um mínimo de 308 votos favoráveis na Câmara.

A Câmara não pôde incluir inovações no texto. Isso porque a proposta, de 1998, já tinha passado uma vez pela Casa, em 2000, e pelo Senado, em 2002. Com isso, deputados só puderam escolher se mantinham integral ou parcialmente o texto aprovado pelo Senado ou se retomavam, integral ou parcialmente, a redação da Câmara.

O texto final aprovado, que seguirá para sanção do presidente Michel Temer, autoriza terceirização em todas as atividades, inclusive na atividade-fim. Atualmente, jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TSE) proíbe terceirizar atividade-fim da empresa. Por exemplo, um banco não pode terceirizar os atendentes do caixa.

No caso do serviço público, a exceção da terceirização será para atividades que são exercidas por carreiras de Estado, como juízes, promotores, procuradores, auditores, fiscais e policiais. Outras funções, mesmo que ligadas a atividade-fim, poderão ser terceirizadas em órgãos ou empresas públicas.

O projeto final também regulamentou a responsabilidade "subsidiária" da empresa contratante por débitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores terceirizados, como acontece hoje. Ou seja, a contratante só será acionada a arcar com essas despesas se a cobrança dos débitos da empresa terceirizada contratada fracassar.

O texto que seguiu para sanção prevê ainda um escalonamento do capital social mínimo exigido de uma empresa de terceirização, de acordo com o número de funcionários. O capital social mínimo exigido vai de R$ 10 mil, para companhias com até 10 funcionários, a R$ 250 mil, para empresas com mais de 100 trabalhadores.

Hoje, não há essa exigência na iniciativa privada. Já no serviço público, a empresa contratante é que determina na hora da contratação qual deve ser o capital social mínimo da companhia de terceirizados. Inicialmente inserida na proposta, a anistia de "débitos, penalidades e multas" impostas até agora às empresas foi retirada do texto pelo relator para facilitar a aprovação do projeto. O governo era contra a medida. Segundo o relator do projeto na Câmara, Laércio Oliveira (SD-SE), essas dívidas hoje somam R$ 12 bilhões.

A oposição criticou a votação do projeto, sob o argumento de que representa um retrocesso e prejudica os trabalhadores. Opositores tentaram negociar, sem sucesso, o adiamento da votação. Eles queriam que, em vez da proposta de 1998, fosse votado um projeto de 2015 que regulamenta a terceirização, já foi votado na Câmara e está parado no Senado.

Na avaliação de deputados da oposição e das centrais sindicais, a proposta mais recente oferece mais salvaguardas aos trabalhadores. O projeto de 2015 traz garantias, como a proibição de a empresa contratar como terceirizado um funcionário que trabalhou nela como CLT nos últimos 12 meses.

Para opositores, a aprovação do projeto anula a reforma trabalhista que está em discussão na Câmara. "Se a terceirização for votada hoje, ela anula esta comissão. Se for votada, a reforma trabalhista vai perder muito o sentido", disse o deputado Paulão (PT-AL).

 

O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), por sua vez, saiu em defesa da proposta. Segundo ele, o projeto vai permitir a geração de empregos. "O Brasil mudou, mas ainda temos uma legislação arcaica. Queremos avançar em uma relação que não tira emprego de ninguém, que não vai enfraquecer sindicatos", disse.

Temer recua e retira servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência

Pressionado por lideranças políticas e surpreendendo a todos com um pronunciamento chamado às pressas no início desta noite de terça-feira (21), o presidente Michel Temer (PMDB) anunciou que a proposta de reforma da Previdência não vai mais incluir a revisão das regras para servidores estaduais e municipais. É o primeiro recuo oficial do governo na proposta da reforma.

O presidente disse que tomou a decisão após várias reuniões com lideranças da Câmara e do Senado nos últimos dias. Nesses encontros, segundo ele, “surgiu com grande força” a ideia de que a União deveria respeitar a autonomia dos estados e municípios, fortalecer o “princípio federativo” e fazer com que a reforma atingisse apenas servidores federais.

Pressionado por lideranças políticas e surpreendendo a todos com um pronunciamento chamado às pressas no início desta noite de terça-feira (21), o presidente Michel Temer (PMDB) anunciou que a proposta de reforma da Previdência não vai mais incluir a revisão das regras para servidores estaduais e municipais. É o primeiro recuo oficial do governo na proposta da reforma.

O presidente disse que tomou a decisão após várias reuniões com lideranças da Câmara e do Senado nos últimos dias. Nesses encontros, segundo ele, “surgiu com grande força” a ideia de que a União deveria respeitar a autonomia dos estados e municípios, fortalecer o “princípio federativo” e fazer com que a reforma atingisse apenas servidores federais.

Temer ressaltou que tomou a decisão em razão de “peculiaridades locais”, e disse que os estados e municípios farão a reforma “se for necessário”. “Se não, não se submeterão a isso”, afirmou.

Os servidores públicos fazem parte do grupo mais articulado no Congresso no lobby contra a reforma da Previdência. A decisão do presidente pode abrir novos precedentes de mudanças, já que várias categorias de servidores federais também pedem para ficar de fora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), entre eles juízes e procuradores do Ministério Público.

O anúncio foi feito sem a presença dos ministros Dyogo Oliveira (Planejamento) e da Casa Civil, Eliseu Padilha, que coordenaram a equipe responsável pela elaboração da proposta. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, esteve reunido com Temer durante o início da noite e participou do anúncio, mas não se pronunciou.

Relator da reforma da Previdência vai “calibrar” regra de transição’

Durante o comunicado, Temer estava cercado por lideranças políticas, entre elas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e os ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, e de Secretaria de Governo, Amtonio Imbassahy, além do presidente e do relator da comissão da reforma da Previdência na Câmara.

 

Meirelles esteve reunido com Temer antes do anúncio. O presidente fez apenas um pronunciamento e não respondeu a perguntas, nem mesmo se a medida representava uma derrota da equipe econômica.

Números mostram insignificância da operação Carne Fraca’, diz Temer

O presidente Michel Temer atacou a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal (PF), e afirmou que números mostram insignificância da operação Carne Fraca. Ele disse que o “grande alarde” causado não pode ficar “impune”. Em evento a investidores nesta terça-feira, Temer declarou que a divulgação da operação causa “embaraço econômico ao Brasil” e minimizou as denúncias feitas aos frigoríficos nacionais.

— Não podemos deixar transitar impunemente um alarde que, na verdade, não alcança a totalidade dos frigoríficos brasileiros — discursou o presidente, emendando:

— Evidentemente isso causa, não posso deixar de registrar, um embaraço econômico ao país e alguns países que, de alguma maneira, pensam em suspender as compras de carne.

Logo depois dessas declarações contra a ação da PF, Temer defendeu que os desvios sejam apurados, mas seguiu atacando a repercussão das investigações. Para tentar demonstrar que as investigações da PF, divulgadas na última sexta-feira, foram "insignificantes", Temer citou números comparando alvos da operação ao total do mercado brasileiro de proteína animal.

— Tomo a liberdade de mencionar números para verificar a insignificância do fato. Temos cerca de 4.383 plantas frigoríficas no Brasil. Apenas três tiveram suspensas suas atividades. 18 ou 19 estão sendo objeto de apuração. O Ministério da Agricultura tem 11.300 servidores. Tem cerca de 30 que estão sendo investigados — buscou minimizar Michel Temer, que comemorou a desistência da Coreia do Sul em suspender as compras de carne do Brasil. Países como China e Egito — segundo e terceiro maiores compradores do produtos — ainda cobram explicações do governo e interromperam os negócios.

Classificada como a maior operação da história da PF, a Carne Fraca detectou que superintendências regionais do Ministério da Pesca e do Ministério da Agricultura do Paraná, Minas Gerais e Goiás atuavam para proteger grupos empresariais, em prejuízo do consumidor. Foram presos executivos dos grupos JBS (de marcas como Friboi, Seara e Swift) e BRF (Sadia e Perdigão). Depois de dois anos de investigação, foram identificadas irregularidades como reembalagem de produtos vencidos e venda de carne imprópria para alimentação.

Além de contemporizar arranhões na imagem do mercado de proteína animal do Brasil, Temer elogiou o produto para os investidores internacionais: disse que a carne é "enaltecida" e tem um "paladar adequado para saboreá-la". Ele ainda citou que, após reuniões de emergência no fim de semana com ministros e embaixadores de países importadores de carne, chamou todos para um "saudável" jantar em uma churrascaria na noite de domingo. A refeição, oferecida a 69 pessoas, custou à Presidência da República R$ 13.844,29, uma média de cerca de R$ 200 por convidado.

 

 

Temer anuncia 'força-tarefa' para auditar frigoríficos alvos da Carne Fraca

O presidente Michel Temer anunciou neste domingo (19), durante reunião com embaixadores de países que importam a carne brasileira, que haverá uma "força-tarefa" para fiscalizar os frigoríficos alvos da operação Carne Fraca.

No pronunciamento, Temer também chamou os diplomatas para jantar em uma churrascaria em Brasília.

No restaurante, Temer afirmou não ter visto exageros na atuação da Polícia Federal durante a operação Carne Fraca. O presidente afirmou ainda que ouviu dos embaixadores convidados que transmitiriam “tranquilidade em relação ao consumo da carne brasileira”. Depois do jantar, Temer foi questionado sobre a qualidade da carne e disse que estava muito “boa” e que todos “se deliciaram”.

Deflagrada na sexta-feira (17) pela Polícia Federal, a operação investigou o envolvimento de fiscais do ministério em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

Foi descoberto que funcionários de superintêndencias regionais recebiam propina para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem fiscalização.

"Quero fazer um comunicado aos senhores que, naturalmente, peço que transmitam aos seus governantes. Nós tomamos várias deliberações no dia de hoje. A primeira delas é que decidiu-se acelerar o processo de auditoria nos estabelecimentos citados na investigação da Polícia Federal que são, na verdade, 21 unidades no total. Três dessas unidades foram suspensas e todas as 21 serão imediatamente colocadas sob regime especial de fiscalização a ser conduzida por força-tarefa do Ministério da Agricultura", declarou o presidente aos embaixadores.

Seis das 21 unidades exportaram nos últimos 60 dias, afirmou o presidente, sem dizer os países para os quais se deu a exportação.

Ao longo deste domingo, o presidente teve uma série de reuniões com o objetivo de discutir medidas para enfrentar a crise gerada pelas revelações da operação Carne Fraca.

Temer recebeu, por exemplo, os ministros da Agricultura, Blairo Maggi, e da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, além de representantes de associações como a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Medidas

Após o pronunciamento do presidente, a assessoria do Planalto divulgou uma nota na qual informou que, além da força-tarefa, o governo também decidiu reiterar às missões estrangeiras que "todas as plantas exportadoras permanecem abertas às inspeções dos países importadores" e que o sistema de controle nacional é um dos "mais respeitados do mundo".

O Planalto também diz, na nota, que vai reforçar a cooperação entre o Ministério da Agricultura e a Polícia Federal para apurar eventuais desvios no sistema de defesa agropecuária.

O pronunciamento

Em uma fala que durou cerca de dez minutos, o presidente disser ser "importante e fundamental" receber os embaixadores dos países que importam a carne brasileira para que o governo pudesse apresentar as explicações sobre a operação.

Ao se dirigir aos diplomatas, Temer afirmou que "a maneira como se deu a notícia" sobre as investigações, "pode ter criado uma preocupação muito grande" – pouco antes de entrar para a reunião, o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, chegou a dizer que a situação "preocupa".

Em seguida, o presidente destacou que, dos 11 mil funcionários do Ministério da Agricultura, "apenas" 33 estão sendo investigados por envolvimento no esquema.

"Não é o sistema de defesa agropecuária que está sendo investigado, mas alguns poucos desvios, de alguns poucos funcionários, de algumas poucas empresas. Todas as plantas exportadoras permanecem abertas às inspeções dos países exportadores e ao acompanhamento do sistema nacional de controle, que é um dos mais respeitados do mundo", acrescentou.

 

Temer também ressaltou que há no país atualmente 4.837 unidades sujeitas a inspeção federal e, dessas, "apenas" 21 estão envolvidas na operação Carne Fraca. Aos diplomatas, o presidente disse, ainda, que a partir desta segunda, o Ministério da Agricultura informará quais países receberam os produtos e a origem por empresa.

Custou caro! Boa Esporte perde patrocínio por contratação de Bruno

A oficialização de que Bruno recomeçará sua trajetória no futebol pelas portas do Boa Esporte após deixar a cadeia rendeu consequências para o clube. Na noite deste sábado, a Nutrends Nutrition, anunciou que decidirá romper seu contrato de patrocínio após ficar a par do acerto dos bovetas com o goleiro, que saiu da cadeia no fim de fevereiro.

Na nota divulgada no Facebook, a empresa de suplementos alimentares, que expunha sua marca no ombro da camisa do Boa Esporte, declarou:

"Em reunião extraordinária, a diretoria da Nutrends Nutrition decidiu que, a partir de hoje (sábado, 11/03), a empresa não é mais patrocinadora/apoiadora do Boa Esporte Clube".

 

Bruno foi anunciado na sexta-feira como reforço do Boa Esporte por duas temporadas. Sua apresentação está marcada para acontecer nesta terça-feira. A expectativa do clube mineiro é de que ele volte a jogar em dois mese

O goleiro deixou a cadeia em 24 de fevereiro, devido a um habeas corpus deferido pelo Ministro do STF, Marco Aurélio Mello, e poderá recorrer em liberdade do processo que o condenou por sequestro, morte e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samudio.

 

 

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Mais de 500 mulheres são vítimas de agressão física a cada hora no Brasil, aponta Datafolha

 

 

 

Uma pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgada nesta quarta (8), Dia Internacional da Mulher, mostra que, no ano passado, 503 mulheres foram vítimas de agressão física a cada hora no país. Isso representa 4,4 milhões de brasileiras (9% do total das maiores de 16 anos). Se forem contabilizadas as agressões verbais, o índice de mulheres que se dizem vítimas de algum tipo de agressão em 2016 sobe para 29%.

A pesquisa mostra que 9% das entrevistadas relatam ter levado chutes, empurrões ou batidas; 10% dizem ter sofrido ameaças de apanhar.

Além disso, 22% afirmam ter recebido insultos e xingamentos ou terem sido alvo de humilhações (12 milhões) e 10% (5 milhões) ter sofrido ameaça de violência física. Há ainda casos relatados mais graves, como ameaças com facas ou armas de fogo (4%), lesão por algum objetivo atirado (4%) e espancamento ou tentativa de estrangulamento (3%).

Em novembro de 2016, uma dona de casa de 53 anos morreu na Santa Casa de Araçatuba, interior de São Paulo, após ter sido espancada pelo marido, segundo a polícia.

Roseli Lopes vivia havia quatro anos com o suspeito e, segundo informações de familiares à polícia, ela sempre apanhava dele. Segundo os familiares, Roseli tinha medo de denunciar e, por isso, inventava desculpas toda vez que era agredida. O cunhado da vítima, Antônio Aparecido dos Santos, diz que ele sempre foi agressivo. "Eles sempre brigavam, várias vezes ela aparecia riscada de faca, apanhava de facão, porque ela contava para a gente."

Para a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, a violência é um "mecanismo de resolução de conflitos" no país.

Assédio na rua e no transporte público

Segundo o Datafolha, 40% das mulheres com mais de 16 anos sofreram assédio dos mais variados tipos em 2016: 20,4 milhões (36%) receberam comentários desrespeitosos ao andar na rua; 5,2 milhões de mulheres foram assediadas fisicamente em transporte público (10,4%) e 2,2 milhões foram agarradas ou beijadas sem o seu consentimento (5%). Adolescentes e jovens de 16 a 24 anos e mulheres negras são as principais vítimas.

"Sobre o assédio no transporte público, a lógica é a mesma. Quando existe a tolerância social em relação a alguma prática, não existe constrangimento em exercê-la. Há tolerância em relação ao assédio, o que permite que essa violência seja tão rotineira ", afirma Samira. "E as respostas públicas para isso têm sido muito frágeis. Há segregação da mulher do espaço público, e não existe uma transformação da cultura mostrando ao homem que o corpo da mulher é privado e que ele não tem o direito de tocá-lo", afirma Samira.

Professora do programa de pós-graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da UFBA, Maíra Kubik Mano diz que os dados demonstram a desigualdade persistente na sociedade brasileira. "O corpo da mulher continua sendo passível de ser agredido, porque é socialmente considerado público. Faz parte de uma lógica da divisão de tarefas, de trabalho. As mulheres não só vendem a força de trabalho, como fazem trabalho doméstico, cuidam das crianças, dos idosos. Mas isso não é contabilizado como trabalho. É como se essas horas fossem doadas para a comunidade. Isso dá uma sensação de que o corpo não pertence a elas, de que é um corpo público. E se é publico, pode ser apropriado, inclusive por meio da violência. As mulheres ocupam uma posição inferior em termos de hierarquias sociais e a violência é um modo de manter a mulher nessa posição", diz.

Conhecidos

Segundo as entrevistadas, 61% dos agressores são conhecidos. A pesquisa mostra que 19% apontam o próprio cônjuge, companheiro ou namorado e outras 16%, o ex. Parentes como irmãos (9%), amigos (8%), pai ou mãe (8%), vizinhos (4%) e colegas de trabalho (3%) também são citados.

É o caso da vendedora Sandra José de Almeida, de 43 anos, que foi agredida pelo marido, internada e depois voltou a apanhar na Santa Casa de São José do Rio Preto (SP), em junho de 2016. “Essa noite eu vi a morte de perto. Ele entrou no quarto e meu deu um soco nos olhos”, disse a vítima.

A maior parte das agressões ocorre em casa (43%). A rua (39%), o trabalho (5%) e a balada (5%) aparecem em seguida.

"Não à toa a maior parte dos agressores são conhecidos. Em geral começa em casa, com o pai ou o padrasto, depois passa a ser o namorado, o companheiro, o ex-companheiro. E, em meio a este cenário, convivemos com um padrão de dominação masculina que não apenas define o uso dos espaços públicos e privados, mas que define o que é permitido ou não. Quando se trata do uso da violência por parte do homem para regulação das relações, isso é socialmente tolerável. É aquela ideia de que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher porque são conflitos que devem ser resolvidos na esfera privada, ainda que seja de forma abusiva", explica Samira.

Segundo o Datafolha, 52% das mulheres não fizeram nada após a agressão. Entre as que tomaram alguma atitude, 11% denunciaram o agressor em uma Delegacia da Mulher e 10%, em uma delegacia comum. A pesquisa mostra que 3% ligaram para a PM e 1% para o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher).

Boa parte delas, no entanto, ainda recorre a conhecidos na hora de buscar ajuda: 13% procuraram a família e 12%, amigos.

Para Maíra Kubik Mano, da UFBA, é preciso um esforço de todos para mudar essa situação. Ela cita, no entanto, contradições por parte do poder público. "Se a gente teve a aprovação da Lei do Feminicídio por um lado, na mesma época houve a retirada das discussões de gênero e sexualidade do Plano Nacional de Educação. Então há a aprovação de uma lei punitiva, para uma situação que já aconteceu, mas para algo preventivo, um processo educativo, é retirada a possibilidade do debate. Então o Legislativo atua de forma contraditória, seguindo uma lógica punitivista, que não resolve se a gente está pensando em um processo mais amplo de civilização."

"Os movimentos feministas nos últimos anos têm vivido uma nova fase, puxados por mulheres jovens articuladas via internet, que têm um potencial muito grande de transformação social. Então é preciso trabalhar de maneira articulada, os movimentos sociais, com o estado, o Legislativo, o Judiciário, para juntos conseguirmos sair dessa situação", afirma. "Mas estou bastante pessimista em relação a isso."

Perfil

Segundo o estudo, há diferenças significativas no índice de vitimização entre as variáveis idade, instrução, renda familiar mensal, classe econômica, cor e natureza do município. “O índice é mais alto entre as mais jovens (70%) que entre as mais velhas (10%), entre as mais instruídas (52%) que entre as menos instruídas (21%), entre as mais ricas (52%) que entre as mais pobres (37%), entre as que pertencem às classes A/B (49%) que entre as que pertencem às classes D/E (34%), entre as que se auto intitularam como pretas (47%) que entre as brancas (35%) e entre as moradoras de regiões metropolitanas (48%) que entre as moradoras do interior (35%)", informa o estudo.

 

A pesquisa teve apoio do governo do Canadá e do Instituto Avon e foi feita entre os dias 9 e 11 de fevereiro deste ano em 130 municípios, incluindo capitais e cidades do interior, em todas as regiões do país. Foram ouvidas 2.073 pessoas – 1.051 mulheres, sendo que 833 aceitaram responder um módulo de autopreenchimento. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, para a amostra nacional, e de 3 pontos para a amostra de mulheres participantes do módulo de autopreenchimento.

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Assassinato brutal de três irmãs choca cidade no interior de SC

 

 

 

Um crime cometido na segunda-feira chocou a população de Cunha Porã, tranquila cidade de 11 mil habitantes no Extremo Oeste de Santa Catarina: três irmãs, com idades entre 12 e 23 anos, foram brutalmente assassinadas a facadas dentro da casa onde a irmã mais velha, Julyane Horbach, vivia com o marido, Gilvane Meyer.

O principal suspeito do triplo assassinato é Jackson Lahr, 24 anos, ex-namorado de uma das irmãs, Rafaela Horbach, 15 anos, com quem ele tinha um filho de dois meses – o bebê estava na casa e foi poupado. A outra irmã era Fabiane Horbach, de 12 anos.

Segundo o delegado Joel Specht, responsável pelas investigações, Lahr foi preso na cidade de São Carlos, a cerca de 30 quilômetros de Cunha Porã. Ele passava por atendimento médico em um hospital da cidade já que, durante o crime, ele também foi atingido por golpes de faca desferidos por Meyer.

As vítimas foram enterradas na terça-feira sob forte protesto e comoção na cidade. Para o delegado, o crime é um dos mais graves da história do município, fundado em 1958 como uma colônia para abrigar imigrantes protestantes de origem alemã. “Para uma cidade como Cunha Porã, o crime é chocante. A população ficou muito consternada com a família”, afirmou.

Pessoa calma

De acordo com as investigações, Lahr não tinha histórico de violência doméstica, mas já havia ameaçado a ex-namorada – na ocasião, Rafaela chegou a registrar um boletim de ocorrência por ameaça e a pedir proteção policial.

Para familiares, o acusado era uma pessoa calma. “As pessoas que foram ouvidas até o momento, inclusive familiares do Jackson, alegam que ele era um homem simples e calmo. Segundo os parentes, ele não apresentava comportamento violento e sempre trabalhou em lavouras da região”, afirma o delegado.

Em depoimento, Lahr confirma que esfaqueou o marido de Julyane, mas disse não se lembrar do que aconteceu depois disso. Segundo o depoimento, ele não tinha acesso ao filho, não aceitava o fim do relacionamento e não concordava com o pagamento de pensão alimentícia. A arma do crime ainda não foi encontrada pelos policiais.

No dia do crime, Meyer, após receber diversas facadas, se fingiu de morto e rastejou até a casa de um vizinho para pedir socorro. As três irmãs foram encontradas mortas.  O bebê foi encontrado pelos policiais dormindo em um dos quartos da casa.

 

Lahr será indiciado por triplo feminícidio e uma tentativa de homicídio qualificado. Os laudos periciais deverão ser concluídos nesta sexta-feira. Segundo o delegado, os pais das vítimas deverão ser ouvidos ainda nesta quinta-feira. As buscas pela faca usada no crime continuam.

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Portela é a campeã do carnaval 2017 do Rio após 33 anos de jejum

 

 

 

A Portela quebrou um jejum de 33 anos e é a grande campeã do carnaval do Rio de 2017. No segundo ano com o carnavalesco Paulo Barros, a escola de Madureira desfilou na avenida as lendas dos rios. Agora com 22 títulos, a Portela é a escola que mais vezes foi campeã. A Mocidade ficou em segundo lugar.

Com o título, a festa tomou conta da escola de samba em Madureira, que ficou lotada ainda à tarde durante a apuração. A festa aumentou no bairro após o título da Série A do vizinho Império Serrano. As ruas ficaram completamente lotadas.

Assim que foi proclamada a campeã, Luis Carlos Magalhães, presidente da agremiação, sacramentou o fim do jejum. "Acabou essa história".

Baluarte da escola, Tia Surica prometeu feijoada em dobro para celebrar o título. "Eu tô chorando de alegria! E vou tomar todas!", garantiu.

Teve festa também na casa do cantor e portelense Zeca Pagodinho, que abriu uma exceção à cerveja postou um vídeo abrindo champanhe em sua cobertura na Barra da Tijuca – na Sapucaí, com a camisa da escola, ele brindou com cerveja mesmo antes do desfile.

Por volta de 20h, chegou a haver tumulto na porta da quadra. Uma pessoa desmaiada foi colocada numa viatura policial e houve empurra-empurra.

Ficaram em último lugar a Unidos da Tijuca e a Paraíso de Tuiuti, mas a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) decidiu não rebaixar nenhuma escola este ano por causa dos acidentes que ocorreram com carros das duas escolas no sambódromo.

Fim do jejum

"Acabou o jejum, não se fala mais nisso. Estamos aqui para cultivar as raízes do samba, formar novos compositores, crianças", disse o presidente da Portela, Luís Carlos Magalhães, sobre o fim do período sem títulos para a escola.

"Nós merecemos muito, nós trabalhamos muito, nós somos a que merece mais [...] O carnaval precisa da Portela, a cultura brasileira precisa da Portela", afirmou. "A vítória não é só da Portela, é de todas as escolas que precisam defender a bandeira do samba."

Com a vitória, Paulo Barros conquistou o seu 4º título pelo Grupo Especial. Antes, ele tinha sido tricampeão pela Unidos da Tijuca (2010, 2012 e 2014) e campeão da Série A pela Estácio de Sá (2006). No ano passado, em sua estreia em Madureira, a Portela ficou em 3º lugar.

A última vez que a Portela ganhou sozinha o carnaval foi em 1970, com o enredo "Lendas e Mistérios da Amazônia". Em 1980, três escolas dividiram o campeonato: Portela, Beija-flor e Imperatriz. Em 1984, ela dividiu o título com a Mangueira.

Desfile

A Portela foi a penúltima escola a pisar na Marquês de Sapucaí e fez um desfile sobre as lendas dos rios: Iara, Boiúna, cobra-grande, boto cor de rosa e deuses deram as caras na avenida.

A escola de Madureira começou falando das nascentes e de como os rios foram dando início a povoados, aldeias e civilizações. O clássico de Paulinho da Viola, "Foi um rio que passou em minha vida", também fez parte do enredo.

Carros e fantasias jogaram água na Sapucaí. A comissão de frente representou uma piracema, com componentes vestidos de peixe e nadando em direção à nascente. Uma das alas era de "crocodilos" que rastejaram na avenida. O quarto carro trocou o azul das águas pelo marrom, para lembrar como ficou o Rio Doce após o desastre ambiental de Mariana (MG).

A águia, símbolo da escola, veio no tradicional abre-alas. Imponente, ela parecia tomar conta de uma fonte e borrifava água.

Desfilaram pela Portela 3,4 mil componentes em 31 alas. O carro abre-alas mostrou a "Fonte da vida", com uma mensagem de preservação das matas em torno das nascentes.

 

O segundo carro fez uma homenagem ao Rio Nilo, o mais extenso do mundo. Outro famoso rio, o americano Mississipi, foi lembrado em uma ala que botou um pouco de blues no desfile. Mas foi com samba, é claro, que a escola arrancou gritos de "É campeã!" no setor 1 da Sapucaí.

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