Fiéis celebram ressurreição de Cristo em Catedral lotada

Na madrugada e manhã de domingo, as comunidades da Arquidiocese de Campinas celebraram a Páscoa com procissões e missas na cidade. Dom Airton José dos Santos, arcebispo metropolitano, presidiu a missa das 9h30 na Catedral Nossa Senhora da Conceição, que ficou lotada de fiéis.

Cerca de 1,5 mil pessoas acompanharam a celebração da ressurreição do Senhor que trouxe a mensagem da vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Evandro Brito, de 42 anos, saiu cedo do Jardim campineiro acompanhado da família para marcar presença, como de costume, na Missa de Páscoa. “Fui batizado na igreja católica e frequento a missa na Catedral toda semana. Para mim participar da missa de Páscoa é importante porque representa a Semana Santa. A mensagem que fica é de paz e união. Está faltando paz e união entre as pessoas e, principalmente, entre os políticos. A situação está vindo à tona com a Operação Lava Jato”, disse.

Outro participante da missa solene, o gerente industrial Cláudio Natali, de 45 anos, morador do Parque Prado, trouxe seis pessoas da família para a celebração. Para ele, a missa é a parte central da fé cristã, por ser a celebração da ressurreição de Cristo. Participante de outras missas da Semana Santa, na Sexta-Feira Santa foi na Igreja Santo Antônio para a encenação do Cristo Morto. Segundo Natali, os tempos são difíceis e a mensagem do papa Francisco da escalada da guerra e da violência deixa os cristãos muito preocupados. “Depois de um dia ruim, vem sempre um domingo de Páscoa”, afirma. Fechando a Semana Santa, o Domingo de Páscoa é a consagração de um período que foi iniciado no Domingo de Ramos e marcado por uma programação que chamou à orações e reflexão. Posteriormente à Páscoa, nos próximos sete domingos é chamado o Tempo Pascal - 50 dias entre o domingo da ressurreição e o domingo de Pentecostes. De acordo com o arcebispo, os católicos são convidados a testemunhar a ressurreição de Cristo, o que evidentemente se faz necessário para a experiência de que o Salvador realmente ressuscitou.

“Essa experiência é pessoal e não coletiva. Não há um inconsciente coletivo que funcione nesse sentido. É cada pessoa fazendo a experiência de Cristo vivo e ressuscitado em sua vida”, afirmou o arcebispo metropolitano. Segundo o religioso, cada pessoa transmite, enxerga e experimenta essa vivência com o Salvador.

Jesus ressuscitou para salvar a humanidade inteira e não somente para aqueles quem creem nele, e anuncia a esperança de que tudo pode ser renovado, que a vida pode ser renovada. “A grande mensagem da Páscoa para este ano, de um modo especial, tem a ver com a fraternidade, solidariedade e com a paz. A apesar da violência, falta de compreensão e desatenção para com aqueles que mais sofrem. E até mesmo espanto diante de algumas situações noticiadas pela mídia. Ainda assim, nós seres humanos podemos vencer tudo isso. Essa é a mensagem da Páscoa”, disse o líder da igreja católica na Região Metropolitana de Campinas.

Refletindo a respeito dos acontecimentos do mundo e sua influência no comportamento da população, na opinião do religioso, o enfrentamento dos problemas deve partir de meios que façam com que as pessoas vençam barreiras sem prejudicar ou maltratar outros seres humanos. “O grande problema vivido hoje é a falta de expectativa e perspectiva, o que gera um vazio. É como se fosse um hiato na vida da pessoa. A Páscoa de Cristo e sua ressurreição vêm justamente para preencher esse vazio. Precisamos dar esse testemunho de que tudo pode ser mudado. A vida muda”, disse o religioso. Em tempos de tensões no mundo, sejam econômicas ou militares, o arcebispo nota um aumento no número de fiéis nas igrejas, já que se voltar mais a Deus é uma atitude comum em momentos de grande dificuldade e com falta de horizonte.

 

“As pessoas começam a procurar sentido para aquilo que fazem. A fé que possuem a conduzem. O grande problema é que a gente acha que quando está tudo bem, não precisamos de Deus, mas é exatamente quando mais precisamos nos fortalecer porque existem altos e baixos na vida. E Jesus Cristo deve fazer parte da nossa existência em todos os momentos. Evidentemente não podemos fazer uma leitura sociológica desse cenário, mas do ponto de vista da fé, Deus toca o coração das pessoas em todos os momentos, mesmo que não consigamos enxergar, por conta de estarmos “neutralizados” em relação a essa presença”, afirmou.

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