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Papai Noel é alvo de pedradas de crianças ao ficar sem balas em Itatiba

Segundo um dos ajudantes do 'bom velhinho', não foi o primeiro ataque no bairro Porto Seguro, o que fez com que as visitas fossem suspensas nos últimos quatro anos.

Um Papai Noel voluntário de Itatiba (SP) levou um susto enquanto desfilava de trenó pelas ruas do bairro Porto Seguro, no domingo (10), ao distribuir doces para os moradores.

A apresentação foi comprometida quando as crianças descobriram que as balas haviam acabado e começaram a atirar pedras na equipe do "bom velhinho".

Ninguém ficou ferido, mas um dos membros do grupo quase foi atingido na cabeça enquanto estava de costas para os agressores.

"Eu acho uma sacanagem, porque a gente vai raras vezes para os bairros e quer ver o pessoal se divertir, é muito chato", explica o rapaz, que preferiu não se identificar.

De acordo com o rapaz, o grupo era formado por cerca de sete crianças e adolescentes, com idade entre 9 e 12 anos. "Eles estavam correndo atrás do trenó e jogando as balas de volta. Eles chamavam a gente de filho da p* e mandando ir tomar no c*", relata.

O rapaz conta que esta não foi a primeira vez que a equipe é atacada no bairro Porto Seguro, o que fez com que as visitas fossem suspensas no local nos últimos quatro anos.

Além do rapaz e do Papai Noel, outros três voluntários estavam presentes na apresentação de domingo. Diante do ocorrido, o grupo decidiu carregar o caminhão com mais balas e ir para a Praça da Bandeira.

Em nota, a Prefeitura de Itatiba esclareceu que não foi oficialmente notificada sobre a situação e explicou que a cidade possui uma forte tradição de Papais Noéis voluntários, que percorrem os bairros de forma independente, sem vínculo com a administração.

Doação de balas

A equipe do bom velhinho tem outras apresentações agendadas para o mês de dezembro e, para evitar novos problemas, está pedindo para os moradores ajudarem com a doação de balas.

Quem quiser colaborar, basta levar pelo menos dois quilos de balas até a rua Benjamin Constant, 225, no Centro de Itatiba.

Cortes de investimentos podem deixar o Brasil sem previsão do tempo

Supercomputador Tupã, responsável por calcular os dados climáticos e meteorológicos, está perto de parar de funcionar

Todos eventos climáticos e meteorológico do Brasil hoje em dia passam pelo poderoso, porém já velho, Tupã. Mas calma, ainda não substituímos a ciência pela cosmovisão indígena: o Tupã em questão é o supercomputador instalado no Centro de Previsão de Tempo e Meteorologia (Cptec), na cidade de Cachoeira Paulista, interior de São Paulo. O único voltado à previsão do clima.

Com capacidade de realizar 258 trilhões de cálculos por segundo, Tupã foi adquirido como um dos 30 computadores mais velozes do mundo. Mas isso em 2010. Hoje, sete anos depois, não está mais nem entre os 500 primeiros, e agoniza os últimos cálculos de sua produtiva carreira. “É a história do carro velho. A chance de quebrar só aumenta com o tempo. Com um computador é a mesma coisa”, conta Gilvan Sampaio, chefe de operações do Cptec.

E não precisam muitos anos para um computador ser considerado velho. O vigor de um supercomputador dura quatro anos. O ideal é que seja substituído nesse prazo. Mas até por falta de opção, Tupã resistiu. Nos quintos e sexto anos de vida, a empresa fabricante, Cray Supercomputers, forneceu peças de reposição que garantem uma sobrevida.

Mas chegou o sétimo ano e estava na hora de o Tupã encaminhar a aposentadoria de forma digna. Ou melhor, passou da hora. Desde 2014 o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ao qual o Cptec é subordinado, solicita recursos para comprar um novo. Mas sem sucesso. “Para se ter uma ideia, nossa despesas estão em R$ 14 milhões por ano, e o orçamento para o ano que vem está previsto em R$ 9 milhões. Não temos dinheiro nem para pagar as contas básicas”, revela Sampaio.

Mesmo que os recursos para a compra de um supercomputador novo, com preços que variam de R$ 50 a 120 milhões, chegasse hoje, nada garantiria que o Ceptec teria uma máquina para trabalhar em 2018. O processo de licitação internacional demora em média 1,5 ano para ser viabilizado. Ano passado, o valor foi até providenciado, mas, com o contingenciamento de 44% do orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, ele virou lenda.

A alternativa do MCTIC foi disponibilizar R$ 10 milhões para que o Inpe atualizasse a máquina. Algumas peças seriam substituídas e, o que seria fundamental, voltariam a pagar a assistência técnica para a máquina. Atualmente uma empresa, de olho no novo contrato, faz o trabalho de forma gratuita, mas somente em horário comercial. “Como aconteceu no domingo (19 de novembro), véspera do dia da Consciência Negra. Como segunda era feriado, o Tupã só voltou a funcionar na terça, quando o técnico veio aqui”, diz Sampaio.

Mas nem esse “gato” está garantido. Os R$ 10 milhões ainda não caíram na conta do Inpe, e dia 8 de dezembro é o prazo limite para empenhar o orçamento de 2017. Se isso não acontecer, acaba a assistência técnica, e não vai demorar muito para o Tupã ter morte declarada. Mais do que prever se fará chuva ou sol, o supercomputador é fundamental para o planejamento do setor elétrico brasileiro; para a agricultura e, principalmente, para a previsão de desastres naturais. O risco é ficarmos sem o “deus do trovão”, protetor das causas climatológicas, bem na época de tempestades.

Ministério da Saúde incorpora medicamento para Alzheimer no SUS

Substância memantina está disponível no sistema público para casos graves e moderados.

Após avaliação, o Ministério da Saúde incluiu o medicamento memantina para casos de Alzheimer moderados e graves no SUS. A inclusão foi oficalizada nesta quinta-feira (9) em publicação no Diário Oficial. O medicamento já é aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A memantina age impedindo a ação do excesso do glutamato nos neurônios. Altos níveis do composto facilitam a entrada do cálcio nas células neuronais, levando-os à morte.

O medicamento foi indicado para casos moderados e graves. Não há indicação para casos leves. Para os casos graves, o composto deve ser combinado com medicamento inibidor de colinesterase, substância que inibe a ação de enzimas que destroem a acetilcolina, neurotransmissor atuante na memória. Já nos casos leves, a memantina pode ser usada isoladamente.

A recomendação da incorporação no SUS foi feita por comissão de avaliação em julho desse ano. O relatório concluiu que "apesar do tamanho do efeito ser pequeno, ele é significativo e influencia favoravelmente a qualidade de vida dos doentes e cuidadores", diz.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que acomete 33% dos indivíduos com mais de 85 anos e compromete de mais de 35 milhões de pessoas no mundo. A condição leva ao declínio de habilidades cognitivas, como a memória e orientação no tempo e no espaço. Há também mudanças na personalidade e no comportamento, bem como prejuízos na habilidade de realizar funções diárias.

Família do Rio não consegue enterrar bebê porque hospital perdeu o corpo

Caso ocorreu na Zona Norte da cidade. Unidade de Saúde no Méier comunicou que lamenta o episódio e instaurou sindicância interna para apurar os fatos.

Uma família do Rio de Janeiro não consegue enterrar um recém-nascido porque os funcionários do hospital não sabem onde está o corpo do bebê. Como mostrou a GloboNews, o enterro da criança seria nesta terça-feira (7), mas foi cancelado porque os parentes foram informados pela direção do Hospital Pasteur, no Méier, na Zona Norte, que o corpo desapareceu.

"Hoje, quando eu chego de manhã com a funerária para ver o corpo, eles não me entregaram o corpo do meu filho. E me enrolaram até agora, não deram nenhum tipo de informação. Chegam agora e o diretor do hospital me fala que ou jogaram o meu filho fora sem querer, limpando e tal porque era pequeno, ou então foi dado para outra funerária levar. Foi isso o que me passou. E aí, ele me dá um documento que não diz nada, não tem nem a assinatura do hospital. Eu acho um total desprezo, já que se trata de uma pessoa, um ser humano", contou o pai do recém-nascido, Wanderson Nunes.

Em nota enviada à GloboNews, o hospital informou que lamenta o episódio e instaurou uma sindicância interna para apurar os fatos. Também foi dito que a equipe da unidade de saúde permanece em contato com a família.

Wanderson disse, ainda, que a esposa dele ainda não sabe do ocorrido. Ele afirmou que irá contar à mulher, mas não sabe como vai explicar que sumiram com o corpo do filho.

Enem terá prova personalizada e detector de ponto eletrônico para coibir fraudes

Detectores de metal e de ponto eletrônicos, fiscalização de lanches e provas personalizadas são algumas medidas que serão adotadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para garantir a segurança do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano.

Ao todo, serão utilizados 67 mil detectores de metal durante o Enem, um para cada 100 participantes. O número garante a vistoria dos candidatos na entrada e na saída de todos os banheiros das 13.632 coordenações de local de aplicação.

Novidade neste ano, os detectores de aparelhos de ponto eletrônico de ouvido serão usados de forma experimental em alguns locais de prova. O sistema encontra os aparelhos de transmissão pelo sinal de rede móvel de banda larga, por radiofrequência de wi-fi e bluetooth. Outras medidas já consolidadas nas demais edições do exame serão mantidas, como a coleta da impressão digital dos participantes.

Nome na prova

Pela primeira vez, neste ano será usada a prova personalizada, com os cadernos de questões e a folha de respostas identificados com o nome e número de inscrição do participante. Ao receber a prova, o candidato deverá verificar se o caderno de questões e o cartão-resposta têm a mesma quantidade de itens, se o nome dele está correto e se não há defeito gráfico.

Segundo o Inep, a identificação das provas e dos cartões de resposta vai contribuir para inibir possíveis fraudes no exame, além de facilitar a transcrição das respostas. Os cadernos continuam tendo cores diferentes, mas não será mais necessário assinalar a cor do caderno no cartão de resposta. Até o ano passado, o próprio candidato fazia a identificação da cor do caderno de questões na folha de resposta, o que poderia possibilitar a troca de informações entre pessoas com provas diferentes. Continua obrigatória a transcrição da frase de segurança apresentada na capa do caderno de questões para o cartão-resposta.

O cartão-resposta e a folha de redação, também com o nome do candidato, virão encartados no caderno de questões e serão entregues a partir das 13h. Depois desse horário, o candidato só pode ir ao banheiro acompanhado do fiscal de sala. O aluno só poderá deixar o local duas horas depois do início da prova. Além disso, só é possível sair com o caderno de questões nos últimos 30 minutos antes do fim da aplicação.

Itens proibidos

De acordo com o edital, não é autorizado o uso de celular ou qualquer aparelho eletrônico durante as provas. Os equipamentos terão de ser colocados em um porta-objetos com lacre, que deverá ficar embaixo da cadeira até o final das provas.

O candidato também não poderá usar lápis, lapiseira, borrachas, livros, manuais, impressos, anotações, óculos escuros, boné, chapéu, gorro e similares e portar armas de qualquer espécie, mesmo com documento de porte. Se estiver com um desses objetos, eles deverão ser colocados no porta-objetos.

Lanche vistoriado

É permitido levar lanches para comer durante as provas, mas os alimentos industrializados, como biscoitos, salgadinhos e iogurte precisam estar com as embalagens lacradas, e todos os itens serão vistoriados antes do ingresso na sala.

O Enem será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro para 6,7 milhões de candidatos. No primeiro domingo, os estudantes farão provas de ciências humanas, linguagens e redação. No segundo, as provas serão de matemática e ciências da natureza.

Menina morre após ser atropelada por carreta na Zona Sul de SP

Uma menina de 4 anos morreu após ser atropelada por uma carreta no bairro Pedreira, na Zona Sul de São Paulo, na noite desta quarta-feira (18). A criança morreu no local.

Ester Cristina estava a caminho da igreja com a mãe quando as duas foram prensadas contra um muro na curva na Rua Bento José Borba.

Segundo informações iniciais, a mãe a e a criança estavam na calçada quando foram atropeladas.

A mãe, que teve fraturas nas costelas, foi levada para o hospital. O motorista da carreta foi levado para a delegacia onde seria ouvido.

McDonald's é condenado a pagar indenização por obrigar atendente a ficar nua diante de colegas

Uma unidade da Arcos Dourados Comércio de Alimentos Ltda., franqueadora da rede de lanchonetes McDonald’s na América Latina, foi condenada a indenizar em R$ 30 mil uma atendente que foi acusada de furto e obrigada pela gerente a se despir na presença de duas colegas. A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, em julgamento de recurso, restabeleceu o valor fixado no juízo de primeiro grau por considerar o tratamento vexatório, humilhante e desrespeitoso aos princípios da dignidade da pessoa humana, da inviolabilidade psíquica e do bem-estar individual do ser humano.

De acordo com o TST, a atendente, que à época era menor de idade, contou na reclamação trabalhista e em depoimento pessoal que foi acusada, juntamente com duas colegas, de furtar dois celulares e R$ 80 de outras empregadas. Segundo seu relato, depois de uma revista na bolsa de todos os empregados do estabelecimento, as três foram chamadas pela gerente, que as obrigou a se despirem no banheiro.

Durante a revista, um dos celulares foi encontrado escondido no sutiã de uma das colegas. Com a atendente, foram encontrados R$ 150, que ela havia sacado para efetuar um pagamento. Cópia do extrato bancário juntado ao processo comprovou o saque. Depois do procedimento, as duas foram dispensadas.

A empresa, em sua defesa, alegou que não havia prova da revista íntima determinada pela gerência.

O juízo da 20ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro considerou que o McDonald’s extrapolou o seu poder de gestão, destacando que a gerente, ao obrigar a trabalhadora a se despir, feriu sua integridade física e sua honra. Segundo a sentença, o empregador não poderia sequer alegar que estava protegendo seu patrimônio, porque os objetos furtados não eram de sua propriedade, e deveria sim “tomar providências, mas não as que tomou”.

O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), ao analisar recurso da Arcos Dourados, reformou a sentença. Considerando as peculiaridades do caso, o tribunal entendeu que “a imediata revista íntima e pessoal sem contato físico, em local reservado e realizado por pessoa do mesmo sexo”, e “acompanhada pela gerência”, foi uma exceção, e excluiu a condenação.

O relator do recurso da atendente ao TST, ministro Mauricio Godinho Delgado, destacou que a situação descrita atentou contra a dignidade, a integridade psíquica e o bem-estar pessoal da empregada, patrimônios morais protegidos pela Constituição Federal.

Em relação ao valor, observou que, na ausência de lei a respeito, a indenização deve observar os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, para evitar tanto a impunidade quanto evitar o enriquecimento ilícito da vítima, e ainda para servir de desestímulo a práticas inadequadas aos parâmetros da lei. A decisão foi unânime.

Procurado pelo Jornal EXTRA, a Arcos Dourados, operadora da marca McDonald’s no Brasil, afirmou que respeita a decisão da justiça e reitera que não tolera nenhuma forma de assédio de qualquer natureza. "A empresa também reafirma seu compromisso de respeito e de cumprimento da legislação trabalhista, além de proporcionar condições adequadas de trabalho a todos os seus empregados. Eles, inclusive, recebem treinamentos do Código de Conduta para os Negócios, em que são instruídos a agir de maneira responsável e respeitando as regras da companhia", divulgou em nota.

Viúva terá que dividir prêmio da Mega Sena com amante do marido

Uma decisão da 2ª Vara de Direito de Família de Niterói, confirmada em segunda instância pela 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), um colegiado, condenou uma víuva a dividir parte da herança do marido, estimada em R$ 12 milhões, com a amante dele. O morto, um engenheiro, funcionário graduado de uma autarquia de transportes do governo do estado, era casado havia 48 anos, mas manteve um relacionamento paralelo de 17 anos com uma secretária que trabalhava na mesma repartição. A decisão é fruto do entendimento da justiça de que a amante não tinha conhecimento de que o falecido era casado. A bolada inclui ainda a metade de um prêmio R$ 12 milhões da Mega Sena, que o réu venceu em 2010, mas manteve fora do conhecimento da companheira de trabalho. Este é o primeiro caso de reconhecimento de uma união estável putativa em Niterói.

Como os casos das varas de Direito de Família transcorrem em segredo de justiça, os nomes das partes não podem ser revelados. A sentença mais recente do processo saiu em maio. Neste momento, a viúva e a filha do morto apresentam dois recursos: um extraordinário e outro especial, que questionam a constitucionalidade da decisão, alegando que ela defende a bigamia. Caso sejam acolhidos, o processo será apreciado em Brasília (DF), pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Advogado responsável pela ação, Afonso Feitosa é especialista em Direito de Família e tem um escritório no Centro. Ele explica que defende os direitos da cliente, autora da ação, desde antes da morte do funcionário público, quando o relacionamento dos dois chegou ao fim. Com a morte, em 2014, o objeto do processo passou a ser a herança. Ele reforça que é justamente o fato de a secretária não ter conhecimento do casamento do companheiro durante o relacionamento que garante a ela o direito à partilha de bens.

— Iniciamos o processo pedindo dissolução da união estável. Quando ele alegou que era caso, só incluímos na ação o termo "putativa", deriva do desconhecer. Ela não sabia que ele era casado, ninguém no trabalho sabia disto também. Ela agiu de boa fé. Além de fotos, cartas, recados e bilhetes, apresentamos como prova cinco contratos de aluguéis que ele fez para ela, em nome dele, neste período, pagando as despesas. Nos documentos, em suas qualificações, ele dizia ser solteiro. Além disto, não havia bigamia, uma vez que ele só era casado com uma, e já há farta jurisprudência que equipara os direitos da companheira ao da esposa — afirma Feitosa.

O advogado explica que o engenheiro realizava depósitos mensais de valores entre R$ 8 mil e R$ 10 mil para a secretária durante o período do relacionamento. Ele reivindica para a cliente a metade do que eles construíram juntos ao longo destes 17 anos. A disputa inclui ainda carros, parte do valor atualizado do prêmio da Mega Sena e um terreno doado pelo funcionário público à filha em 2006, na vigência do relacionamento dos dois. A área fica na Zona Sul do Rio de Janeiro e abriga um estacionamento.

— Esse terreno não poderia ter sido negociado. Mas, como isto aconteceu, minha cliente precisa ser ressarcida. Se o processo for para Brasília (DF), a viúva e a filha do companheiro de minha cliente terão que desembolsar uma multa entre 1% e 5% do valor atribuído à causa, pago em favor da autora — conclui o advogado.

Um eleitor com 52 títulos: biometria do TSE acha 25 mil fraudes

Procedimento está sendo adotado em todo o país para evitar que eleitores se passem por outro no momento da votação; 44% dos eleitores já foram recadastrados

Após o cadastramento biométrico de cerca de 64 milhões de eleitores para a votação por meio de impressões digitais, a Justiça Eleitoral encontrou aproximadamente 25 mil registros de título de eleitor duplicados ou múltiplos, segundo Giuseppe Dutra Janino, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“No momento de confrontar as digitais, se percebe que é a mesma pessoa. Muitas vezes, é evidente a intenção de fraude, da falsidade ideológica”, afirmou Janino.

Segundo ele, uma única pessoa foi encontrada com 52 títulos de eleitor. “Ele tinha 52 títulos de eleitor, logo 52 identidades, 52 CPFs. Se tem 52 CPFs, poderia retirar 52 benefícios do governo como o Bolsa Família ou o INSS”, disse. “Isso mostra a fragilidade documental brasileira. A biometria faz um saneamento na identificação, retirando esses cidadãos das práticas criminosas”, afirmou.

O número de eleitores com a biometria cadastrada até o momento representa 44% das mais de 146 milhões de pessoas aptas a votar – o objetivo é alcançar cerca de 80 milhões até o ano que vem. O cadastramento, porém, ainda não é obrigatório em todos os municípios.

Segundo o TSE, a identificação biométrica é necessária para garantir que o eleitor seja único no cadastro eleitoral. “Não há duas digitais no mundo. Evita-se, assim, a possibilidade de uma pessoa se passar por outra no momento da votação”, disse Janino.

O cadastro das biometrias começou em 2008, em um projeto-piloto em três municípios que, juntos, tinham mais de 40 mil eleitores: Colorado do Oeste (RO), São João Batista (SC) e Fátima do Sul (MS). A Justiça Eleitoral estima que até 2022 todos os eleitores já tenham cadastramento biométrico, porém o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, disse que isso seria possível até 2020.

Quando se cadastrar

O calendário para o cadastro é responsabilidade de cada Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que elege a ordem dos municípios onde será feito o cadastramento e faz as divulgações. Para saber os prazos e os locais de cadastramento em cada município, é preciso consultar o tribunal de cada região, o que pode ser feito pelo site.

Além da coleta das digitais, é feita a assinatura eletrônica e uma foto digitalizada. Todo o processo, segundo o TSE, dura cerca de 15 minutos. Em muitas cidades, como a capital de São Paulo, o cadastramento está na fase ordinária – isto é, não é obrigatório, mas já pode ser feito. A vantagem é evitar filas, por exemplo.

Todos os eleitores, inclusive aqueles que têm voto facultativo (analfabetos, maiores de 16 e menores de 18 anos e os maiores de 70 anos de idade), devem fazer o recadastramento biométrico para manterem seu título regularizado. Aqueles que perderem o prazo em seu município estarão impedidos de votar até que regularizem a situação na Justiça Eleitoral.

Correções

Nas últimas eleições, alguns eleitores não tiveram suas digitais reconhecidas e enfrentaram problemas para votar usando a biometria, o que acabou gerando filas e reclamações. Segundo Janino, o percentual de não reconhecimento de digitais girou entre 8% e 10% em 2016, ano em que 46 milhões de eleitores possuíam biometria.

Ele diz que a Justiça Eleitoral “aprendeu com as experiências anteriores” e atribui o problema, principalmente, a erro no procedimento – quando o mesário não colocava o dedo corretamente no leitor biométrico – e falhas nos equipamentos. “Pode ter sido erro no cadastro, mas isso é excepcional”, diz o secretário.

Situação por estado

Alagoas, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal praticamente finalizaram o processo de recadastramento biométrico, com a coleta das digitais de mais de 99% de seus eleitores. Segundo o TSE, Rio de Janeiro (10,88%), Minas Gerais (16,73%) e Mato Grosso do Sul (19,48%) são os três estados com o menor índice. Nas capitais Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o processo ainda é ordinário, ou seja, não é obrigatório.

São Paulo é o quarto estado com o menor índice de recadastramento, com 28,08%. Na capital, onde há 8,89 milhões de eleitores, 35% já fizeram seu registro biométrico.

Mega-Sena paga R$ 54,2 milhões para aposta única de cidade de SP; confira os números sorteados

Veja as dezenas sorteadas: 04 - 19 - 27 - 38 - 54 - 57. Quina teve 141 ganhadores; cada um deles receberá R$ 27.566,76.

Uma única aposta, feita em Assis (SP), levou sozinha um prêmio de R$ 54.268.048,74 no concurso 1.974 da Mega-Sena. O sorteio ocorreu nesta quarta (4) no município de Itapiranga (SC).

Veja as dezenas sorteadas: 04 - 19 - 27 - 38 - 54 - 57.

Ao todo, 141 apostas acertaram a quina; cada uma irá ganhar R$ 27.566,76 . Outras 8.994 apostas faturaram a quadra --e levarão R$ 617,38 cada uma.

Para o próximo concurso (1975), no sábado (7), o prêmio é estimado em R$ 22 milhões.

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

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