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McDonald's é condenado a pagar indenização por obrigar atendente a ficar nua diante de colegas

Uma unidade da Arcos Dourados Comércio de Alimentos Ltda., franqueadora da rede de lanchonetes McDonald’s na América Latina, foi condenada a indenizar em R$ 30 mil uma atendente que foi acusada de furto e obrigada pela gerente a se despir na presença de duas colegas. A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, em julgamento de recurso, restabeleceu o valor fixado no juízo de primeiro grau por considerar o tratamento vexatório, humilhante e desrespeitoso aos princípios da dignidade da pessoa humana, da inviolabilidade psíquica e do bem-estar individual do ser humano.

De acordo com o TST, a atendente, que à época era menor de idade, contou na reclamação trabalhista e em depoimento pessoal que foi acusada, juntamente com duas colegas, de furtar dois celulares e R$ 80 de outras empregadas. Segundo seu relato, depois de uma revista na bolsa de todos os empregados do estabelecimento, as três foram chamadas pela gerente, que as obrigou a se despirem no banheiro.

Durante a revista, um dos celulares foi encontrado escondido no sutiã de uma das colegas. Com a atendente, foram encontrados R$ 150, que ela havia sacado para efetuar um pagamento. Cópia do extrato bancário juntado ao processo comprovou o saque. Depois do procedimento, as duas foram dispensadas.

A empresa, em sua defesa, alegou que não havia prova da revista íntima determinada pela gerência.

O juízo da 20ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro considerou que o McDonald’s extrapolou o seu poder de gestão, destacando que a gerente, ao obrigar a trabalhadora a se despir, feriu sua integridade física e sua honra. Segundo a sentença, o empregador não poderia sequer alegar que estava protegendo seu patrimônio, porque os objetos furtados não eram de sua propriedade, e deveria sim “tomar providências, mas não as que tomou”.

O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), ao analisar recurso da Arcos Dourados, reformou a sentença. Considerando as peculiaridades do caso, o tribunal entendeu que “a imediata revista íntima e pessoal sem contato físico, em local reservado e realizado por pessoa do mesmo sexo”, e “acompanhada pela gerência”, foi uma exceção, e excluiu a condenação.

O relator do recurso da atendente ao TST, ministro Mauricio Godinho Delgado, destacou que a situação descrita atentou contra a dignidade, a integridade psíquica e o bem-estar pessoal da empregada, patrimônios morais protegidos pela Constituição Federal.

Em relação ao valor, observou que, na ausência de lei a respeito, a indenização deve observar os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, para evitar tanto a impunidade quanto evitar o enriquecimento ilícito da vítima, e ainda para servir de desestímulo a práticas inadequadas aos parâmetros da lei. A decisão foi unânime.

Procurado pelo Jornal EXTRA, a Arcos Dourados, operadora da marca McDonald’s no Brasil, afirmou que respeita a decisão da justiça e reitera que não tolera nenhuma forma de assédio de qualquer natureza. "A empresa também reafirma seu compromisso de respeito e de cumprimento da legislação trabalhista, além de proporcionar condições adequadas de trabalho a todos os seus empregados. Eles, inclusive, recebem treinamentos do Código de Conduta para os Negócios, em que são instruídos a agir de maneira responsável e respeitando as regras da companhia", divulgou em nota.

Viúva terá que dividir prêmio da Mega Sena com amante do marido

Uma decisão da 2ª Vara de Direito de Família de Niterói, confirmada em segunda instância pela 10ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), um colegiado, condenou uma víuva a dividir parte da herança do marido, estimada em R$ 12 milhões, com a amante dele. O morto, um engenheiro, funcionário graduado de uma autarquia de transportes do governo do estado, era casado havia 48 anos, mas manteve um relacionamento paralelo de 17 anos com uma secretária que trabalhava na mesma repartição. A decisão é fruto do entendimento da justiça de que a amante não tinha conhecimento de que o falecido era casado. A bolada inclui ainda a metade de um prêmio R$ 12 milhões da Mega Sena, que o réu venceu em 2010, mas manteve fora do conhecimento da companheira de trabalho. Este é o primeiro caso de reconhecimento de uma união estável putativa em Niterói.

Como os casos das varas de Direito de Família transcorrem em segredo de justiça, os nomes das partes não podem ser revelados. A sentença mais recente do processo saiu em maio. Neste momento, a viúva e a filha do morto apresentam dois recursos: um extraordinário e outro especial, que questionam a constitucionalidade da decisão, alegando que ela defende a bigamia. Caso sejam acolhidos, o processo será apreciado em Brasília (DF), pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Advogado responsável pela ação, Afonso Feitosa é especialista em Direito de Família e tem um escritório no Centro. Ele explica que defende os direitos da cliente, autora da ação, desde antes da morte do funcionário público, quando o relacionamento dos dois chegou ao fim. Com a morte, em 2014, o objeto do processo passou a ser a herança. Ele reforça que é justamente o fato de a secretária não ter conhecimento do casamento do companheiro durante o relacionamento que garante a ela o direito à partilha de bens.

— Iniciamos o processo pedindo dissolução da união estável. Quando ele alegou que era caso, só incluímos na ação o termo "putativa", deriva do desconhecer. Ela não sabia que ele era casado, ninguém no trabalho sabia disto também. Ela agiu de boa fé. Além de fotos, cartas, recados e bilhetes, apresentamos como prova cinco contratos de aluguéis que ele fez para ela, em nome dele, neste período, pagando as despesas. Nos documentos, em suas qualificações, ele dizia ser solteiro. Além disto, não havia bigamia, uma vez que ele só era casado com uma, e já há farta jurisprudência que equipara os direitos da companheira ao da esposa — afirma Feitosa.

O advogado explica que o engenheiro realizava depósitos mensais de valores entre R$ 8 mil e R$ 10 mil para a secretária durante o período do relacionamento. Ele reivindica para a cliente a metade do que eles construíram juntos ao longo destes 17 anos. A disputa inclui ainda carros, parte do valor atualizado do prêmio da Mega Sena e um terreno doado pelo funcionário público à filha em 2006, na vigência do relacionamento dos dois. A área fica na Zona Sul do Rio de Janeiro e abriga um estacionamento.

— Esse terreno não poderia ter sido negociado. Mas, como isto aconteceu, minha cliente precisa ser ressarcida. Se o processo for para Brasília (DF), a viúva e a filha do companheiro de minha cliente terão que desembolsar uma multa entre 1% e 5% do valor atribuído à causa, pago em favor da autora — conclui o advogado.

Um eleitor com 52 títulos: biometria do TSE acha 25 mil fraudes

Procedimento está sendo adotado em todo o país para evitar que eleitores se passem por outro no momento da votação; 44% dos eleitores já foram recadastrados

Após o cadastramento biométrico de cerca de 64 milhões de eleitores para a votação por meio de impressões digitais, a Justiça Eleitoral encontrou aproximadamente 25 mil registros de título de eleitor duplicados ou múltiplos, segundo Giuseppe Dutra Janino, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“No momento de confrontar as digitais, se percebe que é a mesma pessoa. Muitas vezes, é evidente a intenção de fraude, da falsidade ideológica”, afirmou Janino.

Segundo ele, uma única pessoa foi encontrada com 52 títulos de eleitor. “Ele tinha 52 títulos de eleitor, logo 52 identidades, 52 CPFs. Se tem 52 CPFs, poderia retirar 52 benefícios do governo como o Bolsa Família ou o INSS”, disse. “Isso mostra a fragilidade documental brasileira. A biometria faz um saneamento na identificação, retirando esses cidadãos das práticas criminosas”, afirmou.

O número de eleitores com a biometria cadastrada até o momento representa 44% das mais de 146 milhões de pessoas aptas a votar – o objetivo é alcançar cerca de 80 milhões até o ano que vem. O cadastramento, porém, ainda não é obrigatório em todos os municípios.

Segundo o TSE, a identificação biométrica é necessária para garantir que o eleitor seja único no cadastro eleitoral. “Não há duas digitais no mundo. Evita-se, assim, a possibilidade de uma pessoa se passar por outra no momento da votação”, disse Janino.

O cadastro das biometrias começou em 2008, em um projeto-piloto em três municípios que, juntos, tinham mais de 40 mil eleitores: Colorado do Oeste (RO), São João Batista (SC) e Fátima do Sul (MS). A Justiça Eleitoral estima que até 2022 todos os eleitores já tenham cadastramento biométrico, porém o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, disse que isso seria possível até 2020.

Quando se cadastrar

O calendário para o cadastro é responsabilidade de cada Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que elege a ordem dos municípios onde será feito o cadastramento e faz as divulgações. Para saber os prazos e os locais de cadastramento em cada município, é preciso consultar o tribunal de cada região, o que pode ser feito pelo site.

Além da coleta das digitais, é feita a assinatura eletrônica e uma foto digitalizada. Todo o processo, segundo o TSE, dura cerca de 15 minutos. Em muitas cidades, como a capital de São Paulo, o cadastramento está na fase ordinária – isto é, não é obrigatório, mas já pode ser feito. A vantagem é evitar filas, por exemplo.

Todos os eleitores, inclusive aqueles que têm voto facultativo (analfabetos, maiores de 16 e menores de 18 anos e os maiores de 70 anos de idade), devem fazer o recadastramento biométrico para manterem seu título regularizado. Aqueles que perderem o prazo em seu município estarão impedidos de votar até que regularizem a situação na Justiça Eleitoral.

Correções

Nas últimas eleições, alguns eleitores não tiveram suas digitais reconhecidas e enfrentaram problemas para votar usando a biometria, o que acabou gerando filas e reclamações. Segundo Janino, o percentual de não reconhecimento de digitais girou entre 8% e 10% em 2016, ano em que 46 milhões de eleitores possuíam biometria.

Ele diz que a Justiça Eleitoral “aprendeu com as experiências anteriores” e atribui o problema, principalmente, a erro no procedimento – quando o mesário não colocava o dedo corretamente no leitor biométrico – e falhas nos equipamentos. “Pode ter sido erro no cadastro, mas isso é excepcional”, diz o secretário.

Situação por estado

Alagoas, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal praticamente finalizaram o processo de recadastramento biométrico, com a coleta das digitais de mais de 99% de seus eleitores. Segundo o TSE, Rio de Janeiro (10,88%), Minas Gerais (16,73%) e Mato Grosso do Sul (19,48%) são os três estados com o menor índice. Nas capitais Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o processo ainda é ordinário, ou seja, não é obrigatório.

São Paulo é o quarto estado com o menor índice de recadastramento, com 28,08%. Na capital, onde há 8,89 milhões de eleitores, 35% já fizeram seu registro biométrico.

Mega-Sena paga R$ 54,2 milhões para aposta única de cidade de SP; confira os números sorteados

Veja as dezenas sorteadas: 04 - 19 - 27 - 38 - 54 - 57. Quina teve 141 ganhadores; cada um deles receberá R$ 27.566,76.

Uma única aposta, feita em Assis (SP), levou sozinha um prêmio de R$ 54.268.048,74 no concurso 1.974 da Mega-Sena. O sorteio ocorreu nesta quarta (4) no município de Itapiranga (SC).

Veja as dezenas sorteadas: 04 - 19 - 27 - 38 - 54 - 57.

Ao todo, 141 apostas acertaram a quina; cada uma irá ganhar R$ 27.566,76 . Outras 8.994 apostas faturaram a quadra --e levarão R$ 617,38 cada uma.

Para o próximo concurso (1975), no sábado (7), o prêmio é estimado em R$ 22 milhões.

Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

Governo estuda acabar com o horário de verão

Discussão sobre o assunto está na Casa Civil, mas caberá ao presidente Temer aprovar

O governo estuda acabar com o horário de verão. O assunto está em avaliação na Casa Civil e caberá ao presidente Michel Temer bater o martelo. A intenção da equipe envolvida nas discussões é decidir sobre o tema nas próximas semanas, já que o próximo período de vigência do horário diferenciado está previsto para começar em outubro até fevereiro.

O horário de verão foi criado com o objetivo de economizar energia elétrica durante o período em que está em vigor. Um estudo do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e do Ministério de Minas e Energia concluiu, no entanto, que essa política pública traz efeitos “ próximos à neutralidade” com relação à economia de energia elétrica. Ou seja, o principal objetivo da medida, economizar eletricidade, não é mais atingido. Foi a partir daí que o assunto passou a ser analisado por outros entes do governo.

A avaliação é de que o período em que a maior parte do país adianta o relógio em uma hora já faz parte dos costumes e da cultura do brasileiro. Por isso, a decisão que vier a ser tomada levará em conta também esses aspectos, além da capacidade de economizar energia.

Entre os técnicos que defendem a medida dentro do governo, o argumento é de que o horário pode ser positivo para setores como comércio e turismo, apesar do pouco impacto na economia de energia. Isso porque as pessoas têm mais uma hora para consumir, o que seria benéfico para empresas desses setores econômicos.

A Casa Civil informou que foi criado um grupo de trabalho especialmente dedicado a analisar a eficácia do horário de verão, após a conclusão dos estudos técnicos. Disse ainda que uma decisão deve sair “em breve”, mas não deu prazo. A decisão cabe apenas ao Poder Executivo, ou seja, não precisa passar pelo Congresso Nacional.

As discussões sobre o horário de verão ganharam força no governo após um estudo do ONS e do ministério constatar que a “adoção desta política pública atualmente traz resultados próximos à neutralidade para o consumidor brasileiro de energia elétrica, tanto em relação à economia de energia, quanto para a redução da demanda máxima do sistema”. O estudo atribui esse resultado à “mudanças no perfil” da sociedade e na “composição da carga”, que vem sendo observado nos últimos anos.

No passado, quando o horário era mais eficiente, as pessoas e empresas eram estimuladas a encerrarem suas atividades do dia com a luz do sol ainda presente, evitando que muitos equipamentos estivessem ainda ligados quando acionada a iluminação noturna.

A mudança do perfil do brasileiro, no entanto, mudou as características do consumo. Muita gente deixou de ter um horário tradicional de trabalho, chegando em casa já à noite. Além disso, principalmente durante as tardes de verão, o uso de equipamentos, como o ar condicionado, foi intensificado.

General fala em "intervenção" do Exército caso a Justiça não retire corruptos da "vida pública" (Assista)

O polêmico general gaúcho Antonio Hamilton Mourão voltou a ser assunto nacional neste fim de semana após afirmar, em palestra realizada na sexta-feira (15), em uma loja maçônica de Brasília, que uma "intervenção militar" pode ser adotada no país caso o Poder Judiciário "não solucione o problema político" – a crise generalizada de corrupção nos altos escalões governamentais. Segundo Mourão, seus "companheiros do Alto Comando do Exército" entendem que essa "imposição não será fácil" e avaliam que ainda não é o momento para a ação, mas admitem que ela poderá ocorrer. 

Natural de Porto Alegre, Mourão foi exonerado do Comando Militar do Sul, na Capital, em outubro de 2015, depois de fazer duras críticas públicas à então presidente, Dilma Rousseff (PT). À época, o general permitiu que ocorresse em Santa Maria uma homenagem de subordinados ao coronel Brilhante Ustra. Já falecido, Ustra é considerado um dos símbolos do regime militar (1964 a 1985) – nos "anos de chumbo", ele comandou o DOI-Codi do II Exército, em São Paulo, onde teriam morrido 45 prisioneiros. Como consequência, Mourão acabou  transferido para Brasília, na função de secretário de Economia e Finanças do Exército, cargo burocrático que não lhe confere poder sobre efetivos armados.

De acordo com Mourão, em sua palestra de sexta-feira na capital federal, o Exército já teria "planejamentos muito bem feitos" sobre uma possível intervenção no país. 

– Até chegar o momento em que, ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós (militares) teremos que impor isso (intervenção) –, afirmou o general, em uma exposição que durou quase uma hora "Então, se tiver que haver, haverá (intervenção). – Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas.

Durante a palestra, realizada após o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar pela segunda vez o presidente Michel Temer por participação em organização criminosa e obstrução de Justiça, o general falou por três vezes na possibilidade de intervenção militar diante da crise enfrentada pelo país.

O general Mourão afirmou que "os Poderes terão que buscar uma solução. Se não conseguirem, chegará a hora em que teremos que impor uma solução… e essa imposição não será fácil, ela trará problemas". Por fim, acrescentou lembrando o juramento que os militares fizeram de "compromisso com a Pátria, independente (sic) de sermos aplaudidos ou não". E encerrou: 

– O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos, de qualquer maneira, atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver, haverá.

Posição de Mourão causa desconforto no comando do Exército

A atitude do general causou desconforto em Brasília. Oficiais-generais ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo criticaram a afirmação de Mourão, considerada desnecessária neste momento de crise. 

Ao jornal O Estado de S.Paulo, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, foi enfático e disse que "não há qualquer possibilidade" de intervenção militar. 

– Desde 1985, não somos responsáveis por turbulência na vida nacional e, assim, vai prosseguir – afirmou Villas Bôas, acrescentando que a Força defende "a manutenção da democracia, a preservação da Constituição, além da proteção das instituições".

Procurado neste domingo, Mourão explicou, no entanto, que não estava "insuflando nada" ou "pregando intervenção militar" e que a interpretação das suas palavras "é livre". Ele afirmou que falava em seu nome, não no do Exército, embora estivesse fardado durante a palestra. Ele permanece no serviço ativo no Exército até março do ano que vem, quando passará para a reserva. O general Mourão disse ao jornal O Estado de S.Paulo que não vai se candidatar, apesar de existir página nas redes sociais sugerindo seu nome para presidente da República. "Não. Não sou político. Sou soldado."

Depois de salientar que "internamente, já foi conversado e o problema está superado", o comandante do Exército insistiu que qualquer emprego de Forças Armadas será por iniciativa de um dos Poderes. No sábado (16), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, conversou com o comandante do Exército, que telefonou para o general Mourão para saber o que havia ocorrido. O general, então, explicou o contexto das declarações.

Questionado, Mourão diz que não defendeu a tomada de poder pelos militares

Em 2015, o general Antonio Hamilton Mourão desagradou o Palácio do Planalto ao atacar indiretamente a então presidente Dilma Rousseff ao ser questionado sobre o impeachment dela e responder que "a mera substituição da PR (presidente da República) não trará mudança significativa no 'status quo'" e que "a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção".

Neste domingo, ao ser procurado pelo jornal, o general Mourão disse que "não defendeu (a tomada de poder pelos militares), apenas respondeu a uma pergunta". Para o general, "se ninguém se acertar, terá de haver algum tipo de intervenção, para colocar ordem na casa". Sobre quem faria a intervenção, se ela seria militar, ele responde que "não existe fórmula de bolo" para isso. E emendou: "Não (não é intervenção militar). Isso não é uma revolução. Não é uma tomada de poder. Não existe nada disso. É simplesmente alguém que coloque as coisas em ordem, e diga: 'atenção, minha gente vamos nos acertar aqui e deixar as coisas de forma que o país consiga andar e não como estamos.' Foi isso que disse, mas as pessoas interpretam as coisas cada uma de sua forma. Os grupos que pedem intervenção é que estão fazendo essa onda em torno desse assunto".

Especialistas discutem cura da Aids e alertam para diagnóstico da hepatite C

A cura do HIV/aids está cada vez mais próxima, segundo o presidente do 20º Congresso Brasileiro de Infectologia (Infecto 2017), Alberto Chebabo. “A gente hoje sabe que existem locais onde o HIV se esconde e onde a medicação que a gente utiliza não consegue atuar. Consigo controlar a doença, mas não consigo eliminar esses reservatórios onde o vírus fica escondido dentro do corpo humano, dentro do organismo”, explicou.

Segundo Chebabo, nesses locais o vírus fica adormecido, sem se multiplicar, por isso é difícil identificar esses espaços para eliminá-lo. Nesse sentido, várias pesquisas estão em andamento no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa para tirar o vírus do estado de latência. A expectativa, de acordo com Chebabo, é que em até 10 anos essas pesquisas resultem em medicamentos que levem à cura da aids.

No Brasil, instituições como as universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) vêm desenvolvendo pesquisas de modo colaborativo com esse objetivo.

Hepatite

Além do HIV, o congresso, que foi aberto hoje (12), no Rio de Janeiro, e vai até quinta-feira (15), discute estratégias para prevenção e cura de outras doenças, como a hepatite C. Segundo Chebabo, muitas pessoas infectadas não sabem que têm o vírus, o que dificulta o controle da enfermidade.

Durante o evento, as sociedades brasileiras de Infectologia (SBI) e de Hepatologia (SBH) lançaram campanha conjunta para alertar para a importância do teste de sangue simples para detectar a presença do vírus da hepatite C. Segundo estimativas recentes baseadas em estudos populacionais, a hepatite C atinge 1,5 milhão de pessoas no Brasil e muitas delas não sabem que estão infectadas.

“A gente tem a medicação à disposição. O nosso papel agora é descobrir quem são essas pessoas que são infectadas e não sabem que têm hepatite C”, disse o presidente do congresso. A doença evolui de forma silenciosa durante muitos anos e, em alguns casos, a pessoa só descobre quando está com cirrose hepática, com o fígado já destruído.

Com cerca de 3 mil participantes, o congresso também discutirá temas como as arboviroses, que são doenças transmitidas por vírus cujos vetores são insetos, como a febre amarela; os desafios para controle dos vetores de dengue, zika e chikungunya; as superbactérias e a descoberta de novas vacinas.

Maré baixa revela raro tesouro arqueológico em praia de SP: 'Mistério'

Barril 'misterioso' foi localizado em uma praia de Guarujá, no litoral paulista, e logo despertou a curiosidade de moradores, turistas e especialistas.

m novo achado arqueológico foi descoberto em uma praia do litoral de São Paulo, neste domingo (10). Depois de uma embarcação secular ser detectada encalhada na areia da orla de Santos, graças à maré baixa, desta vez, um barril “misterioso” foi localizado em uma praia de Guarujá, e logo despertou a curiosidade de moradores, turistas e especialistas.

O barril, feito em madeira e ferro, foi encontrado parcialmente enterrado na Praia do Tombo, na manhã deste domingo. A professora de história Marília Oliveira Calazans, da Universidade de São Paulo (USP), que também é mestre Arqueologia, esteve no local e ficou animada com a rara descoberta, que pode ser derivada de um naufrágio antigo.

“A Arqueologia frequentemente lida com esses achados inesperados. Nós sabemos que estamos em uma zona de potencial, de naufrágios, mas esses vestígios são encontrados ao acaso. Encontrar uma coisa dessas é muito legal. É um achado gratificante. É como uma mensagem do passado”, comemora.

Apesar da empolgação, segundo a especialista, ainda é cedo para determinar a procedência do objeto. “Nós não sabemos onde esse naufrágio aconteceu. Talvez exista um registro oficial. Nós só sabemos que é um barril de madeira, com um anel de ferro em volta, que segura a estrutura. Parece bastante antigo, mas a madeira está preservada, o próprio ambiente faz isso”, diz.

A próxima etapa, segundo Marília, é reunir uma equipe de arqueólogos para analisar a peça e, se possível, retirá-la da praia. “Se a hipótese do naufrágio estiver correta, pode ser que outros vestígios do mesmo acidente estejam dispersos em outros locais. Pode ser que peças do mesmo naufrágio já estejam em algum museu. Os documentos históricos ajudam, mas retirar o barril seria importante para o trabalho arqueológico, para a análise química, ou até mesmo para ver se há alguma marca do fabricante. Mas é preciso preservar o contexto, fazer com cuidado, na maré baixa, pouco a pouco, para a atividade não destruir a pouca informação que sobrou. Mas é um mistério, por enquanto, o que é mais emocionante”, conclui.

Navio centenário

Os destroços de uma embarcação com mais de 50 metros de comprimento foram localizados na orla de Santos, no dia 22 de agosto. A erosão na faixa de areia da Praia do Embaré provocou o aparecimento de parte da estrutura que, segundo especialistas, pode pertencer a um veleiro inglês que naufragou no local há mais de 120 anos. Um trabalho de sondagem, programado para os próximos dias, poderá ajudar na elucidação do mistério.

Tremor de terra assusta moradores de Montes Claros, no Norte de Minas

Observatório Sismológico de Brasília confirmou que o abalo teve magnitude de 2.1; Corpo de Bombeiros recebeu diversas ligações de moradores de vários bairros.

Um tremor de terra assustou moradores de Montes Claros, no Norte de Minas, na manhã desta quarta-feira (6). O Observatório Sismológico de Brasília confirmou que o abalo teve magnitude de 2.1.

“Os sensores que detectaram o evento estão em Montes Claros, Januária e Diamantina e têm distâncias de até 300 km entre eles. Ainda iremos receber os dados de duas estações do Núcleo de Estudos de Sismologia da Unimontes, mas já podemos aferir de forma preliminar porque os dados foram detectados por outras estações”, disse o professor Juraci Mário de Carvalho, do Observatório Sismológico da UnB.

Uma equipe da Unimontes está fazendo um levantamento nas estações instaladas no município na manhã desta quarta-feira (6). “A cidade inteira sentiu. Pelo relato da população podemos afirmar que houve o tremor, porém estamos indo nas estações coletar dados para confirmar e a partir daí calcular magnitude através de instrumento”, esclareceu Maykon Fredson Ferreira, analista do núcleo de sismologia da Unimontes.

O Corpo de Bombeiros afirmou que recebeu diversas ligações de moradores de vários bairros relatando que sentiram o tremor. Os militares fizeram uma vistoria em uma casa no Bairro Sumaré, onde houve relatos de rachaduras no imóvel.

“Tinha apenas um rachadinho na parede e depois do tremor o buraco aumentou e apareceram rachaduras em outros locais. O meu pai que mora no imóvel e eu moro em uma casa nos fundos. A sensação do tremor foi muito forte, até o meu cachorro se assustou e ficou agitado”, conta Raquel de Oliveira Souza.

Após a vistoria, os bombeiros constataram que as rachaduras eram atingas e não tinha queda de telhado e nem porta empenada, que demonstrassem fenda recente. "Orientamos aos moradores a ficarem atentos e qualquer alteração, voltar a nos ligar. Mas, nesse primeiro momento, não foi necessário sair de casa", explicou o Sargento Cleiton Rodrigues.

A auxiliar administrativa Debora Soares Fonseca mora na região Leste da cidade e diz que acordou com o barulho do tremor."Na hora a gente sempre assusta, dá uma sensação ruim. Eu já tinha sentido outras vezes e esse foi bem forte. Meu cachorro também se assustou e barulhou bastante", relata.

Em abril deste ano, um abalo sísmico de magnitude de 1,6 na escala Richter foi registrado na cidade, segundo o Observatório Sismológico de Brasília. Na época, nenhuma ocorrência foi registrada em função do tremor.

 

Família procura cão levado durante assalto

Uma semana depois de ter o cachorro levado durante um assalto no distrito de Nova Aparecida, em Campinas, a família do vira-lata de 6 anos Mike, mistura de poodle com basset hound, passou a distribuir cartazes pelo Jardim Campineiro, na região do Jardim São Marcos, bairro em que o carro foi localizado horas depois do crime, e oferece gratificação para quem localizá-lo. “Precisamos encontrá-lo: meus sobrinhos só choram, não querem comer.

A tristeza e a angústia tomaram conta de toda a família”, desabafou a irmã do dono do animal, uma auxiliar administrativa de 40 anos que prefere não ser identificada.

Para facilitar a comunicação sem se expor, ela comprou um chip somente para receber informações do paradeiro de Mike através do aplicativo WhatsApp, (19) 98771-2851, além de ter feito o trajeto por onde o carro passou, já que o veículo é rastreado.

 

Nas redes sociais, a mobilização também não para, com publicações e compartilhamentos. “Uma semana e um dia sem você, meu amor. Como dói pensar no que pode ter acontecido com você. Nenhuma notícia. Volta, Mike, volta. Dá um jeito de escapar: corre para a rua para alguém te ver. Não aguentamos mais esse silêncio”, disse trecho de um post feito segunda-feira. Outra mensagem publicada no domingo teve 37 compartilhamentos. “Está todo mundo imaginando o que está acontecendo: se fizeram alguma coisa com ele, se estão segurando ele para amenizar a situação e depois soltar, ou venderam”, comentou a auxiliar administrativa, que chegou a ir até Sumaré atrás de um cachorro parecido com o Mike, mas foi alarme falso.

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