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3º chacina do ano faz Campinas já superar nº de mortes de 2016

Município contabiliza ao menos 125 mortes no ano, contra 116 do ano passado. Especialista em segurança pública critica falta de estrutura da Polícia Civil e diz que existe "sensação de impunidade"

Com três chacinas neste ano, o número de vítimas de homicídio em Campinas (SP) já superou o total de 2016. Com as 12 mortes provocadas por um atirador no réveillon, as quatro de jovens executados na noite de domingo (29) após um baile funk, e as cinco vítimas do atirador Antonio Ricardo Gallo manhã de segunda (30), a cidade contabiliza ao menos 125 mortos, contra 116 do ano passado.

Dados fornecidos pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo apontam que Campinas registrou 116 vítimas de homicídio entre janeiro e setembro deste ano. Os dados de outubro ainda não foram contabilizados pelo órgão.

Para o advogado e especialista em segurança pública, Ruyrillo Pedro de Magalhães, casos como os registrados no réveillon e do atirador que atacou familiares, são de "difícil contenção", mas que expõe um problema de estrutura da polícia.

"A Polícia Civil está esculhambada no Estado de São Paulo. Casos como esses (chacinas familiares) são de difícil contenção, mas se houvesse melhor estrutura e profissionais, poderia haver um trabalho preventivo. Em casos de desavença familiar, com históricos de violência, a autoridade policial poderia atuar", defende.

Magalhães destaca ainda que os órgãos de segurança do Estado estão "preocupados em fornecer números", mas se esquecem da "importância que eles representam". E que a falta de solução dos casos gera a "sensação de impunidade", para a população e, principalmente, os criminosos.

Questionada sobre a estrutura da Polícia Civil em Campinas e do número de casos registrados e solucionados na cidade, a SSP não havia se posicionado até a publicação desta reportagem.

Diretor do Departamento de Polícia Judiciária São Paulo Interior-2 (Deinter-2), em Campinas, Kleber Altale reforçou a dificuldade para evitar as chacinas entre familiares. "Esse tipo de crime, ocorrido no seio da família, é praticamente impossível uma prevenção por parte da polícia."

Para o delegado, no entanto, as mortes em série contribuíram para o aumento da estatística.

1ª chacina

A chacina durante uma festa de réveillon terminou com 12 pessoas assassinadas após Sidnei Ramis de Araujo, de 46 anos, invadir uma casa em Campinas, efetuar os disparos e se matar. O atirador matou o filho, a ex-mulher e outros familiares que comemoram juntos a virada do ano.

Onze pessoas morreram no local e quatro foram atingidas pelos disparos e socorridas. Uma delas morreu no hospital.

2ª chacina

Quatro jovens com idades entre 16 e 22 anos foram mortos por disparos de armas de fogo na noite de domingo (29) no Jardim Satélite Íris, em Campinas (SP). Eles estavam em um baile funk e foram executados a 600m do local da festa. Ninguém foi preso e as armas dos crimes não foram encontradas.

A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de acerto de contas para a motivação das mortes. O caso está sendo investigado pelo 11º Distrito Policial.

3ª chacina

Antonio Ricardo Gallo, de 28 anos, matou cinco pessoas e feriu uma na manhã de segunda-feira (30), em Campinas (SP). Quatro das mortes ocorreram no distrito de Sousas, pouco antes das 6h30, no endereço da família do próprio atirador. O pai, uma irmã e um vizinho do suspeito estão entre os mortos.

Os bombeiros localizaram um quarto corpo, que estava carbonizado dentro da casa no distrito de Sousas, mas ainda não foi identificado -- a polícia trabalha com a hipótese de ser outra irmã do atirador.

Gallo chegou a ser perseguido pela Polícia Militar e, então, se matou com um tiro na cabeça.

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