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Vereadores de Valinhos aprovam moção baseada em notícia falsa

Os vereadores de Valinhos acreditaram no boato espalhado nas redes sociais pelo compartilhamento da notícia criada por um site e protagonizaram, na terça-feira, uma demonstração de falta de informação e de compromisso com a verdade. Ou seja, caíram na famosa fake news. Oito dos 18 parlamentares da Casa, incluindo o presidente Israel Scupenaro (PMDB), assinaram moção de apoio ao deputado federal Marco Feliciano (PSC) pelo pedido de prisão que ester teria feito contra o ator Wagner Schwartz. O ator, no último dia 26, realizou a perfomance “La Bête”, no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo. Nela houve a interação entre uma criança e um artista que estava nu. Ocorre que o deputado não pediu a prisão do artista e nem sequer a Justiça expediu qualquer ordem de prisão.

A moção foi lida na sessão e só não foi votada na terça-feira, por falta de tempo, ficando a análise da matéria para a próxima sessão. Na manhã de ontem, o vereador Rodrigo Toloi (DEM), autor inicial da moção, apresentou ofício pedindo a retirada da proposta. Além de Toloi, a moção estava assinada pelos vereadores Dalva Berto (PMDB), André Amaral (PSDB), Luiz Mayr Neto (PV), Kiko Beloni (PSB), Mauro Penido (PPS), Gilberto Borges (PMDB) e pelo presidente da Câmara, Israel Scupenaro (PMDB).

Toloi disse que apresentou a moção porque muitas pessoas pediram a ele uma manifestação sobre a performance no MAM. “Vi uma notícia do pedido de prisão do artista e fiz a moção, coletei assinaturas, protocolei e pedi à minha assessoria que verificasse a veracidade da informação. Foi tudo muito corrido na terça-feira. A moção já tinha sido lida na sessão, quando a informação de que a notícia era falsa chegou”, afirmou.

Sem problema

O vereador disse que não vê problemas no ocorrido, porque a proposta não foi discutida e nem votada. “Estou tranquilo em relação a isso. Se tivesse sido votada seria um problema. Mas se o deputado vier a pedir a prisão e a Justiça acatar, eu farei outra moção de apoio”, afirmou.

A proposta lida na sessão, informa que o pedido de Feliciano foi aceito e expedido pelo juiz da 5ª Vara da Infância e Juventude, que decretou a prisão do ator. No texto, o parlamentar informa que “o ator foi acusado de ter cometido abuso sexual (estupro de vulnerável – art.217-A) dentro do MAM, em São Paulo. Em audiência de custódia, o juiz Edgard Marzola Colombini entendeu que houve estupro na ação do acusado ao incentivar que crianças lhe tocassem pelado”.

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Last modified onQuinta, 05 Outubro 2017 06:47
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