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Jogadores da Ponte Preta são agredidos por torcedores ao chegarem em Campinas (Assista)

Na chegada do time ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas, Fernando Bob e Lucca são alvos de ataque de aproximadamente 30 pontepretanos. Gorilão, ônibus do clube, tem vidro quebrado

O desembarque da Ponte Preta nesta segunda-feira à tarde, em Viracopos, foi muito tumultuado. Um grupo de aproximadamente 30 torcedores apareceu no aeroporto para protestar pela má campanha do time, que entrou na zona de rebaixamento após a derrota de domingo, para a Chapecoense, fora de casa. Veja no vídeo acima uma parte da confusão!

O principal alvo dos pontepretanos presentes ao aeroporto foi Lucca. Artilheiro do time na temporada, com 21 gols, o atacante recebeu ameaças direcionadas a seus familiares, discutiu com alguns torcedores mais exaltados e teve que ser protegido por jogadores e dez seguranças da Macaca. Ele foi agredido, assim como outros integrantes da delegação, como Fernando Bob.

Em um primeiro momento, a assessoria de imprensa da Ponte confirmou a agressão a Lucca, Bob e ao gerente Gustavo Bueno. No entanto, voltou atrás a pedido dos jogadores, como forma de preservá-los, e agora não cita mais ninguém nominalmente. Muitos foram ameaçados, inclusive com citação de nomes de familiares (veja abaixo a nota divulgada pelo clube).

Alguns jogadores tentaram amenizar a situação ao conversar com a torcida, mas sem sucesso. Bob, por exemplo, chegou a ser chamado de "pipoqueiro" por um grupo. Logo depois, começou o empurra-empurra. Entre os muitos gritos, os pontepretanos falavam:

"Joga por amor ou joga por terror!".

Empurrões e xingamentos aconteceram durante todo o trajeto de cerca de 50 metros entre o portão de desembarque e o ônibus do clube. O Gorilão, por sinal, teve um dos vidros trincados por um tapa de um dos pontepretanos.

– Estou indignado, isso não pode acontecer. Futebol é alegria. Por mais que o resultado não tenha vindo, não pode fazer isso com um jogador nosso – reclamou o meia Léo Artur, em defesa aos companheiro que acabou agredido. A entrevista foi dada à Rádio Bandeirantes de Campinas.

A delegação foi direto para o 4º Distrito Policial de Campinas, no Taquaral, para registrar um boletim de ocorrência contra agressão e ameaças aos jogadores. Por lá, optaram por não conversar com a imprensa. Assustado com o protesto logo após sua primeira partida na Macaca, Eduardo Baptista demonstrou toda a irritação, também em declaração rápida à Rádio Bandeirantes.

"Minha vontade é de ir embora e não voltar mais".

Um sinal de protesto já tinha ocorrido pela manhã, quando torcedores picharam um dos portões do Moisés Lucarelli com a frase: "Se cair se prepara para apanha (sic)". Com esse clima, a Ponte tenta evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. A equipe ocupa hoje a 18ª posição, com 28 pontos, e volta a campo na segunda-feira, para enfrentar o Flamengo, em Campinas.

Veja a nota oficial divulgada pela Ponte:

A Ponte Preta confirma que, neste momento (18h48), o ônibus que transporta atletas, comissão técnica e dirigentes acaba de chegar ao quarto DP onde será realizado Boletim de Ocorrência contra os indivíduos que agrediram física e verbalmente jogadores, comissão técnica e seguranças no aeroporto de Viracopos. Além do BO por agressão, também será registrada formalmente a denúncia por ameaça não só aos presentes como aos familiares deles, e por vandalismo contra o ônibus, que teve danos como vidros quebrados.

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