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Um terço da população da RMC deve na praça

O desemprego e o descontrole das finanças pessoais levam milhares de pessoas a ficarem inadimplentes na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Estimativa da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) é que 1,06 milhão de pessoas tenham contas pendentes com o varejo na região no acumulado dos últimos cinco anos. O calote deve chegar a R$ 766,1 milhões. O valor aumentou 5,60% em relação aos R$ 725,5 milhões de agosto do ano passado.

Estudo da entidade aponta que, de janeiro a agosto deste ano, a quantidade de carnês sem pagamento chegou a 440.771 documentos. A situação só não está pior porque boa parte dos recursos sacados das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foi usada para quitar contas em atraso.

Embora o dinheiro extra tenha ajudado, a inadimplência continua mais alta do que em 2016. O crescimento foi de 2,56% até agosto. Como a taxa de desemprego ainda está elevada - 12,52% da População Economicamente Ativa (PEA), que representa 241.409 trabalhadores - fica mais complicado para o consumidor bancar todas as dívidas do mês.

Especialistas afirmam que outros fatores impactam as finanças pessoais: ‘gastos fantasmas’, descontrole com o cartão de crédito e compras por impulso. Eles reforçam que atingir a tão sonhada “estabilidade financeira” depende mais de como a pessoa gasta o seu dinheiro do que quanto ela ganha.

O coordenador do Departamento de Economia da Acic, Laerte Martins, diz que a inadimplência se acentuou nos últimos dois anos com a crise econômica. Ele observa que milhões de pessoas perderam o emprego e deixaram de pagar muitas contas. O especialista lembra que, entre pagar um banco e comer, o consumidor vai investir os recursos nos gêneros de primeira necessidade.

“A quantidade de endividados na RMC chega a 1,06 milhão de pessoas. Ou seja, cerca de um terço da população está com contas em atraso relativas aos últimos cinco anos. A quantidade é muito elevada e reflete o momento econômico que o País passa. Em agosto do ano passado, tínhamos cerca de 1 milhão de pessoas endividadas”, comenta.

Martins diz que o dinheiro do FGTS das contas inativas ajudou a minimizar a inadimplência neste ano. “O cenário seria ainda pior sem o dinheiro extra do FGTS.

Muitos consumidores preferiram pagar as contas em atraso. A expectativa é que o 13º salário também seja usado na quitação dos débitos pendentes. Neste mês, deveremos ter uma baixa da inadimplência porque os aposentados e pensionistas receberam a primeira parcela do benefício”, ressalta o economista.

Mas, um dinheiro que deve ajudar os endividados é o abono do Programa de Integração Social (PIS). O pagamento do benefício começou este mês e segue um calendário que vai até meados do próximo ano. De acordo com o governo federal, o PIS vai disponibilizar R$ 16,9 bilhões na economia nacional.

Ele estima que em Campinas existam 446.889 pessoas endividadas, cujas pendências são referentes ao período dos últimos cinco anos. Em agosto de 2016, 426.188 pessoas estavam com contas em atraso em carnês ou boletos com o comércio referente a cinco anos. As dívidas hoje somam R$ 312,8 milhões.

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