Justiça decreta prisão de vereador Tiguila Paes

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Ele foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro

A Justiça decretou a prisão preventiva do vereador de Paulínia, Tiguila Paes (Cidadania). Ele tinha até o meio-dia de hoje para se entregar na Delegacia Seccional de Campinas, mas não compareceu na unidade. O vereador é investigado em um processo sobre golpes em venda de terrenos na cidade.

Ele foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro. O processo corre em segredo de Justiça. No último dia 24 a Justiça já tinha bloqueado os bens do vereador no mesmo processo.

O advogado do vereador, Juan Felipe Camargo Coimbra de Souza, nega as acusações do cliente e afirmou que Tiguila está em viagem com a família por isso não se apresentou. Ele confirmou que entrou com pedido de habeas corpus.

Os crimes do qual o vereador é acusado ocorreram nos anos de 2014 e 2015. Segundo a apuração, ele e outros denunciados enganaram várias pessoas por meio da simulação de venda de casas no residencial Pazetti e em outros empreendimentos.

As vítimas, segundo o MP, foram atraídas pelo preço acessível, pela desburocratização da venda e possibilidade de pagamentos parcelados. Ainda de acordo com a promotoria, o golpe foi possibilitado com o envolvimento de Paes, e de outros servidores públicos que ainda não foram identificados e de uma entidade.

“Após a consumação dos crimes de estelionato e na posse do dinheiro obtido de forma criminosa, os réus passaram a ocultar e a dissimular a natureza, a origem, a localização e a disposição dos bens e valores provenientes dos crimes de estelionato”, afirma a denúncia.

A DEFESA

O advogado do vereador afirmou que ainda não conseguiu contato com o cliente, que saiu em viagem com a família na quarta pela manhã.
Em nota, a assessoria do parlamentar afirma que Tiguila “é inocente, vítima de acusações mentirosas e que provará à Justiça tais inverdades. Importante ressaltar que outros indiciados relataram publicamente que o vereador não tem nenhuma relação com história.”